R.B. 21/FEV/13 ‘’Andar com más companhias’’


R.B.

"Andar com más companhias"

 

São Paulo, 21 de fevereiro de 2013 (QUINTA-FEIRA).


Mercados:

 

HOJE

-    A BOVESPA deve seguir em queda, rompendo o suporte dos 56.000pts e ainda sem forças para iniciar um movimento de recuperação, acompanhando a realização de lucros nas bolsas da Europa e dos EUA, porem é bom ressaltar que, principalmente para os investidores de longo prazo, o patamar é atraente para compras.

-    O DÓLAR pode seguir em alta, assim como a bolsa acompanhando a piora do ''humor'' nas demais bolsas mundiais e também influenciado pelos sinais de que o Fed (''BC'' dos EUA) pode começar a reduzir as medidas de estímulo monetário.

 

ONTEM

-    BOVESPA –2,0% (aos 56.177pts), abriu ''de lado'', para na máxima avançar 0,5%, porem novamente passou a cair na parte da tarde, pressionada pela divulgação de uma prévia abaixo do esperado para o PIB brasileiro de 2012 e também acompanhando o desempenho negativo dos mercados acionários nos EUA e na Europa, após governo dos EUA sinalizar menos estímulos econômicos.

-    DÓLAR 0,2% à R$ 1,96, abriu em queda, para na mínima recuar –0,2%, porem passou a subir na parte da tarde, acompanhando a piora do ''humor'' na Bovespa e a repercutindo as sinalizações do governo norte-americano sobre uma possível estratégia de retirada de estímulos econômicos.

-    Na ÁSIA, acompanhando o bom desempenho das bolsas dos EUA e da Europa no dia anterior, para fecharem próximas dos maiores níveis desde AGO/11, JAPÃO 0,8%, CORÉIA 1,9% e CHINA 0,6%, diante da divulgação de sinas de recuperação da economia chinesa e da avaliação de que os riscos da crise da dívida da zona do euro e o impasse fiscal nos EUA.

-    Na EUROPA, revertendo uma abertura positiva, INGLATERRA –0,2%, FRANÇA –0,7% e ALEMANHA –0,3%, prejudicadas pelo inesperado anuncio de cortes de dividendos feitos pela seguradora RSA e pela companhia aérea Lufthansa e pela divulgação de resultados fracos de empresas como Accor e BHP Billiton.

-    Nos EUA, também revertendo uma abertura positiva, S&P –1,2%, DJ –0,8% e NASDAQ –1,5%, repercutindo negativamente a notícia de que o Fed (''BC'' local) pode ter de desacelerar ou interromper seu programa de compra de ativos antes de ver uma recuperação no mercado de trabalho, para a qual o programa foi desenhado, devido a temores sobre seus possíveis custos.


Economia:

 

Apesar de registrar a terceira alta mensal seguida, em DEZ/12 o IBC-BR, que é o indicador do BC que serve como prévia para PIB, avançou 0,26% na comparação com NOV/12, patamar abaixo do esperado pelo ''mercado'' (0,4%) e aquém do apurado no mês anterior.

 

Dando um ''bom sinal'' de recuperação da economia brasileira, em JAN/13 a demanda corporativa por financiamentos avançou 19,3% na comparação com DEZ/12, impulsionada principalmente por um processo de reposição de estoques e de melhora nos níveis de confiança.

 

Dando opiniões totalmente divergentes, o que não é bom para a economia, desestimula os investimentos e certamente é fruto do discurso errático e desencontrado dos principais membros da equipe econômica de Dilma, (1) Alexandre Schwartsman, ex-diretor do BC, afirmou que o fato de o BC manter a estratégia de juros estáveis por um período de tempo prolongado não vai trazer a inflação para a meta, ressaltando que ela não cai por gravidade e (2) André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, afirmou que o mercado "exagerou" na expectativa de inflação, ressaltando que se o Brasil vai crescer pouco, não tem como ter inflação tão alta.

 

Com o objetivo de avançar na política de desindexação da economia, buscando acabar no médio prazo com as aplicações corrigidas por índices de curto prazo, como DI e taxa Selic, o governo Dilma está concluindo um estudo técnico para alterar a tributação das aplicações de renda fixa, garantindo incentivos fiscais para investimentos prefixados.

 

Beneficiado por incentivos do governo, como a redução do IPI e das taxas de juros, o setor automobilístico brasileiro fechou 2012 acumulando 6,3 milhões de unidades comercializadas, o que representa um crescimento de 6,1% na comparação com 2011 e manteve o Brasil no posto de quarto maior mercado mundial do setor no ano passado.

 

-    O Pão de Açúcar subiu 1,5%, ''comemorando'' a divulgação dos seus bons resultados do quarto trimestre de 2012 e a notícia de que o grupo francês Casino, controlador da empresa, quer a renúncia de Abílio Diniz do cargo de presidente do conselho da maior varejista do país.

-    A MMX caiu –2,8%, já que, mesmo após a empresa divulgar um prejuízo de R$ -435mi em 2012, Rudolph Ihns, seu diretor financeiro da MPX, afirmou que a companhia pretende investir R$ 600mi em 2013.

-    A Eletrobrás caiu –2,5%, mesmo após a empresa anunciar um plano de reestruturação que prevê um corte de despesas de -30% e um aumento das receitas também em 30%.

-    A Petrobrás caiu –2,6%, mesmo após anunciar uma nova descoberta de petróleo leve, que é de boa qualidade e maior valor no mercado, na camada pré-sal da bacia de Santos.

-    O Banco do Brasil caiu –0,9% e, após o fechamento do pregão divulgou que, principalmente devido a queda da inadimplência e ao aumento das operações de crédito, registrou lucro líquido contábil de R$ 3,9bi no quarto trimestre de 2012, o que representa um crescimento de 33,5% em relação ao mesmo período do ano anterior e supera de longe a média das ''apostas do mercado'' (R$ 2,6bi).


Política:

 

Ontem, ao mesmo tempo em que tucano Aécio Neves usava a tribuna do Senado para criticar o governo Dilma, Lula afirmava, em discurso na festa para comemorar os 10 anos do PT no poder, que a resposta dos petistas às criticas do PSDB será a reeleição da Dilma em 2014.

 

Enquanto Renan Calheiros, ao menos oficialmente, aguarda uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre as regras para a análise dos vetos presidenciais, o senador petista Paulo Paim articula com as lideranças da base e o governo para estabelecer um mecanismo que exclua vetos antigos da apreciação do Congresso Nacional.

 

Podendo deixar a vida dos políticos de SP muito mais ''tranquila'', chegou ontem à Mesa da Assembleia Legislativa de SP a Proposta de Emenda à Constituição que inquieta o Ministério Público porque tira dos promotores o poder de investigar deputados estaduais, prefeitos e secretários de Estado e confere tal atribuição exclusivamente ao procurador-geral de Justiça.


Crítica:

 

Enquanto, para saírem da crise, EUA faz acordo comercial com a Europa, Dilma, que assim como Lula não se envergonha de ''andar com más companhias'', recebeu ontem o primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, para negociar a aquisição de baterias de mísseis antiaéreos e outros armamentos russos, que certamente nunca serão usados em uma guerra e não trarão vantagem econômica nenhuma ao Brasil.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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