R.B. 17/ABR/14 ''Cereja no bolo dos problemas da Copa do Mundo''


R.B.

"Cereja no bolo dos problemas da Copa do Mundo"

 

São Paulo, 17 de abril de 2014 (QUINTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, com bom volume de negócios devido ao vencimento de índice futuro na BM&F, influenciada pelo aumento das ‘’apostas’’ de que a taxa de juros vai parar de subir e que Dilma vai seguir caindo nas pesquisas e (2) o DÓLAR pode seguir em baixa, ainda influenciado pelos leilões de venda do BC, que segue acreditando que derrubando a cotação da moeda norte-americana consegue contribuir para segurar a inflação.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 1,5%, acompanhando o ‘’humor’’ positivo das demais bolsas mundiais e também beneficiada pelo anuncio de que no primeiro trimestre deste ano a economia da chinesa cresceu um pouco mais do que o esperado e (2) o DÓLAR caiu -0,1% à R$ 2,23, seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana e a melhora do ‘’humor’’ na Bovespa.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 3,0% e China 0,2%, beneficiadas pelo crescimento levemente acima do esperado da economia chinesa e com destaques de alta para as exportadoras, diante da desvalorização das moedas locais frente ao dólar, (2) da EUROPA, Inglaterra 0,6%, França 1,4% e Alemanha 1,6%, recuperando as perdas da sessão anterior e com destaques de alta para as empresas de commodities e (3) dos EUA, S&P 1,0%, DJ 1,0% e NASDAQ 1,3%, em alta pelo terceiro pregão seguido, desta vez ‘’animadas’’ pela declaração de Janet Yellen, presidente do FED (‘’BC’’ local), reforçando que os juros norte-americanos vão permanecer próximos de zero por mais ‘’algum tempo" e que a economia do país está progredindo lentamente na direção do pleno emprego.

 

Novamente dando sinais de que está chegando ao fim o ciclo de alta dos juros, que nos últimos 12 meses elevou a Selic de 7,25% para 11% ao ano, ontem Tombini, presidente do BC, afirmou que parte relevante da política de juros "ainda não tocou a inflação" e que, por conta dos leilões de venda de moeda norte-americana promovidos pela autoridade monetária brasileira, o câmbio deixou de ser um fator de pressão inflacionária.

 

Cada dia mais explicitamente, o BC chama a atenção para a ‘’inesperada’’ queda das cotações da moeda norte-americana ao rebater o pessimismo do ‘’mercado’’ e da população com a alta dos preços, já que depois de 9 altas consecutivas dos juros sem efeitos visíveis, a política antiinflacionária do governo Dilma reencontrou um antigo aliado, que é o dólar barato.

 

Ressaltando que se o governo Federal conseguir implementar a meta de 1,9% do PIB de superávit primário já contribuirá para melhorar o ‘’humor’’ das agências de classificação de risco com o país, Ilan Goldfajn, economista chefe do Itaú, afirmou ontem que acredita que a perspectiva para a ‘’nota’’ do Brasil é estável a despeito da mudança recente promovida pela S&P.

 

Antecipando, como sempre faz a bolsa, uma tendência na economia brasileira, que é o setor de serviços ter cada vez mais peso no PIB, na previa da carteira teórica do Ibovespa, que foi divulgado ontem pela BM&FBovespa e que vigorará entre 5/MAI/14 e 29/AGO/14, os bancos Itaú e Bradesco passam a ter peso maior sobre o índice do que as ações empresas de commodities Petrobras e Vale.

 

Confirmando a mudança estrutural que ocorre na economia brasileira, em FEV/14 o faturamento nominal (que não considera a inflação) do setor de serviços cresceu 10,3% na comparação com igual mês de 2013, porem segundo economistas este forte desempenho é mascarado pela inflação elevada dos itens que integram o referido grupo, que nos últimos 12 meses acumula alta de 8,20%.

 

Certamente causando pressão inflacionária, somente neste mês a Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou (1) reajuste de 29,54% na conta de luz de 1,2 milhões de consumidores atendidos pela AES Sul, em 118 municípios do Rio Grande do Sul, (2) reajuste médio de 17% para quatro distribuidoras do Nordeste e (3) reajuste médio de 14,24% na conta de luz de todas as residências atendidas pela Cemig, em MG.

 

-           A ALL subiu 3,1%, depois de a empresa ter divulgado sua prévia operacional do primeiro trimestre e seu conselho de administração ter aprovado a proposta para incorporação da empresa pela Rumo, da Cosan, o que já vinha sendo antecipado pelo mercado.


Política:

 

Obviamente acenando para os eleitores do seu adversário tucano Aécio Neves, ontem Eduardo Campos, candidato do PSB à presidência, afirmou que não tem "preconceito" contra as privatizações, que é preciso respeitar o lucro da iniciativa privada e que é importante atrair o investimento privado para áreas em que o Estado não consegue chegar.

 

Mostrando mais uma vez o caráter das autoridades do governo tupiniquim, o Senado não recebe há um ano o aluguel de apartamentos funcionais ocupados por 17 autoridades de outros Poderes, como ministros, juízes e desembargadores, num "calote" que já ultrapassa os R$ 700 mil.

 

Usando o dinheiro público para se preparar para a reeleição de Dilma, o governo federal gastou R$ 2,3bi para veicular suas propagandas em 2013, valor 7,4% superior ao registrado em 2012 e que é o maior já registrado desde 2000, quando começou a ser divulgado esse tipo de dado.

 

Indicando como é urgente o país ter um governo e um congresso com ‘’coragem’’ para mudar as regras da previdência pública, principalmente a que trata da idade mínima para se aposentar, o tempo de pagamento das aposentadorias por tempo de contribuição dos trabalhadores brasileiros já chega à média de 20 anos e obviamente a tendência para os próximos anos é de aumento.


Crítica:

 

Para colocar uma ’’cereja no bolo dos problemas da Copa do Mundo’’, além dos atrasos nas obras, do superfaturamento dos estádios, da insegurança das cidades, da queda no apoio popular e da falta de infraestrutura necessária, ao menos 16categorias profissionais, sendo 8 ligadas ao setor de transportes, já começam a se mobilizar e se organizar para definir suas estratégias para negociar reajustes salariais, paralisações e greves durante o referido evento futebolístico.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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