R.B. 25/FEV/10 ''Meta modesta''

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R.B.

"Meta modesta"

São Paulo, 25 de fevereiro de 2010 (QUINTA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA pode cair, para fechar em baixa pelo quinto pregão consecutivo, acompanhando o desempenho das demais bolsas mundiais e absorvendo a elevação do compulsório do Brasil, porem deve-se ressaltar que o patamar é interessante para compras, principalmente diante dos sinais positivos da economia interna.
- O DÓLAR deve subir, acompanhando a piora do ''humor'' na Bovespa e a tendência internacional da moeda norte-americana, porem deve-se ressaltar que a ''trajetória natural'' ainda é de alta, diante do fluxo positivo de recursos externos.

ONTEM
- BOVESPA -0,5%, abriu em alta, para na máxima avançar 0,6%, porem passou a cair ainda na parte da manhã, apesar da melhora do ''humor'' nas demais bolsas mundiais, com destaques de queda para ações de bancos, como Itaú (-1,11%) e Santander (-0,9%), como que já se antecipando ao anuncio de aumento do compulsório.
- DÓLAR -0,1% à R$ 1,82, já abriu em queda e, apesar da instabilidade na Bovespa, manteve a trajetória negativa ao longo de ''quase'' todo pregão, seguindo o recuo do risco-Brasil (-0,9%) e a tendência internacional da moeda norte-americana.
- Na ÁSIA, sem uma tendência única, JAPÃO -1,5%, com destaques de queda para as exportadoras, como Sony (-2,5%) e Canon (-2,7%), prejudicadas pela valorização da moeda local (o iene) frente ao dólar, CHINA 1,3%, tentando uma recuperação após 2 pregões de queda, já que os investidores absorveram o impacto dos planos dos bancos de aumentar seus fundos e CORÉIA -1,0%, pressionada pelas ações da montadora Hyundai (-2,6%), que anunciou a suspensão temporária das vendas nos EUA da nova versão do sedã Sonata, a fim de consertar um problema na fechadura das portas.
- Na EUROPA, em um dia sem muita volatilidade, INGLATERRA 0,5%, FRANÇA 0,2% e ALEMANHA 0,2%, beneficiadas pelo anuncio de Bernanke, presidente do Fed (''BC'' dos EUA), que indicou que a taxa de juros nos EUA permanecerá ''ultra baixa'' por um período estendido e pelo bom desempenho do gigante bancário HSBC (2,5%), que deverá publicar seus resultados na segunda-feira.
- Nos EUA, ''aliviadas'' pelo anuncio de Bernanke de que os juros permanecerão ''ultra baixos'' ainda por um ''bom período'' para apoiar a recuperação da economia, S&P 1,0%, DJ 0,9% e NASDAQ 1,0%, com destaques de alta para ações de bancos, como Bank of America (2,5%) e JPMorgan (2,4%), que tem se beneficiado dos custos de empréstimos historicamente baixos.
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Economia:

Diante dos sinais de aquecimento da economia e de alta da inflação, o BC, também provavelmente para não ser ''obrigado'' a elevar a Selic já na próxima reunião do Copom, anunciou ontem, após o fechamento do pregão, o aumento do compulsório de 13,5% para 15% e a redução do percentual que os bancos poderão abater do compulsório relativo à aquisição de ativos de bancos menores, de 100% para 45%.

Apesar de não ''combinar o jogo'' com as corretoras, e nem com a CVM, a BM&FBovespa, levando em consideração a nova realidade de juros reais reduzidos no país, o que teoricamente fomenta aplicações de maior risco, e após analisar os fundamentos da economia brasileira, o histórico do mercado de capitais e a evolução já vista em grandes centros financeiros do mundo, traçou a ''meta modesta'' de ampliar sua base de investidores no segmento de pessoa física dos atuais 570 mil para 5 milhões em um prazo de 5 anos.

Aquecendo o mercado interno, segundo o BC em JAN/10 o volume de operações de crédito atingiu a cifra recorde de R$ 1,42tri, o que representa um aumento de 0,7% na comparação com DEZ/09 e de 15,7% nos últimos 12 meses.

Dando novos sinais de recuperação e força da economia interna, (1) em JAN/10 a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil ficou em 12,6% da População Economicamente Ativa, o que representa o menor patamar desde para meses de janeiro desde JAN/98 e (2) em JAN/10 as vendas reais nos supermercados cresceram 8,56% na comparação com JAN/09.

Acreditando na reversão da queda nas exportações gerada pela crise financeira, que chegou a -40,5% em 2009, a indústria de máquinas e equipamentos do Brasil prevê aumentar em até 20% seus investimentos em 2010.

Apresentando o segundo melhor desempenho da história para meses de janeiro, em JAN/10 as contas públicas registraram um superávit primário de 5,22% do PIB, o que equivalente a uma economia de R$ 13,9bi.

- A Natura subiu 0,1% e, após o fechamento do pregão, anunciou que no quarto trimestre de 2009 seu lucro líquido foi 34,7% maior que no mesmo período do ano anterior.
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Política:

Mostrando que no DF está ''tudo dominado'' pela corrupção e que a única saída é a intervenção Federal, segundo um despacho do ministro do STJ Fernando Gonçalves, José Roberto Arruda, por ordem do Superior Tribunal de Justiça, teve acesso a 200 páginas da investigação da Policia Federal na véspera da Operação Caixa de Pandora.

Após uma reunião da sua executiva do diretório regional do RJ, o PDT anunciou que nas eleições de OUT/10 apoiará a reeleição do governador peemedebista Sergio Cabral, frustrando os planos de Garotinho de receber o apoio da sua ex-legenda.

Acreditando que quem manda do gabinete é o senador, e não o eleitor, diante do pedido de 19 ''nobres senadores'' a Casa liberou 274 funcionários de registrar presença com ponto, o que dificulta controle sobre servidores e facilita a vida dos fantasmas.
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Crítica:

EM mais um sinal de fortalecimento das relações diplomáticas brasileiras, ontem o plenário do Senado aprovou, em caráter terminativo, o acordo entre os governos brasileiro e norte-americano ampliando, de 5 para 10 anos, a validade do visto de turista para cidadãos dos dois países.

Para evitar que um viciado vá para a cadeia e, na Universidade do Crime, se transforme em um marginal, ontem o Ministério da Saúde defendeu a revisão na legislação sobre drogas no Brasil, permitindo ao juiz considerar, no julgamento de um caso de flagrante de posse, também os antecedentes criminais e o histórico do usuário, impedindo assim que um usuário de drogas seja punido com prisão.
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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