R.B. 22/NOV/11 ''Multa peso pena''


R.B.

"Multa peso pena"

 

São Paulo, 22 de novembro de 2011 (TERÇA-FEIRA).


Mercados:

 

HOJE

-    A BOVESPA deve subir, tentando uma recuperação após 3 pregões consecutivos de queda e após atingir o menor patamar desde 21/OUT/11, acompanhando a ligeira melhora do ''humor'' nas demais bolsas mundiais.

-    O DÓLAR pode cair, retornando à sua ''trajetória natural'' após 3 pregões consecutivos de alta, seguindo o fluxo positivo de recursos externos e também influenciado pela provável melhora do ''humor'' nas demais bolsas mundiais.

 

ONTEM

-    BOVESPA –0,8%, já abriu em queda e, seguindo o ''humor negativo'' das demais bolsas mundiais, manteve a trajetória descendente ao longo de todo pregão, com bom volume de negócios devido ao vencimento de opções (R$ 11,5bi), desta vez influenciada negativamente pelo alerta da Moody's de preocupações com a França e de ''rumores'' de que o ''supercomitê'' dos EUA não chegou a acordo nenhum sobre o déficit orçamentário.

-    DÓLAR 1,7% à R$ 1,83, já abriu em alta e, também pressionado pela preocupação com o déficit dos EUA e com a crise da dívida na zona do euro, manteve a trajetória ascendente ao longo de todo pregão, para fechar o dia no maior patamar desde 5/OUT/11.

-    Na ÁSIA, JAPÃO -0,3%, no menor patamar do ano, o que representa uma desvalorização de -18%, com destaques de queda para as exportadoras, como Toyota (-2,6%), Honda (-2,2%) e Nissan (-3,0%), diante da valorização da moeda local (o iene) frente ao dólar, CHINA –0,1%, com fraco volume de negociações, após dados oficiais mostrarem que o sistema financeiro chinês teve em OUT/11 a primeira líquida de divisas desde DEZ/07 e CORÉIA –1,0%, pressionadas por vendas por parte de investidores estrangeiros.

-    Na EUROPA, em mais um dia de fortes perdas, INGLATERRA –2,6%, FRANÇA –3,4% e ALEMANHA –3,3%, novamente com destaques de queda para as ações de bancos, como Commerzbank (-6,8%), Deutsche Bank (-4,9%), BNP Paribas (-4,3%), Lloyds (-7,1%) e Barclays (-5,4%).

-    Nos EUA, em queda pela quarta sessão consecutiva, porem com baixo volume de negócios já que os investidores estão mais inclinados a manter uma postura defensiva em meio às incertezas, S&P -1,9%, DJ -2,1% e NASDAQ -1,9%, prejudicadas principalmente pela falta de progresso nas negociações do Congresso sobre déficit do país e com destaques negativos para as ações de empresas de commodities.


Economia:
 
Já contabilizando o agravamento da crise mundial e conseqüente retração da economia brasileira no terceiro trimestre, Nelson Barboza, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, afirmou que o governo estuda seriamente a possibilidade de reduzir a estimativa de crescimento do PIB desse ano para abaixo de 3,8%.
 
Refletindo a desaceleração mais acentuada da economia brasileira e o agravamento do quadro financeiro internacional, (1) o ''mercado'' reduziu, de 5,56% para 5,55%, suas ''apostas'' para a alta do IPCA em 2012 e manteve em 3,50% suas previsões para o PIB brasileiro também no próximo ano e (2) em OUT/11 a demanda das empresas por crédito caiu -4,2% na comparação com o mês anterior.
 
Como fruto da baixa concorrência entre os grande bancos do Brasil, mesmo com as recentes reduções da Selic a taxa de juros do crédito pessoal cobra, em média, 68% ao ano, o que representa mais de 6 vezes o juro básico da economia brasileira, que está em 11,5% ao ano e pode chegar a um dígito em 2012.
 
Em OUT/11, mesmo com a melhora de humor da Bolsa, que subiu 11,49% no mês, os pequenos investidores continuaram buscando o porto seguro dos títulos públicos, com isto o volume de vendas realizadas pelo Tesouro Direto somou R$ 230,2mi, o que representa um crescimento de 53,28% em relação ao mesmo mês do ano passado.
 
Mesmo com a ''choradeira'' dos exportadores, que continuam reclamando do suposto baixo patamar do dólar, e com a desaceleração das economias do ''primeiro mundo'', até o final da semana passada a balança comercial brasileira acumulava um superávit de US$ 26,7bi, patamar 75,8% maior que o auferido no mesmo período de 2010.

Política:
 
Acusado e criticado por Ciro Gomes de ter imposto restrições a Zona Franca de Manaus e de ter desmontado o sistema de incentivos fiscais que compensariam o Nordeste das assimetrias competitivas, Serra afirmou que os novos ataques do socialista parecem ser um "caso clínico".
 
Sem a participação direta de Dilma, que foi convidada a gravar a propaganda, mas teve que recusar depois de avaliações jurídicas apontaram que a participação especial poderia provocar contestações jurídicas, uma vez que ela é filiada ao PT, o PMDB decidiu homenagear o ex-presidente Lula na sua propaganda partidária que será exibida nesta quinta-feira em rede nacional de televisão.
 
Falando o que todos sabem, mas que ninguém tem força para mudar, Eliana Calmon, que é a corregedora nacional de Justiça, afirmou ontem que tem dificuldades para fiscalizar os tribunais em função do corporativismo e proximidade entre juízes e desembargadores que muitas vezes acabam se esquivando de audiências envolvendo colegas, levando os processos para a gaveta.

Crítica:
 
Após a Chevron receber uma ''multa peso pena'' de 0,014% do seu faturamento de 2010, como se fosse o advogado da empresa, Carlos Minc, o secretário do Meio Ambiente do RJ, afirmou ontem que, até agora, a criminosa e incompetente petrolífera norte-americana recolheu 385 mil litros de óleo que vazou de um poço na bacia de Campos misturado com água e também que grande parte do óleo não chegou à superfície.

PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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