R.B. 27/OUT/10 ''Que Serra é este?''

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R.B.

"Que Serra é este?"

São Paulo, 27 de outubro de 2010 (QUARTA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA deve seguir em alta, apesar da instabilidade das demais bolsas mundiais, impulsionada pelas boas perspectivas para a economia brasileira, que são reforçadas com a divulgação de bons resultados corporativos das empresas nacionais.
- O DÓLAR pode cair, retornando à sua ''trajetória natural'' após a alta do pregão anterior, com o ''mercado acreditando'' que o BC só lançará mão de novas medidas para conter a valorização do real após avaliar com clareza o impacto da elevação do IOF.

ONTEM
- BOVESPA 1,7%, abriu em queda, para na mínima recuar -0,5%, porem passou a subir ainda na parte da manhã, mesmo com a instabilidade das bolsas de NY, novamente impulsionada pela recuperação das ações da Petrobrás (5,2%).
- DÓLAR 0,3% à R$ 1,70, abriu em queda, para na mínima atingir R$ 1,69, porem passou a subir ainda na parte da manhã, pressionado pelos 2 leilões de compra do BC e aguardando novas medidas da autoridade monetária para conter a valorização do real.
- Na ÁSIA, sem uma tendência única, JAPÃO -0,3%, em mais um dia de pouca oscilação, uma vez que os investidores permaneceram divididos entre as persistentes preocupações com a valorização da moeda local (o iene) e as expectativas por balanços relativamente robustos de empresas nacionais, CHINA -0,3%, realizando lucros nos bancos e nas seguradoras e CORÉIA 0,2%, impulsionada pelos contínuos fluxos estrangeiros em meio à expectativa de que a moeda local continuará valorizada.
- Na EUROPA, realizando lucros recentes, INGLATERRA -0,8%, FRANÇA -0,4% e ALEMANHA -0,4%, pressionadas por balanços corporativos fracos, como o do banco suíço UBS (-4,5%) e o da siderúrgica ArcelorMittal (-4,9%).
- Nos EUA, em um movimento de cautela, S&P 0,0%, DJ 0,1% e NASDAQ 0,2%, já que se espera uma potencial agitação pelas eleições da próxima semana no país e por um provável anúncio de mais estímulo por parte do Fed (''BC'' dos EUA).
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Economia:

Após se negar a especular sobre seu futuro depois das eleições presidenciais, Meirelles, presidente do BC, afirmou que o governo não está pensando em novas medidas para conter a valorização do real, já que está em um período de avaliação sobre o efeito das medidas adotadas, como o aumento do IOF para capital estrangeiro, e ressaltou que o Brasil experimenta um fluxo importante como resultado do alto nível de liquidez nos EUA e em algumas outras economias.

Dando novos sinais positivos da economia interna, (1) segundo projeções dos lojistas, em DEZ/10 as vendas do comércio varejista de SP devem crescer 12% na comparação com DEZ/09 e (2) o mercado de TV por assinatura acumula crescimento de 21,4% em 2010, ultrapassando a marca de 9 milhões de domicílios atendidos pelo serviço.

Diante de estímulos do governo, do aumento da renda, do baixo patamar dos juros, que está no menor patamar desde o inicio da série histórica (em 1994), e do crescimento da confiança na economia, segundo o BC em SET/10 o montante das operações de crédito no Brasil atingiu R$ 1,6tri, o que representa um aumento de 19,6% na comparação com SET/09 e equivale a 46,7% do PIB.

Mostrando que as empresas brasileiras estão cada dia mais fortes para enfrentar o mercado global, segundo um estudo da Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial mais de 70% das grandes empresas brasileiras têm investido em inovação para aumentar a competitividade de seus produtos.

Principalmente por conta dos R$ 31,9bi da capitalização da Petrobrás, e não por conta de qualquer corte de gastos, em SET/10 o governo central registrou um superávit primário recorde de R$ 26,1bi, acumulando com isto um saldo positivo de R$ 55,7bi nos 9 primeiros meses do ano e se aproximando da meta fiscal para o fim de 2010, que é de R$ 76bi.

''Apostando'' do Brasil, ontem a CSN, que quer diversificar seu portfólio de produtos para além da produção de aço em direção a materiais de construção, logística e mineração, informou que investirá US$ 1bi para construir 3 fábricas de cimento no país.

- A Vale subiu 1,4%, após a empresa refutar os ''rumores'' de uma possível troca de Roger Agnelli, que está no comando da empresa desde 2001 e enfrentou conflitos com o governo durante a crise econômica entre 2008 e 2009, por causa de demissões efetuadas pela companhia.
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Política:

Corroborando com as demais pesquisas e mostrando um quadro de estabilidade, que aliás tem menos de 5% de chances de se reverter até o próximo domingo, Dilma tem 56% dos votos válidos contra 44% de Serra.

Com 83% de aprovação, ante 82% da pesquisa anterior, Lula, para o desgosto da elite que um dia comandou o país, terminará seu mandato como o presidente com a melhor aprovação da história do Brasil.

Com um discurso de aumento dos gastos públicos, negação de qualquer tipo de privatização e manutenção dos programas assistencialistas, Serra continua querendo atrair votos dos eleitores petistas, porem até agora o que tem conseguido é perder votos entre seus eleitores, que cada dia mais se perguntam ''que Serra é este?''.

Após Serra afirmar que ''pode ter havido um acordo'', o governo de SP, até outro dia comandado pelo tucano que quer ser presidente do Brasil, determinou a suspensão do processamento da licitação dos lotes de 3 a 8 da linha 5 do metrô, já que ontem a Folha revelou que sabia do resultado 6 meses antes da divulgação oficial.

Apesar de lamentar as baixaria e a falta de propostas do segundo turno, Marina, indicando em quem deve votar nas eleições presidenciais, afirmou ontem que Dilma é a candidata que mais se aproxima dos seus ideais e que mais acolheu suas propostas.
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Crítica:

Em uma campanha democrática e esclarecedora, que tem o apoio de George Soros e a oposição de Obama, a Califórnia, Estado da região oeste dos EUA, fará no dia 2/NOV/10 um plebiscito para decidir se libera ou não a venda e o uso indiscriminado da maconha, assim como já acontece na Holanda.
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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