R.B. 11/MAR/14 ‘’Excelente recado‘’


R.B.

"Excelente recado"

 

São Paulo, 11 de março de 2014 (TERÇA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, em mais um movimento de ''caça de barganhas'' após fechar o pregão anterior no menor patamar desde 10/JUL/13, porem é importante ressaltar que o ''mercado'' está cada dia mais ''pessimista e contrariado'' a economia no governo Dilma e (2) o DÓLAR pode cair, devolvendo uma parte da valorização de ontem e respeitando a ''resistência'' dos R$ 2,35, indicando cada dia mais que o atual patamar da moeda norte-americana é ''confortável para todos''.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu –1,5%, acompanhando as perdas das demais bolsas mundiais e com as siderurgias, como Gerdau (-2,1%) e Usiminas (-4,1%), prejudicadas pelos ''temores'' de desaceleração da economia chinesa e (2) o DÓLAR subiu 0,2% e fechou a R$ 2,35, com pouca volatilidade e acompanhando o ''humor negativo'' na Bovespa.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão –1,0%, interrompendo uma sequência de 4 altas consecutivas, com os investidores à espera da decisão de política monetária BC local e China –2,9%, já que os números ruins da balança comercial aumentaram os rumores de que a economia do país está desacelerando, (2) da EUROPA, Inglaterra –0,3%, França 0,1% e Alemanha –0,9%, divididas entre as preocupações sobre uma possível desaceleração da economia da China e indicadores positivos de países da região e (3) dos EUA, S&P –0,8%, DJ –0,2% e NASDAQ –0,1%, realizando lucros recentes, com os investidores cautelosos após a divulgação dos dados econômicos fracos da Ásia e diante das tensões na Ucrânia.

 

''Apostando'' em mais um aumento de 0,25% na taxa básica de juros na próxima reunião do Copom, que ocorrerá em ABR/14, o ''mercado'', mostrando um crescente pessimismo, reduziu de 1,70% para 1,68% suas previsões para o crescimento do PIB brasileiro em 2014 e elevou de 6,00% para 6,01% suas projeções para o IPCA deste ano.

 

Cerca de um mês após anunciar um corte de R$ –44bi no Orçamento e a nova meta de superávit das contas públicas, o governo Dilma vai se reunir esta semana com a S&P, que é uma das principais agências de classificação de risco e que em 2008 foi a primeira a elevar o Brasil ao nível de grau de investimento, tirando o país da lista de economias consideradas "especulativas".

 

Alegando que é preciso que o governo atenda também aos interesses das pequenas e médias empresas, que respondem por boa parte dos postos de trabalho, a reunião de Mantega, ministro da Fazenda, apenas com grandes grupos brasileiros, provocou revolta em boa parte da indústria, que reclama que Dilma não recebe e não escuta dos empresários.

 

Mostrando que, diante do crescimento fraco da economia e a alta dos preços, principalmente alimentos, sobra cada dia menos dinheiro para poupar, nos 2 primeiros meses de 2014 a captação liquida das cadernetas de poupança do Brasil foi –22% menor do que no mesmo período de 2013.

 

Registrando um recuo diário superior a –8,0%, ontem o minério de ferro, principal commodity usada na siderurgia, sofreu uma das maiores quedas em sua história depois da divulgação de dados decepcionantes sobre o comércio externo chinês que despertaram novas preocupações sobre a demanda na segunda maior economia mundial.

 

Enquanto as bolsas do mundo se recuperam em batem recordes de alta, como aconteceu 48 vezes na bolsa de NY no ano passado, no Brasil o Ibovespa caiu -15,5% em 2013 e já recua quase -12% em 2014, pois o governo Dilma, como não acredita no livre mercado e acha que bolsa é coisa de vagabundo, quer tabelar os lucros das empresa ou ao menos conte-los, já tentou fazer tal coisa com o lucro dos bancos, um pouco no grito e um pouco com concorrência da banca estatal, já fez isso com empresas do setor elétrico, que agora dependem da grana do governo para compensar perdas com a explosão do preço da eletricidade, e .degrada a Petrobras, que não faz caixa e fica relativamente mais endividada porque é obrigada a subsidiar o preço dos combustíveis.

 

-    A Petrobrás caiu –2,3%, mesmo após anunciar uma emissão de bônus no exterior para captar US$ 8,5bi, cuja demanda superou os US$ 22bi, porem após o fechamento do pregão a empresa também divulgou que, deste OUT/13, recebeu 5 autos de infração da Receita Federal que somados atingem R$ 8,8bi e que estão sendo contestados judicialmente.


Política:
 
Mostrando que não é só o o tucano Serra que, de forma ''discreta'', vai atrapalhar a candidatura de Aécio Neves, ontem, após trocar elogios públicos com Dilma, o governador de SP Alckmin se reuniu a portas fechadas com a presidenta.
 
Ontem, no mermo dia em que o vice-presidente Michel Temer ''garantiu'' que o PMDB seguirá ao lado de Dilma nas eleições presidenciais, os parlamentares do PMDB, numa resposta à estratégia do Palácio do Planalto, começaram a discutir a aprovação de uma moção de apoio a Eduardo Cunha, líder da bancada na Câmara que tem sido isolado das negociações do governo e que se tornou porta-voz da crescente ala insatisfeita dos peemedebistas.
 
Se aproximando cada dia mais dos tucanos, um executivo ligado à cúpula da Alstom na França disse que a multinacional pagou propina para Robson Marinho, conselheiro do TCE e ex-chefe da Casa Civil no governo de Mário Covas.
 
''Turbinada'' pela crise do PMDB com o Palácio do Planalto, a Câmara dos Deputados tem na pauta de votações das comissões 21 requerimentos de convocação de ministros para prestar esclarecimentos aos congressistas e principal alvo é o ministro Arthur Chioro, da Saúde, que reúne sete pedidos de explicações sobre o programa Mais Médicos, vitrine eleitoral da presidenta Dilma.

Crítica:

 

Indicando que os ''bons frutos'' da Copa do Mundo de Futebol serão muito menores do que o esperado, de forma ''discreta'' a Match Services, operadora de turismo oficial da Fifa, devolveu na segunda quinzena de JAN/14 50% dos bloqueios de quartos de hotel que tinha feito para a Copa do Mundo e o motivo foi simplesmente a baixa procura.

 

Está marcada para amanhã, na AV Paulista em SP, uma reunião entre Mantega e os representantes das 16 maiores empresas privadas do Brasil, que poderiam dar um ''excelente recado'' para a ''toda poderosa'' presidenta Dilma e para o seu ''brilhante'' ministro da Fazenda simplesmente faltando ao encontro.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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