R.B. 14/OUT/09 "Velha pratica"

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R.B.

"Velha pratica"

São Paulo, 14 de outubro de 2009 (QUARTA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA deve seguir em alta, ampliando a valorização acumulada no ano (72,2%), porem deve-se ressaltar que o patamar é interessante para realizações de lucros, principalmente diante das incertezas quanto aos resultados de empresas norte-americanas no terceiro trimestre deste ano.
- O DÓLAR pode voltar a cair, para fechar em baixa pelo terceiro pregão consecutivo, ampliando a desvalorização acumulada no ano (-26,0%), diante do ''crescente e constante'' fluxo positivo de recursos externos.

ONTEM
- BOVESPA 0,9%, abriu em alta e, acompanhando a abertura positiva das bolsas de NY e a valorização das commodities, manteve a trajetória ascendente ao longo de ''quase'' todo pregão, para mais uma vez fechar no maior patamar do ano (aos 64.645pts), ainda influenciada pelas boas perspectivas para a economia interna.
- DÓLAR -0,6% à R$ 1,73, já abriu em queda e, seguindo o ''humor positivo'' das bolsas mundiais, manteve a trajetória descendente ao longo de todo pregão, apesar dos leilões de compra do BC, para fechar no menor patamar desde 5/SET/08, também influenciado pelo fluxo positivo de recursos externos que atualmente é fortalecido pelo lançamentos de ações no mercado brasileiro.
- Na ÁSIA, sem uma tendência única, JAPÃO 0,6%, com destaques de alta para as exportadoras, como Toyota (2,6%) e Canon (1,4%), ajudadas pela desvalorização da moeda local (o iene) frente ao dólar, CHINA 1,4%, beneficiada pela alta do preço do petróleo e pelas ''apostas'' de que os resultados das empresas no terceiro trimestre serão melhores do que o esperado e CORÉIA -0,7%, pressionada pelo teste de mísseis realizado pela Coréia do Norte e com destaques de queda para estaleiros e companhias de transporte marítimo, diante das preocupações com seus resultados do terceiro trimestre.
- Na EUROPA, realizando lucros após atingirem os maiores patamares em 1 ano, apesar da abertura positiva das bolsas de NY, INGLATERRA -1,1%, FRANÇA -1,1% e ALEMANHA -1,2%, diante de novas recordações da fragilidade do cenário econômico, como o declínio inesperado do índice alemão de sentimento econômico ZEW e a desaceleração para o menor patamar em 5 anos dos preços aos consumidores do Reino Unido.
- Nos EUA, devolvendo parte dos ganhos da abertura, para fecharem próximas da estabilidade, S&P -0,3%, DJ -0,1% e NASDAQ 0,4%, pressionadas pela queda das ações do grupo farmacêutico Johnson & Johnson (-2,4%), que divulgou um volume de negócios considerado decepcionante, e por temores sobre os bancos, após um influente analista do setor reduzir sua recomendação sobre o título do banco de investimentos Goldman Sachs.
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Economia:

''Apostando'' na retomada forte da economia brasileira, Gustavo Loyola, ex-presidente do BC e atualmente sócio-diretor da Tendências Consultoria, ''avisou'' que (1) o BC não pode fazer ''quase nada'' para impedir que o real continue se valorizando ante o dólar, (2) não vê pressões inflacionárias nos próximos meses e (3) o Brasil tem condições de crescer 5% no ano que vem e que esse crescimento será balizado no consumo interno.

Dando um ''sólido sinal'' de recuperação da economia interna, em SET/09 as vendas do setor de papelão ondulado, que é visto como um termômetro do nível de atividade geral, foram 6,11% maiores que em AGO/09 e 5,05% superiores na comparação com SET/08, atingindo o maior patamar desde OUT/08.

- Superando as previsões mais otimistas, no final de semana do Dia das Crianças o volume de vendas do comércio varejista foi 8,2% maior que no mesmo período de 2008.

Como fruto do elevado prestigio externo da economia brasileira, ontem o Banco do Brasil realizou uma emissão de US$ 1,5 bilhão em bônus perpétuos no exterior que, com a demanda 3 vezes maior que a oferta e pagando juros de 8,5% ao ano, serão usados para reforçar o capital do banco e também em empréstimos relacionados ao comércio exterior.

Se ''ajustando'' gradualmente a atual realidade, o ''mercado'' elevou, de 0,01% para 0,10%, suas ''apostas'' para o crescimento da economia brasileira em 2009 e, acreditando que a Selic vai encerrar o ano em seu patamar atual (8,75%), elevou suas projeções para a taxa básica de juros no final do ano que vem de 9,75% para 10,25%.
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Política:

Demarcando seu território, Ciro Gomes, que é o candidato da base aliada com maiores chances de vencer as eleições presidenciais de 2010, ''mandou 3 recados'' para o PT, e principalmente para Dilma, (1) que o PSB não é uma sublegenda do PT, (2) seu candidato a governador de SP é Paulo Skaf e (3) que não existe qualquer possibilidade de ele desistir da disputa à sucessão de Lula.

Com o objetivo de legalizar uma ''velha pratica'' que sempre ocorre aonde existe o poder, Michel Temer, presidente da Câmara, defendeu que a Casa coloque em votação um projeto que regulamente a atuação dos lobistas, ressaltando que há uma "desorganização" que precisa ser disciplinada.

Apesar de pressionada pelas ''forças ocultas'' que Temer quer disciplinar, a Câmara, com ''medo'' de ser acusada de proteger mais um "trem da alegria" no país, desistiu de votar PEC que efetivaria os titulares de cartórios não concursados em todo o país.
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Crítica:

O Senado, que aliás não tem moral para mais nada, quer abrir mais uma CPI, e o MST banaliza e até criminaliza a importante, urgente e justa questão da reforma agrária, porem a realidade mostra o fracasso do governo Lula nesta questão, já que atualmente 40% das famílias assentadas sobrevivem com menos de 1/2 salário mínimo, 83% dos assentados nuca fizeram qualquer curso de qualificação, 46% das terras estão ilegais, já que não são mais ocupadas pelos beneficiários originais, e 37% das propriedades não produzem nada.
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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