R.B. 26/OUT/10 ''Não tem quase mais nada para perder''

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R.B.

"Não tem quase mais nada para perder"

São Paulo, 26 de outubro de 2010 (TERÇA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA deve cair, acompanhando a provável realização de lucros nas demais bolsas mundiais e já em ''compasso de espera'' antes das eleições presidenciais, que aliás devem ser seguidas por um ''pacote de maldades'' por parte do eleito.
- O DÓLAR pode subir, influenciado pela provável piora do ''humor'' na Bovespa e pressionado cada dia mais pelas "ameaças" do governo em lançar novas medidas para conter a valorização do real.

ONTEM
- BOVESPA 0,1%, abriu em alta, para na máxima avançar 0,9%, seguindo o movimento ascendente das bolsas de NY, porem foi perdendo ''forças'' ao longo do pregão e só não fechou em território negativo por conta do bom desempenho das ações da Petrobrás (1,5%).
- DÓLAR -0,5% à R$ 1,70, abriu em queda e, em um pregão com boa volatilidade, já que na máxima atingiu R$ 1,71, voltou a cair na parte da tarde, mesmo com os leilões de compra do BC, influenciado pelo fluxo positivo de recursos externos e pelo recuo do risco-Brasil (-3,3%).
- Na ÁSIA, sem uma tendência única, JAPÃO -0,3%, com a cautela sobre a força da moeda local (o iene) impactando os balanços corporativos antes da divulgação dos resultados pelas empresas, CORÉIA 1,0%, com destaques de alta para as exportadoras e CHINA 2,6%, beneficiada pela melhora nas expectativas econômicas.
- Na EUROPA, seguindo a abertura positiva das bolsas de NY, INGLATERRA 0,2%, FRANÇA 0,1% e ALEMANHA 0,5%, desta vez com destaques de alta para as ações das mineradoras, em meio à fraqueza do dólar.
- Nos EUA, perdendo forças no final do pregão, porem fechando nos maiores patamares em 5,5 meses, S&P 0,2%, DJ 0,3% e NASDAQ 0,5%, já que queda do dólar, em parte por expectativas de mais estímulo pelo Fed (''BC'' local), direcionou investidores para ativos de maior risco.
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Economia:

Indicando que não fará o que o ''mercado'' quer, Mantega, ministro da Fazenda, afirmou que na sua opinião não há relação entre os gastos do governo e o nível dos juros praticados no país, ressaltando que seria um "equívoco" promover um aperto fiscal para que os juros pudessem cair, numa tentativa de reverter a tendência de valorização do real.

Como o Copom, conforme esperado, não elevou a Selic na reunião da semana passada, o ''mercado'' aumentou, de 5,20% para 5,27%, suas ''apostas'' para o IPCA deste ano, se afastando cada vez mais do centro da meta do BC (4,5%).

Dando novos sinais positivos da economia interna, (1) em SET/10 os gastos de brasileiros em viagens internacionais e no cartão de crédito em lojas no exterior atingiram R$ 1,58bi, batendo o recorde histórico pela terceira vez no ano e (2) nos 9 primeiros meses deste ano as vendas de material de construção aumentaram 15,09% na comparação com o mesmo período de 2009.

Confirmando mais uma vez que atualmente ''o Brasil é a bola da vez'', em SET/10 os investimentos estrangeiros no país somaram US$ 5,4bi, mais do que o dobro do montante registrado em AGO/10.

Após registrar um superávit de US$ 274mi na quarta semana de OUT/10, a balança comercial brasileira acumulava um saldo positivo de US$ 14,5bi no ano, ante um saldo positivo de US$ 22,4bi no mesmo período de 2009.

Mostrando que a queda do dólar não tem prejudicado as exportações brasileiras, ontem o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior elevou em 10% sua meta de exportações para 2010, que agora está em US$ 195bi, o que representará um crescimento de mais de 30% ante os cerca de US$ 160bi auferidos em 2009.
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Política:

Mostrando que não será com acusações, com sentimento de ódio e nem se fazendo de vitima que o PSDB voltará ao poder, segundo a ultima pesquisa divulgada Dilma subiu de 55% para 57% e Serra caiu de 45% para 43%.

Ontem, durante o debate da TV Record, Serra, como ''não tem quase mais nada para perder'', saiu do tom moderado e, desdenhando quem acredita que não se deve bater em mulher, adotou uma postura muito mais combativa contra Dilma, inclusive acusando a petista de trabalhar pela privatização.

Dilma, como não leva desaforo para casa, rebateu os ataques e, em geral, contra-atacou, trazendo novamente à tona as acusações envolvendo o ex-diretor da Dersa Paulo Preto, que está envolvido na operação Castelo de Areia por desvio de recursos públicos.
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Crítica:

Se transformando, aos poucos e ainda mantendo suas ''manias'', em uma economia capitalista, ontem o governo de Cuba anunciou novas regras de controle e cobrança de impostos para pequenos empresários, que pagarão um imposto de 25% a 50% sobre seus rendimentos, como parte de um plano de corte de 500 mil empregos estatais, a medida de maior impacto das reformas com as quais o Estado busca levantar a economia do país.
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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