R.B. 23/JAN/14 ''Vai ganhar muito dinheiro''


R.B.

"Vai ganhar muito dinheiro"

 

São Paulo, 23 de janeiro de 2014 (QUINTA-FEIRA).


Mercados:

 

HOJE

-    A BOVESPA pode subir, com ''boas chances'' de fechar esta semana recuperando o patamar dos 50.000pts, já que o ''mercado'' está um pouco mais animado com a recepção, até agora otimista, da presidenta Dilma no Fórum econômico de Davos.

-    O DÓLAR deve cair, devolvendo parte da forte alta acumulada nos dois pregão anteriores, acompanhando a provável melhora do ''humor'' na Bovespa e influenciado pelos leilões de venda do BC e pelo aumento das expectativas de fluxo positivo de recursos externos.

 

ONTEM

-    BOVESPA 1,6%, já abriu em alta e manteve a trajetória ascendente ao longo de todo pregão, em um movimento de ''caça de barganhas'' após acumular uma baixa –5,8% no ano e com destaques de alta para as ações de grandes empresas, como Petrobrás (3,3%) e Vale (1,5%), em um dia com a agenda esvaziada de noticias importantes.

-    DÓLAR 0,3% à R$ 2,37, já abriu em alta e, dando continuidade ao movimento ascendente iniciado na terça-feira, manteve a trajetória ascendente ao longo de ''quase'' todo pregão, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana.

-    Na ÁSIA, com crescente volume de negócios, JAPÃO 0,2%, sustentada pelas expectativas positivas para os resultados trimestrais de grandes empresas, que serão divulgados na próxima semana e CHINA 2,2%, ''animada'' pelo anuncio de que o BC local fará uma nova injeção de capital para aliviar preocupações com a liquidez.

-    Na EUROPA, acompanhando a instabilidade das bolsas dos EUA, INGLATERRA –0,1%, FRANÇA –0,1% e ALEMANHA –0,1%, também prejudicadas pelos ''temores'' de elevação dos juros no Reino Unido, que aumentaram após a divulgação de uma queda maior que o previsto na taxa de desemprego do referido país.

-    Nos EUA, novamente sem uma tendência única, S&P 0,1%, DJ –0,2% e NASDAQ 0,4%, após resultados corporativos mistos deixarem investidores sem motivo para elevar as ações num momento em que o índice está perto de níveis recordes.


Economia:

 

''Dando a cara a tapas'', já que sua equipe econômica já não tem mais credibilidade alguma, a presidenta Dilma começa hoje, na Suíça, um trabalho "olho no olho" com os empresários para tentar desfazer as desconfianças em relação à sua política econômica.

 

Mostrando que quem investir em produtos e serviços para o varejo ''vai ganhar muito dinheiro'', ontem Ricardo Villela Marino, executivo-chefe para América Latina do Itaú, afirmou em Davos que 75% dos brasileiros estarão na classe média de hoje até 2016.

 

Corroborando com a opinião acima emitida pelo executivo-chefe para América Latina do Itaú, o setor de serviços no Brasil, sob o efeito de crescimento da renda e da estabilidade do emprego, cresceu 8,5% de JAN/13 até NOV/13 quando comparado com o mesmo período de 2012.

 

Indicando que, mesmo com o desempenho pífio da economia e com as desonerações tributárias concedidas, o governo brasileiro continua arrecadando cada vez mais, segundo dados emitidos ontem pela Receita Federal em 2013 a soma total de impostos e contribuições pagas no Brasil ficou em R$ 1,138tri, o que representa um recorde histórico e um crescimento de 4,08% na comparação com 2012.

 

Aprendendo a fazer ''contabilidade criativa'' com o governo Dilma, a Caixa Econômica Federal, com a decisão de contabilizar como receita R$ 719mi das contas encerradas por irregularidades no cadastro, ganhou duas vezes com os mesmos recursos, já que a maior parte do valor (cerca de 97%) estava em contas de poupança, aplicação que serve como fonte de recursos para financiamentos habitacionais.

 

-    A Petrobras subiu 3,3%, beneficiada (1) pelos ''rumores'' de que pode ocorrer um reajuste dos preços dos combustíveis de 4% nos próximos três meses, (2) pelo anuncio de um plano de demissão voluntária pela empresa e (3) pela declaração de Graça Foster, presidente da estatal, de que a companhia vai dobrar a produção até 2020 e triplicar até 2035.

-A CSN caiu –1,7%, diante do ''temores'' de que a empresa seja ''obrigada'' a se desfazer de sua participação na Usiminas caso assuma o controle total da Namisa e dos ''rumores'' de que o governo pode vir a reduzir o imposto de importação do aço a zero.


Política:

 

Mais uma vez mostrando que não respeita seus colegas e que acredita que está ''acima do bem e do mal'', Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, afirmou, diretamente de Paris onde passa as férias e dá palestras com diárias pagas pelo contribuinte brasileiro, que os ministros Carmen Lucia e Ricardo Lewandowski, que assumiram o comando da corte durante suas férias, deveriam ter assinado o mandato de prisão do deputado federal petista João Paulo Cunha, condenado no esquema do mensalão.

 

Após os problemas em SP, onde Marina Silva vetou uma aliança com o PSDB, as divergências entre PSB e Rede na montagem das alianças regionais ganhou um novo capitulo, já que agora o grupo de Marina Silva em MG defende candidatura própria no Estado e ruptura com os tucanos.

 

Fernando Haddad, prefeito de SP, alçou ao primeiro escalão de sua equipe o engenheiro Ricardo Schumann, que assumiu interinamente a Secretaria de Serviços da capital e que, em 2006, participou da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, episódio que derrubou Palocci, o então ministro da Fazenda do governo Lula.

 

Com o objetivo de a atrair o PSD de Gilberto Kassab e o PMDB de Paulo Skaf, futuros rivais do tucano Alckmin na disputa pelo governo de SP, o PT quer aproveitar o clima eleitoral e buscar apoio na Assembleia Legislativa de SP para uma CPI sobre o cartel dos trens.

 

Tentando popularizar o partido, o marqueteiro Nelson Biondi, que deve comandar a campanha de Alckmin à reeleição ao governo de SP, sugeriu a tucanos que Celso Russomanno, do PRB, seja o seu candidato a vice.


Crítica:

 

Finalmente acabando com um dos maiores símbolos da ''burocracia tupiniquim'', a Receita Federal anunciou que aboliu o reconhecimento de firma para apresentação de documentos encaminhados por pessoas físicas e jurídicas, ressaltando que esta extinção está amparada no ''princípio da boa-fé'', que deve reger as relações entre o Fisco e o cidadão, segundo a Receita Federal.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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