R.B. 1/FEV/10 ''Fonte da fortuna''

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R.B.

"Fonte da fortuna"

São Paulo, 1 de fevereiro de 2010 (SEGUNDA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA pode cair, ainda seguindo o ''humor negativo'' das demais bolsas mundiais, porem deve-se ressaltar que o patamar é atraente para investimentos de longo prazo, principalmente diante das boas perspectivas para a economia brasileira.
- O DÓLAR deve seguir em alta, mesmo após acumular uma valorização de 6,7% nos últimos 9 pregões, seguindo o provável ''humor negativo'' das bolsas mundiais, diante do ''temor'' de retirada dos estímulos econômicos das principais economias do mundo.

SEXTA-FEIRA
- BOVESPA -0,3%, abriu em alta, para na máxima avançar 1,5%, porem, seguindo as perdas das bolsas de NY, passou a cair na parte da tarde, para fechar o mês acumulando uma baixa de -4,7%, ainda prejudicada pelo recuo das commodities e diante de preocupações com a China e com os limites dos bancos.
- DÓLAR 1,0% à R$ 1,89, abriu em queda, para na mínima atingir R$ 1,86, porem, seguindo a piora do ''humor'' na Bovespa, passou a subir na parte da tarde, para fechar o mês acumulando uma alta de 8,3%, também influenciado pela nova elevação do risco-Brasil (3,1%).
- Na ÁSIA, seguindo as perdas das bolsas de NY no dia anterior, JAPÃO -2,1%, CORÉIA -2,4% e CHINA -1,6%, com destaques de queda para ações do setor de tecnologia, como Advantest (-10,1%) e Samsung Elecronics (-2,4%).
- Na EUROPA, influenciada positivamente pelo resultado do PIB dos EUA no quarto trimestre de 2009, INGLATERRA 0,8%, FRANÇA 1,4% e ALEMANHA 1,2%,apesar do fortalecimento dos temores sobre a capacidade de alguns países europeus de sustentares seus altos déficits públicos.
- Nos EUA, revertendo uma abertura positiva, causada pela divulgação de um PIB maior que o esperado, S&P -1,0% (-3,7% no mês), DJ -0,5% (-3,5% no mês) e NASDAQ -1,4% (-5,4% no mês), ainda prejudicadas por preocupações fiscais na Europa e pelo desempenho negativo de ações do setor de tecnologia.
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Economia:

Diretamente de Davos, aonde foi receber um premio em nome de Lula, Meirelles, presidente do BC, afirmou que (1) a nova regulamentação dos bancos e instituições financeiras vai melhorar o quadro global, (2) não existe espaço político para uma mudança drástica de política econômica brasileira, (3) existe no país austeridade monetária, responsabilidade fiscal e programas sociais que ajudaram a criar uma base para aumento do consumo, (4) a relação dívida líquida do setor público pelo PIB deve ficar próxima de 40% no final do ano, abaixo dos 43% registrados em 2009 e (5) não tem dúvidas de que a meta de superávit primário de 3,3% do PIB prevista para este ano será cumprida.

Ressaltando que ''não tem medo'' do aumento da pressão inflacionária, Mantega, ministro da Fazenda, ministro da Fazenda, ''garantiu'' que o Brasil está em processo de crescimento sustentável com controle fiscal e monetário.

Apesar de receber críticas da industria paulista, que novamente reclamou da elevada carga tributária brasileira, o governo Lula decidiu não renovar mais uma vez os estímulos fiscais, como a isenção do IPI, para os produtos da linha branca e da indústria automobilística.

Dando novos sinais positivos da economia interna (1) o Índice de Confiança da Indústria subiu pelo 12º consecutivo, atingindo sua maior leitura desde JUL/08 e (2) Mantega, ministro da Fazenda, acredita que o Brasil vai criar neste ano 1,5 milhão de empregos.

Atuando em um mercado que tem muito espaço e também atratividade para crescimento, na ultima sexta-feira o frigorífico JBS informou que levantou R$ 2,3bi após seus acionistas terem exercido o direito de preferência na emissão de sua debêntures conversíveis em certificados de depósitos de ações.
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Política:

Como tem a confiança e a simpatia de Lula, Meirelles é o peemedebista preferido por 9 entre 10 petistas para ser o vice na chapa de Dilma, porem, como os petistas não votam na Convenção do PMDB, recaiu sobre os ombros do governador Sérgio Cabral a tarefa de viabilizar o nome do presidente do BC.

''Entupindo a máquina publica'' de petistas, Lula dobrou o ritmo da criação de cargos comissionados da administração federal durante seu segundo mandato, atingindo a marca de 23.000 cargos de confiança, contra 19.943 no final do governo de FHC.

Chegando à ''fonte da fortuna'', segundo o Superior Tribunal de Justiça, 5 das 6 empresas que tiveram seus sigilos bancário e fiscal quebrados sob suspeita de financiarem o mensalão do DEM no Distrito Federal receberam R$ 471,5 milhões da União, em contratos com diferentes ministérios, entre 2006 e 2009.
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Crítica:

Cada dia mais encurralado por uma crescente onda de insatisfação popular e por uma grave crise política e econômica, Chávez, o ditador da Venezuela, desafiou a oposição a recolher assinaturas para convocar um referendo para derrubar seu governo.
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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