R.B. 6/DEZ/11 ''0% de mágoa''


R.B.

"0% de mágoa"

 

São Paulo, 6 de dezembro de 2011 (TERÇA-FEIRA).


Mercados:

 

HOJE

-    A BOVESPA deve cair, acompanhando as perdas das demais bolsas mundiais diante da ''ameaça'' da S&P de rebaixar sua ''nota'' para 15 países da Europa, porem deve-se ressaltar que o patamar pode ficar interessante para compras, já que o ''rally'' de final de ano deve continuar diante da manutenção das boas perspectivas para a economia brasileira.

-    O DÓLAR pode subir, influenciado pelo mesmo motivo que deve levar à queda na Bovespa e também à valorização da moeda norte-americana nos demais mercados mundiais, porem deve-se ressaltar que, diante da manutenção do fluxo positivo de recursos externos, a tendência ainda é de queda.

 

ONTEM

-    BOVESPA 1,8%, já abriu em alta e, com investidores esperançosos por um alívio da crise na zona do euro, manteve a trajetória ascendente ao longo de todo pregão, com bom volume de negócios (R$ 5,9bi), também beneficiada pela valorização das commodities.

-    DÓLAR 0,2% à R$ 1,79, abriu em queda, para na mínima atingir R$ 1,78, porem, mesmo com a melhora do ''humor'' na Bovespa, passou a subir no final do pregão, acompanhando a trajetória da moeda norte-americana no mercado internacional e principalmente influenciado pela possibilidade de que a agência de risco Standard & Poor's coloque em revisão para downgrade a nota de países como Alemanha e França.

-    Na ÁSIA, sem uma tendência única, JAPÃO 0,6% e CORÉIA 0,4%, com destaques de alta para as ações das instituições financeiras, diante das esperanças de que os líderes europeus acertem um plano definitivo para resolver a crise de dívida da zona do euro durante uma cúpula nesta semana, porem CHINA –1,2%, pressionada por dados negativos e desanimadores do setor de serviços do país.

-    Na EUROPA, nos maiores patamares em 5 semanas, INGLATERRA 0,3%, FRANÇA 1,1% e ALEMANHA 0,4%, após o governo da italiano aprovar o aumento de impostos, reformas previdenciárias e incentivos para estimular o crescimento, e os líderes de França e Alemanha concordarem com a necessidade de reformas para impor disciplina orçamentária na zona do euro, afirmando que o tratado da União Européia precisa sofrer modificações enquanto o grupo busca uma solução rápida para a crise da dívida.

-    Nos EUA, em mais um dia de recuperação de perdas, S&P 1,0%, DJ 0,6% e NASDAQ 1,1%, com destaques de alta para as ações de bancos, como Citigroup (5,9%) e Morgan Stanley (6,8%), porem com os índices distantes de suas máximas do dia após notícias de que Alemanha e outros países europeus com altos ratings podem ter suas classificações reduzidas.


Economia:
 
Repetindo que, mesmo com a crise nos países do ''primeiro mundo'', os brasileiros devem seguir consumindo e as empresas devem manter sua produção, ontem Dilma defendeu os investimentos na área da construção civil, ressaltando que o setor auxilia no crescimento econômico por gerar empregos e estimular o consumo.
 
Como conseqüência da redução da Selic na semana passada, o mercado (1) voltou a elevar a estimativa do preço do dólar para o final deste ano, de R$ 1,75 para 1,79, (2) elevou suas estimativas para o PIB de 2012, de 3,46% para 3,48% e (3) aumentou suas ''apostas'' para o IPCA de 2011, de 6,49% para 6,50%, voltando assim ao teto da meta do governo de 6,50% em 2011.
 
Acreditando que os estresses sistêmicos na zona do euro cresceram nas últimas semanas, a ponto de agora colocarem uma pressão negativa sobre a posição de crédito da zona do euro como um todo, a agência de avaliação de risco Standard & Poor's ameaçou na noite de ontem rebaixar sua ''nota '' para 15 dos 17 países da zona do euro, poupando apenas o Chipre, que já estava em "observação negativa, e a Grécia, que já tem nota CC, ou seja, possibilidade iminente de moratória.
 
Dando novos sinais positivos da economia brasileira, (1) nos 11 primeiros meses de 2011 a atividade do comércio no país, impulsionada principalmente pelas vendas de material de construção, cresceu 8,9% ante o mesmo período de 2010 e (2) segundo a média das ''apostas'' do mercado financeiro em 2012 ocorrerá um crescimento médio de 8,5% do lucro das 80 maiores empresas listadas na Bovespa.
 
Superando, e muito, as expectativas do ''mercado'', até a semana passada, mesmo com a ''choradeira'' dos exportadoras, a balança comercial brasileira acumulava um superávit de US$ 26,3bi, o que representa um crescimento de 70,8% na comparação com o valor acumulado no mesmo período de 2010 (US$ 15,4bi).
 
-    A LLX subiu 10,0%, após informar que a Intermoor do Brasil assinou um contrato de aluguel de área no Superporto de Açu, com uma estimativa de receita de aproximadamente R$ 3,6mi por ano com tarifas portuárias e aluguel de área.
 
-    O Banco do Brasil caiu -2,8%, diante de ''rumores'' de que o governo prepara uma nova capitalização dos bancos públicos que pode chegar a R$ 40bi.

Política:
 
Ameaçando mais um ministro de Dilma, segundo as palavras do próprio ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, o Fernando Pimentel, foi uma "empresa de informática pequeninha" que pagou R$ 400 mil pelos serviços da P-21 Consultoria e Projetos Ltda, empresa mantida pelo petista entre sua saída do comando da prefeitura de BH, em 2009, e a chegada ao governo federal, em 2011.
 
Para evitar novas surpresas que coloquem em risco a aprovação da Desvinculação das Receitas da União até o dia 22/DEZ/11, Dilma fez ontem uma reunião de coordenação ampliada para orientar seus líderes e seus ministros políticos a monitorem e cobrem fidelidade dos seus partidos no Senado.
 
Com ''0% de mágoa'' após a demissão de Carlos Lupi, a executiva Nacional do PDT decidiu ontem que vai permanecer ''100% fiel'' na base aliada e já criou um grupo para fazer a interlocução com a presidenta Dilma na reforma ministerial que ela vai conduzir em JAN/12.
 
Sem a presença de Heloísa Helena, ex-senadora e atual vereadora de Maceió, o PSOL elegeu, durante seu congresso nacional realizado em SP, o deputado federal Ivan Valente para ocupar a presidência do partido nos próximos 2 anos.
Crítica:
 
''Queridinho'' do governo do PT, o setor automobilístico brasileiro, que se esbalda em lucros astronômicos vendendo o pior e mais caro carro do mundo, tem o maior volume de seus investimentos bancados por fontes públicas, seja por meio de financiamentos de bancos públicos, como o BNDES, ou pela oferta de generosos incentivos orçamentários e tributários, dos governos estaduais e federal, o que mostra que basicamente o Brasil está pagando para que essa indústria cresça no país.

PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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