R.B. 11/OUT/11 ''Colonizando os colonizadores''


R.B.

"Colonizando os colonizadores"

 

São Paulo, 11 de outubro de 2011 (TERÇA-FEIRA).


Mercados:

 

HOJE

-    A BOVESPA deve cair, realizando lucros após a forte valorização do pregão anterior, diante do ressurgimento dos ''temores'' com a sustentabilidade do atual o ritmo de crescimento da China.

-    O DÓLAR pode subir, em um ''ajuste técnico'' após recuar -6,8% nos últimos 5 pregões, também seguindo a provável piora do ''humor'' na Bovespa e nas demais bolsas mundiais.

 

ONTEM

-    BOVESPA 3,9%, já abriu em alta e, ''comemorando a promessa'' de França e Alemanha de apresentarem um novo pacote ''sustentável e amplo'' para estabilizar a zona do euro até o fim deste mês, manteve a trajetória ascendente ao longo de todo pregão, para fechar o dia com a maior valorização percentual dos últimos 2 meses.

-    DÓLAR -0,4% à R$ 1,76, já abriu em queda e, acompanhando a melhora do ''humor'' nas demais bolsas mundiais, manteve a trajetória descendente ao longo de todo pregão, para fechar em território negativo pelo quinto pregão consecutivo.

-    Na ÁSIA, ainda recuperando perdas recentes, JAPÃO não operou por se ferido, CORÉIA 0,4% e CHINA 0,2%, repercutindo positivamente o encontro ocorrido entre a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy e os dados sobre o mercado de trabalho norte-americano, apresentados na sexta-feira passada.

-    Na EUROPA, em alta pelo quarto pregão consecutivo, INGLATERRA 1,8%, FRANÇA 2,1% e ALEMANHA 3,0%, também diante do otimismo de que um plano desenhado por França e Alemanha ajude a resolver a crise de dívida da zona do euro e restaure o combalido setor bancário do bloco.

-    Nos EUA, seguindo os mesmos motivos que levaram a alta das demais bolsas mundiais, S&P 3,4%, DJ 2,9% e NASDAQ 3,5%, com destaques de alta para as ações de bancos, como KBW (5,3%), JPMorgan (5,2%) e Bank of America (6,5%).


Economia:
 

Provavelmente já justificando as novas reduções que o Copom deve fazer na Selic, Mantega, ministro da Fazenda, se mostrou mais pessimista com a crise financeira ao afirmar ontem que o Brasil poderá ser afetado pela crise européia caso a China sofra uma desaceleração maior na sua economia.

 

Fazendo ''o que pode'' para impedir o Copom de seguir reduzindo a Selic nas próximas reuniões, o ''mercado'' elevou, desta vez de 5,53% para 5,59%, suas ''apostas'' para o ICPA de 2012 e manteve em 6,52% suas projeções para este mesmo índice em 2011.

 

''Colonizando os colonizadores'', diante da crise na Europa. os investidores brasileiros investem cada dia mais em Portugal, principalmente em áreas como a aviação, a construção civil, a siderurgia e o setor bancário.

 

Com o objetivo de defender os interesses das empresas brasileiras, principalmente em meio à crise econômica internacional, o governo Dilma anunciou ontem uma série de medidas para fortalecer ações de defesa comercial do Brasil no cenário internacional, como uma parceria entre o Itamaraty e a Advocacia-Geral da União para aprimorar a ação brasileira em contenciosos na OMC e a ampliação da equipe de diplomatas responsáveis por ações de defesa comercial junto a órgãos internacionais da área.

 

Após registrar um superávit de US$ 572mi na primeira semana de OUT/10, a balança comercial Brasileira já acumula um saldo positivo de US$ 23,6bi no ano, patamar 81,2% acima do registrado no mesmo período de 2010.


Política:
 
Para tentar ao menos reduzir a vazão das torneiras da corrupção e da incompetência, José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, ''avisou'' que o governo federal deixará de repassar verbas destinadas à área de segurança pública aos estados que não informarem corretamente as estatísticas sobre a criminalidade.
 
Em 2012 o Brasil terá eleições municiais e, fazendo um balanço prévio da qualidade dos eleitos nas eleições municipais de 2008, o governo terminou mais cedo para 274 dos 5.563 prefeitos eleitos ou reeleitos naquela ocasião, o que representa 4,9% do total.
 
Propondo algo positivo, que entretanto soa um pouco contraditório ao ser dito por um político peemedebista,  o senador Valdir Raupp, presidente do PMDB, defendeu ontem um corte no número de ministérios, ressaltando que pelo menos 10 das 38 pastas poderiam ser excluídas ou integradas.

Crítica:
 
Dando mais um claro sinal de que a classe media brasileira precisa aprender a gastar e principalmente a ter crédito, em SET/11 cerca de 18% dos consumidores inadimplentes responderam que o descontrole das contas foi o motivo para ficarem devedores, patamar 7% superior ao auferido no mesmo mês do ano passado (11%).

PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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