R.B. 7/DEZ/10 ''Questão de tempo''

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R.B.

"Questão de tempo"

São Paulo, 7 de dezembro de 2010 (TERÇA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA deve subir, recuperando as perdas de ontem e com ''boas chances'' de retornar ao patamar dos 70.000pts, seguindo a melhora do ''humor'' externo e a valorização das commodities, como o petróleo que ontem fechou no maior patamar em 2 anos.
- O DÓLAR pode seguir em queda, rumo aos R$ 1,65, mesmo após fechar no menor patamar desde 4/NOV/10, ainda influenciado pelo fluxo positivo de recursos externos oriundos de exportações, captações e ''investimentos''.

ONTEM
- BOVESPA -0,3%, abriu ''de lado'', para na máxima avançar 0,3%, porem, com baixo volume de negócios (R$ 4,6bi), logo passou a cair, seguindo as perdas das bolsas de NY e diante da ausência de noticias relevantes.
- DÓLAR -0,3% à R$ 1,68, já abriu em baixa e, em seu em seu sexto dia de queda consecutiva, manteve a trajetória negativa ao longo de ''quase'' todo pregão, seguindo o fluxo positivo de recursos externos, mesmo com os leilões de compra do BC e a elevação do risco-Brasil (2,9%).
- Na ÁSIA, sem uma tendência única, JAPÃO -0,1%, pressionada principalmente pelas exportadoras, como Canon (-1,0%) e Honda (-0,6%), diante da valorização da moeda local (o iene) frente ao dólar, CHINA 0,5%, impulsionada por ações do setor petrolífero, como PetroChina (4,7%) e China Petroleum & Chemical (2,1%) e CORÉIA -0,2%, pressionada pelas ações dos estaleiros, diante do temor de que os novos padrões contábeis internacionais (IFRS, na sigla em inglês) prejudiquem a apresentação dos resultados destas companhias a partir do ano que vem.
- Na EUROPA, tentando dar seqüência ao movimento de recuperação, INGLATERRA 0,4%, FRANÇA 0,1% e ALEMANHA 0,1%, impulsionadas pelo fortalecimento no setor de petróleo e de outras matérias-primas, enquanto os ministros das Finanças se reúnem em Bruxelas para estudar seus próximos passos para conter a crise da dívida soberana na zona do euro.
- Nos EUA, sem uma tendência definida, S&P -0,1%, DJ -0,2% e NASDAQ 0,1%, diante da persistência dos temores sobre a crise de dívida européia, que frustraram os investidores que buscavam uma razão para levar a mercado de ações a novas máximas no ano.
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Economia:

Se despedindo do cargo, de forma muito menos dramática do que se esperava, Meirelles, futuro ex-presidente do BC, afirmou que é "questão de tempo" a melhora na ''nota'' do Brasil pelas agências internacionais de classificação de risco, ressaltando que a economia brasileira já tem indicadores de endividamento público superiores a vários países europeus com avaliação melhor.

Mesmo com o aumento do percentual dos depósitos compulsórios dos bancos, o ''mercado'', mostrando que não acredita que o Copom irá elevar a Selic na reunião desta semana, aumentou pela 12ª vez consecutiva, desta vez de 5,72% para 5,78%, suas ''apostas'' para o IPCA de 2010.

Com o objetivo de reduzir os gastos públicos e atender um ''conselho'' do mercado financeiro, Mantega, ministro da Fazenda, ''avisou'' que o governo prepara um pacote que deve adiar obras do PAC e estimular o financiamento privado do país, porem também ressaltou que o estoque de crédito na economia deve aumentar mais neste mês, fechando o ano em 48,9% do PIB, e que o Brasil deve figurar entre as economias que mais crescem neste ano e no próximo.

Mostrando otimismo com 2011, Márcio Percival, vice-presidente de Finanças da Caixa Econômica Federal, afirmou que o volume de crédito da instituição deve crescer em torno de 30% no próximo ano, contra uma previsão de expansão de até 45% este ano.

Como fruto do aumento da renda e da queda do desemprego, em NOV/10 (1) os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 4bi, com isto o saldo positivo deste investimento no ano atingiu o recorde histórico de R$ 32,3bi, o que representa um aumento de 52% em relação ao verificado no mesmo período do ano passado e (2) o número de pedidos e decretos de falência caiu ao menor nível para o mês de novembro, desde a edição da Nova Lei de Falências, em 2005.

- A Brasil Ecodiesel caiu -5,0%, mesmo após anunciar que se associou à TAM e à Curcas para analisar a viabilidade da implementação de um projeto integrado de produção sustentável de bioquerosene de aviação no Brasil.
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Política:

Mandando um ''recadinho para FHC e Serra'', Aécio, senador tucano eleito por MG, defendeu ontem que é fundamental a participação do que chamou de "históricos" na refundação do PSDB, ressaltando também que é preciso acabar com a disputa entre paulistas e mineiros pelo controle do partido, que aliás em cerca de 10 Estados brasileiros não elegeu nenhum deputado.

Acomodando dos derrotados, como já era de se esperar, o petista e ex-prefeito de BH Fernando Pimentel, amigo de Dilma desde a juventude e que perdeu as eleições para o Senado, será o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do futuro governo.

Além de decidir manter o ministro Nelson Jobim no comando da Defesa, Dilma já comunicou a assessores da equipe de transição que vai mesmo criar uma secretaria especial só para cuidar da infraestrutura dos aeroportos e da aviação civil.

Defendendo que Aécio, que aliás lhe deu de ''presente'' um mandato de Senador por MG, deveria ter sido o candidato tucano à presidência, o ex-presidente e senador eleito Itamar Franco, do PPS, criticou ontem Serra ao afirmar que o candidato derrotado a presidente "não encontrou o discurso" durante a disputa com Dilma.
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Crítica:

Agradando ONGs, Europa e EUA, Dilma afirmou que a decisão do Itamaraty de se abster em uma resolução na ONU que condenava o apedrejamento foi um erro, ressaltando que estaria disposta a mudar o padrão de votação do País em resoluções que tratem das violações aos direitos humanos no Irã.
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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