R.B. 5/DEZ/12 ‘’Declarações desnecessárias’’


R.B.

"Declarações desnecessárias"

 

São Paulo, 5 de dezembro de 2012 (QUARTA-FEIRA).


Mercados:

 

HOJE

-    A BOVESPA deve subir, recuperando o patamar dos 58.000pts e as perdas do pregão anterior, beneficiada pela melhora do ''humor'' na bolsas da Europa e dos EUA e também influenciada positivamente pela expectativa de novas medidas do governo para estimular a economia.

-    O DÓLAR pode voltar a cair, com ''boas chances'' de testar o agora ''suporte'' dos R$ 2,10, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana, que por sua vez perde valor quando a tensão mundial é reduzida e os investidores buscam ativos de risco.

 

ONTEM

-    BOVESPA –1,1%, abriu em alta, para na máxima avançar 0,5%, porem, com bom volume de negócios (R$ 9,5bi), passou a cair na parte da tarde, após novas ''declarações desnecessárias'' de Mantega, que em 90% das vezes que fala derruba a bolsa, e também influenciada pelo leve recuo das bolsas de NY.

-    DÓLAR –0,2% à R$ 2,11, já abriu em queda e, mesmo com a instabilidade na Bovespa e nas demais bolsas mundiais, manteve-se em território negativo ao longo de ''quase'' todo pregão, após o BC anunciar que ampliou de 1 para 5 anos o prazo para pagamento antecipado de exportações.

-    Na ÁSIA, seguindo as perdas das bolsas norte-americanas no dia anterior, JAPÃO –0,3%, CORÉIA –0,2% e CHINA –0,4%, prejudicadas pela queda na atividade manufatureira dos EUA e em um movimento de realização de lucros após os ganhos das últimas semanas.

-    Na EUROPA, sem uma tendência única, INGLATERRA –0,1%, FRANÇA 0,3% e ALEMANHA 0,0%, em meio a preocupações sobre a economia dos Estados Unidos em 2013 e depois que um rali inicial falhou ao quebrar uma importante resistência técnica.

-    Nos EUA, após uma sessão volátil, que mais uma vez foi influenciada pelas negociações para evitar o chamado abismo fiscal, S&P –0,2%, DJ –0,1% e NASDAQ –0,2%, em um dia sem indicadores importantes na agenda e com muitos participantes evitando assumir riscos.


Economia:
 
Dando novas ''declarações desnecessárias'', que em 90% das vezes derrubam a bolsa e criam incertezas econômicas, ontem Mantega, ministro da Fazenda, afirmou que (1) não haverá aumento nos preços da gasolina, pois a Petrobrás não solicitou nenhum reajuste, (2) pediu ao IBGE que revise parte do resultado do PIB brasileiro do terceiro trimestre (0,6%), que ficou bem abaixo da média das ''apostas do mercado'' (1,2%) e (3) o PIB brasileiro vai crescer 0,8% nos últimos 3 meses deste ano ante o trimestre anterior.
 
Com o objetivo de estimular a construção civil, que responde por quase metade da taxa de investimento do Brasil, ontem o governo Dilma anunciou uma série de medidas para o setor como (1) a redução dos encargos da folha de pagamento, (2) a diminuição, de 6% para 4%, da alíquota do Regime Especial de Tributação e (3) a liberação de R$ 2bi da Caixa Econômica Federal para que as empresas de pequeno e médio porte possam obter recursos antecipadamente para administrar seu caixa.
 
Dando sinais de recuperação da economia brasileira, (1) em NOV/12 o índice de confiança dos comerciantes paulistas registrou um aumento de 2,4% na comparação com OUT/12 e de 2,8% na comparação com NOV/11, (2) em OUT/12 a produção industrial brasileira subiu 0,9% em relação a SET/12 e 2,3% na comparação com OUT/11 e (3) em NOV/12 as vendas de material de construção cresceram 3,9% na comparação com OUT/12 e 2,3% na comparação com NOV/11.
 
Estimulado pelo baixo patamar da taxa de juros e pelos baixos índices de desemprego, em OUT/12 o volume concedido no Brasil de crédito imobiliário foi de R$ 7,56bi, , cifra representa um avanço de 24% ante igual período do ano passado e de 9% em relação ao mês anterior.
 
Como os governos tucanos de SP, BH e PR não permitiram que suas empresas elétricas, respectivamente Cesp, Cemig e Copel, aderissem ao plano do governo Dilma de antecipar a renovação das concessões do setor elétrico, a conta de luz no Brasil cairá -16,7%, na média, em 2013, abaixo da promessa inicial de –20,2%.
 
-    A PDG Realty cedeu -1,9%, a Gafisa recuou -3,6%, a Brookfield caiu -2,6% e a MRV Engenharia -1,0%, mesmo após o governo anunciar um pacote de medidas de estímulo ao setor de construção civil que inclui a desoneração da folha de pagamento e uma linha de crédito de R$ 2bi.

-    A Marfrig desabou -15,5%, no dia em que vai precificar a oferta pública primária de ações para tentar levantar mais de R$ 1bi.

-    A MMX subiu 6,2%, após seu conselho de administração aprovar um aumento de capital de R$ 1,37bi.


Política:
 
Dando mais um importante passo para o ''fim da escravidão doméstica'', ontem, por 347 votos a 2, os deputados federais aprovaram em segundo turno a proposta que altera Constituição e amplia os direitos trabalhistas dos empregados domésticos, concedendo direitos como adicional noturno, horas extras, jornada máxima e FGTS obrigatório.
 
Contrariando uma demanda de Dilma, o petista Marco Maia, que também é presidente da Câmara dos Deputados, afirmou, após se reunir com líderes de partidos aliados ao governo federal, que a votação do novo fator previdenciário ficará para o próximo ano.
 
Mostrando um ''certo incomodo'' com a decisão de seu ''companheiro'' FHC de lançar o nome do senador mineiro Aécio Neves como o candidato tucano à presidência em 2014, Alckmin, governador de SP, disse que é muito cedo para definições.
 
Ressaltando a importância de se atrair para a oposição o PSB, e seu presidente Eduardo Campos, o senador potiguar José Agripino, que é presidente nacional do DEM, afirmou que a oposição só terá chance de vitória em 2014 se ampliar a minguada coligação de partidos que hoje são contra a administração federal do PT.
 
O PPS anunciou ontem que iniciou a coleta de assinaturas para instalação de uma CPI, já apelidada de ''CPI da Rosemary'', para aprofundar as investigações sobre o esquema de fraude de pareceres no governo identificado pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal.

Crítica:
 
Confirmando mais uma vez a necessidade de revisão dos valores morais e filosóficos da atual sociedade, segundo uma pesquisa feita pela consultoria Mercer, que procurou mapear quais os benefícios e incentivos mais apreciados por funcionários de empresas de diversos portes e setores, os trabalhadores valorizam mais um holerite um pouco mais recheado no fim do mês do que dias de folga adicionais para descansar na companhia de amigos e da família.

PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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