R.B. 5/AGO/13 ''Pai bravo''


R.B.

"Pai bravo"

 

São Paulo, 5 de agosto de 2013 (SEGUNDA-FEIRA).


Mercados:

 

HOJE

-    A BOVESPA deve cair, ainda prejudicada pelas incertezas e desconfianças com relação ao futuro da economia brasileira, que são causadas principalmente pela péssima atuação de Mantega, ministro da Fazenda de Dilma, porem deve-se ressaltar que o patamar é interessante para compras, principalmente para os investidores de longo prazo.

-    O DÓLAR deve subir, acompanhando o ''humor negativo'' na Bovespa e também diante da perspectiva de que o BC norte-americano reduzirá o estímulo econômico nos EUA em breve, aposta persiste baseada em dados positivos sobre a economia do referido país, como a expansão maior que a prevista do PIB e a queda do desemprego.

 

SEXTA-FEIRA

-    BOVESPA -1,4%, abriu ''de lado'', para na máxima avançar 0,8%, porem passou a cair no inicio da tarde, contrariando a trajetória de alta das bolsas dos EUA e da Europa, diante da crescente piora da credibilidade da equipe econômica do governo Dilma.

-    DÓLAR –0,9% à R$ 2,28, abriu em alta, para na máxima avançar 0,6% e atingir R$ 2,31, porem passou a cair na parte da tarde, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e pressionada pelos leilões de venda do BC.

-    Na ÁSIA, acompanhando o bom desempenho das bolsas dos EUA e da Europa no dia anterior, JAPÃO 3,3%, em alta pelo segundo dia consecutivo, com as exportadoras beneficiadas por um dólar mais forte frente a moeda loca (o iene) e por resultados corporativos melhores do que o esperado, CORÉIA 0,2%, no maior patamar em 2 meses e CHINA 0,2%, com os investidores à espera de novos sinais sobre a direção dos planos de reforma do país.

-    Na EUROPA, revertendo uma abertura negativa, para fecharem nos maiores patamares em mais de 2 meses, INGLATERRA 0,5%, FRANÇA 0,4% e ALEMANHA 0,1%, desta vez sustentadas por resultados robustos de empresas seguradoras, como a Europa AXA (2,2%) e a Allianz (1,8%).

-    Nos EUA, também revertendo uma abertura negativa, para fecharem novamente nos maiores patamares da história, S&P 0,2%, DJ 0,2% e NASDAQ 0,4%, desta vez beneficiadas pela divulgação do relatório sobre o mercado de trabalho, que mostrou uma criação de vagas bem abaixo do esperado no país, o que diminuiu os receios de que o Fed (''Copom'' local) comece a reduzir em breve suas ações de estímulo.


Economia:

 

Contrariando Mantega, que sempre coloca a culpa nos ''gringos'', Armínio Fraga, ex-presidente do BC, afirmou que o fraco crescimento econômico e a alta inflação no Brasil são causados por fatores internos e não externos, pois o governo não conseguiu cortar gastos e reduzir as políticas econômicas intervencionistas.

 

Fazem 3 meses que Lula ''bancou'' a permanência de Mantega no ministério da Fazenda, porem neste final de semana o ex-presidente ''aconselhou'' o referido ministro, num estilo meio "pai bravo", a parar de fazer previsões econômicas e a ampliar o diálogo com os ''barões do PIB''.

 

Confirmando que, diante da instabilidade econômica e da falta de credibilidade do governo, é cada vez maior o medo dos investidores de assumir riscos, no Brasil o número de cadernetas poupança com mais de R$ 1mi mais que dobrou nos últimos cinco anos até 2012, segundo os dados mais atualizados do Fundo Garantidor de Créditos.

 

-    ''Apostando'' nos consumidores brasileiros, a marca de luxo Mercedes-Benz deve começar a montar o modelo C-Class no Brasil até 2015, com uma capacidade inicial de 20 mil veículos por ano.

 

Ressaltando que a redução na oferta de voos e o aumento nos preços das passagens afetam o turismo no país, os secretários estaduais de turismo querem a abertura do setor aéreo para empresas estrangeiras, como forma de ampliar a concorrência.

 

Em JUN/13 a produção de petróleo no Brasil cresceu 5,4% em relação a MAI/13 e 3,4% na comparação com JUN/12, já a extração de gás bateu novo recorde histórico, 80 milhões de metros cúbicos diários, uma alta de 7% ante MAI/13 e de 11,0% frente ao mesmo mês do ano passado.

 

Prejudicando as siderúrgicas brasileiras, como a Gerdau e a CSN, a produção de aço na China, que já responde por quase metade da produção mundial, deve subir 9% em 2013 e atingir o recorde de cerca de 780 milhões de toneladas.

 

-    A petroleira HRT caiu –2,1% e, após o fechamento do pregão, anunciou que decidiu devolver dois blocos localizados na bacia do Solimões, na floresta amazônica, alegando dificuldades na obtenção de licenças ambientais para a exploração da área.


Política:

 

Se preparando para enfrentar votações de projetos polêmicos, como o do Orçamento Impositivo de emendas parlamentares, e ameaçada de derrubada de vetos que implicarão em impacto nas contas públicas, a presidenta Dilma se reunirá hoje com os líderes aliados da Câmara dos Deputados.

 

Podendo abalar a credibilidade dos governos tucanos em SP, o Ministério Público Estadual está negociando um acordo de delação premiada com os executivos da Siemens para obter provas de supostos pagamentos de propinas a agentes públicos no processo de compra e manutenção de trens para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e para o metrôs de São Paulo.

 

Agora com o objetivo de economizar R$ 1,8bi, derrotados na votação de projetos que perdoaram as dívidas da República do Congo, Sudão e Gabão com o Brasil, já aprovados e promulgados pelo Senado, os senadores da oposição e independentes, mesmo em minoria, tentam agora impedir a aprovação da liquidação dos débitos da Zâmbia, Tanzânia, Costa do Marfim e República Democrática do Congo.

 

Em um desgaste que começou com a definição das regras para os planos de concessão, se aprofundou com o aumento da inflação e se torna cada dia pior diante da falta de ''habilidade'' do ministro da Fazenda, a ''lua de mel'' entre a presidenta Dilma e o empresariado, que para piora sentem que suas reivindicações são ignoradas, acabou.

 

As críticas sugerindo que há hoje no país uma crise de confiança, que deriva essencialmente das repetidas manobras do governo para tentar escamotear a deterioração das contas públicas, foi tema central da reunião, realizada ontem a portas fechadas, entre o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, e dez economistas dos maiores bancos e corretoras do Brasil.


Crítica:

 

Pagando pelo fim das investigações, o que é um enorme absurdo, o Banco do Brasil Investimentos, coordenador líder da oferta pública de ações da BB Seguridade Participações, assinou com a CVM um Termo de Compromisso de R$ 400 mil para extinguir processo administrativo aberto contra o banco, que distribuiu mensagem eletrônica contendo material publicitário sobre a oferta pública antes da aprovação da operação.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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