R.B. 19/DEZ/13 ‘’Gigantes e amigos’’


R.B.

"Gigantes e amigos"

 

São Paulo, 19 de dezembro de 2013 (QUINTA-FEIRA).


Mercados:

 

HOJE

-    A BOVESPA deve subir, reduzindo mais uma parte das fortes perdas acumuladas no ano (-17,0%), acompanhando a forte melhora do ''humor'' nas demais bolsas mundiais após o anuncio do Fed e também influenciada positivamente pela valorização das commodities.

-    O DÓLAR pode cair, com ''boas chances'' de fechar o ano abaixo dos R$ 2,30, devolvendo os ganhos acumulados no pregão anterior, influenciado pelos mesmos motivos que devem levar a valorização da Bovespa e ao recuo da cotação internacional da moeda norte-americana.

 

ONTEM

-    BOVESPA 0,9%, já abriu em alta e, acompanhando o desempenho positivo das demais bolsas mundiais, manteve a trajetória ascendente ao longo de todo pregão, com bom volume de negócios (R$ 16,5bi) devido ao vencimento do Ibovespa futuro e destaques de alta para as siderúrgicas, como Gerdau (3,2%) e Usiminas (5,0%).

-    DÓLAR 0,9% à R$ 2,34, já abriu em alta e manteve a trajetória ascendente ao longo de todo pregão, pressionado pela tensão que antecedeu a decisão do Fed (''Copom'' dos EUA) sobre os estímulos à economia norte-americanados e reagindo a um fluxo de saída de divisas do País ao longo do dia.

-    Na ÁSIA, sem uma tendência única, JAPÃO 2,0%, influenciada pela surpreendente alta nos dados preliminares das exportações de DEZ/13 e por rumores otimistas sobre um discurso do primeiro-ministro, Shinzo Abe, que supostamente irá revelar uma nova estratégia de crescimento e CHINA –0,1%, em baixa pelo sétimo pregão consecutivo, influenciada por preocupações sobre a desaceleração da economia e por temores com a liquidez dos bancos.

-    Na EUROPA, recuperando as perdas do pregão anterior, INGLATERRA 0,2%, FRANÇA 1,0% e ALEMANHA 1,1%, acompanhando o bom desempenho das bolsas dos EUA e também influenciadas positivamente pela forte melhora do índice de sentimento das empresas da Alemanha.

-    Nos EUA, com o DJ e o S&P fechando nos maiores patamares da história, S&P 1,7%, DJ 1,8% e NASDAQ 1,1%, ''aliviadas'' com a decisão do Fed (''Copom'' local) de um ''pequeno e cauteloso'' corte no programa de estímulos, confirmando que a economia está em bases sólidas.


Economia:

 

De forma otimista, já que também rebaixou a expectativa de inflação e prevê que os juros seguirão inalterados até bem depois de a taxa de desemprego chegar a 6,5%, ontem o Fed (''Copom'' dos EUA) anunciou que já em JAN/14 começará a reduzir, gradativamente e cautelosamente, seu programa de estímulos monetários à economia norte-americana.

 

Mesmo esperando um maior crescimento mundial e um aumento das exportações brasileiras, o BC espera que o déficit de transações correntes, que fechou 2012 em US$ –54bi e irá disparar para US$ –79bi, se mantenha em torno de -US$ 79bi em 2014.

 

Emprestando principalmente para ''gigantes e amigos'' dos setores da indústria (20% do total) e de infraestrutura (19% do total), este ano o BNDES desembolsou R$ 190bi em financiamentos, patamar 22% acima do resultado auferido em 2012 (R$ 156bi).

 

Ontem, logo após a decisão do Fed (''Copom'' dos EUA) de reduzir gradualmente os estímulos à economia norte-americana, o BC brasileiro anunciou que vai diminuir a oferta fixa de dólares no mercado doméstico de US$ 3bi para US$ 1bi por semana.

 

Representando uma excelente notícia para o setor pecuarista brasileiro, os governos do Brasil e dos EUA anunciaram ontem a publicação de uma medida técnica que é o último passo antes da abertura do mercado norte-americano para a carne bovina brasileira.

 

Como o brasileiro segue com dinheiro no bolso e os preços no Brasil são, na média, muito superiores à média mundial, nos 11 primeiros meses deste ano os gastos de brasileiros em viagens internacionais atingiram US$ 23,1bi, o que representa o maior patamar da história e um crescimento de cerca de 15% na comparação com o resultado auferido no mesmo período de 2012 (US$ 1,8bi).


Política:

 

Mostrando que está disposto a ''comprar briga'', o peemedebista Renan Calheiros, presidente do Senado, afirmou ontem que considera "invasiva" a atuação do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral para decidir a respeito das doações de empresas para campanhas políticas, ressaltando que o Congresso não pode e não vai concordar.

 

Mais uma vez legislando em causa própria, ontem, em seu último ato antes do recesso parlamentar, a cúpula da Câmara aprovou um reajuste de 7,76% na verba reservada para os deputados gastarem com passagens aéreas, combustível, serviços postais e outras atividades parlamentares, medida que terá um impacto de R$ 16mi nos cofres públicos em 2014, ano eleitoral.

 

Em meio às tratativas para definição das candidaturas e alianças do PSB nos Estados, a ex-ministra Marina Silva defendeu ontem em Salvador o apoio ao petista Eduardo Suplicy na disputa por uma cadeira no Senado em SP.


Crítica:

 

Como um chefe de família que não tem dinheiro para colocar comida da mesa de casa e mesmo assim compra uma BMW para colocar na garagem, ontem, de forma totalmente desnecessária, o governo Dilma decidiu torrar US$ 4,5bi para comprar 36 caças suecos, que vão chegar 48 meses depois de assinado o contrato.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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