R.B. 8/JUL/09 ''O moribundo G-8''

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R.B.

"O moribundo G-8"

São Paulo, 8 de julho de 2009 (QUARTA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA pode subir, tentando uma recuperação após 4 quedas consecutivas e seguindo a provável melhora do ''humor'' nas demais bolsas mundiais, porem deve-se ressaltar que o volume de negócios deve ser baixo já que amanhã será feriado na bolsa brasileira.
- O DÓLAR deve cair, tentando manter-se abaixo do patamar dos R$ 2,00, influenciado pela provável melhora do ''humor'' na Bovespa e pelo ainda positivo fluxo de recursos externos oriundos de exportações, captações e ''investimentos''.

ONTEM
- BOVESPA -2,3%, já abriu em queda e, seguindo o ''humor negativo'' das bolsas de NY, manteve-se em baixa ao longo de todo pregão, para na mínima do dia e com bom volume de negócios (R$ 5,4bi), diante da ''tesão'' antes da temporada de balanços nos EUA e do novo recuo dos preços das commodities.
- DÓLAR 1,6% à R$ 1,99, abriu ''de lado'', para na mínima atingir R$ 1,94, porem logo passou a subir, seguindo o ''humor negativo'' das bolsas mundiais e pressionado pela forte elevação do risco-Brasil (4,3%).
- Na ÁSIA, JAPÃO -0,3%, com a queda das cotações do petróleo e dos metais arrastando as empresas ligadas a commodities, enquanto as persistentes preocupações sobre o câmbio pressionaram as ações tecnológicas e de montadoras, CHINA -1,1%, realizando lucros após atingir o maior patamar em 13 meses, com destaques de queda para ações de bancos, como China Construction Bank (-3,1%) e Pudong Development Bank (-3,4%) e CORÉIA 0,4%, a terceira alta consecutiva, desta vez impulsionada pelas ações de tecnologia, como Samsung(2,5%), LG (5,3%) e Hynix (2,3%).
- Na EUROPA, seguindo as perdas das bolsas de NY e pressionadas pelo anuncio de que a produção industrial do Reino Unido caiu -0,5% em MAI/09, resultado pior que o esperado, INGLATERRA -0,2%, FRANÇA -1,1% e ALEMANHA -1,1%, com destaques de queda para os papéis de empresas prestadoras de serviços públicos, como E.ON (-3,3%) e Suez (-3,8%), já que serão multadas pela Comissão Europeia por terem chegado a um acordo para não competir uma com a outra nos mercados nacionais de gás.
- Nos EUA, diante dos ''temores'' antes do inicio da temporada de divulgação de balanços, S&P -2,0%, DJ -1,9% e NASDAQ -2,3%, também prejudicada pela divulgação de indicadores econômicos negativos como a alta de 3,23% da inadimplência, que atingiu o maior patamar desde o início da série histórica, nos anos 70.
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Economia:

Acabando aos poucos com o ''complexo de vira-lata'' dos brasileiros, segundo uma reportagem especial de 4 páginas do jornal britânico "Financial Times", o Brasil começou a ser levado mais a sério pela comunidade internacional desde o ano passado, principalmente devido a força de suas instituições, a diversidade de sua economia e a estabilidade de seu sistema bancário e de seus mercados de capitais diante da crise mundial.

Confirmando que ''aposta'' no Brasil, apenas 1 dia após colocar em revisão, para possível elevação a grau de investimento, sua ''nota'' para o Brasil, a agencia de classificação Moody's fez o mesmo para os principais bancos privados e públicos brasileiros, como Bradesco, Itaú Unibanco, Safra, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES.

Como fruto das isenções e reduções de impostos para incentivar a economia, de acordo com previsões recentes da Receita Federal, em 2009 deve ocorrer a primeira redução na carga tributária brasileira desde 2003.

Dando 3 novos sinais de recuperação da economia interna, (1) em MAI/09 o faturamento da indústria cresceu 1,1% na comparação com ABR/09, (2) o uso da capacidade instalada subiu pelo terceiro mês consecutivo, desta vez de 79,4% em ABR/09 para 79,8% em MAI/09 e (3) em JUN/09 a atividade do comércio varejista avançou 1,7% ante MAI/09 nos dados com ajuste sazonal.

Indicando mais uma vez que a inflação está ''110% controlada'' e que o Copom pode, e deve, seguir cortando a Selic nas próximas reuniões, o IGP-DI de JUN/09 apontou deflação de -0,32%, com isto este índice acumula uma elevação de apenas 0,76% nos últimos 12 meses.

Em um inesperado acordo entre ''o moribundo G-8'', que inicia sua reunião hoje na Itália, e o G-5, que é formado por Brasil, Índia, China, México e África do Sul, ficou decidido que a conclusão da a Rodada Doha de liberalização do comércio mundial ocorrerá em 2010.

- A Petrobras caiu 2,3%, pressionada pelo quinto recuo consecutivo do petróleo (-1,9%) e principalmente pelo anuncio de que a petrolífera norte-americana Hess Corporation não encontrou nenhum indício de petróleo e gás em seu bloco de exploração na camada pré-sal da bacia de Santos.
- A Vale caiu -5,5%, mesmo após Roger Agnelli, presidente da empresa, anunciar que a mineradora vai retomar a produção de pelo menos uma mina e uma pelotizadora que estavam fora de operação desde o final do ano passado.
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Política:

Mostrando que os ''nobres'' senadores não se preocupam mais com a opinião publica, o que certamente causará uma enorme renovação na Casa, que aliás terá 2/3 das vagas em disputa nas eleições de 2010, o empreguismo de parentes continua no Senado, já que 11 meses após o Supremo Tribunal Federal proibir o nepotismo na administração pública, em vários gabinetes há uma legião de sobrinhos-netos, concunhados e primos de parlamentares que permanecem ''mamando nas tetas do governo''.

Quase que eliminando a possibilidade de Lula tentar um terceiro mandato, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania seguiu o parecer do relator petista Genoino e rejeitou a admissibilidade constitucional da proposta de emenda à Constituição do terceiro mandato.

Obviamente ''de olho'' num discurso para 2010, o PSDB, liderado pelo ex-presidente FHC, aproveitou a sessão solene de 15 anos do Plano Real , no plenário do Senado, para apresentar-se como o grande responsável pela bases que possibilitaram os avanços socioeconômicos do Brasil dos tempos de concepção do Plano até hoje.

Em uma iniciativa inédita, que certamente encontrará várias irregularidades, União e estados irão compartilhar as bases de dados de servidores civis federais e estaduais ativos e inativos para identificar casos de acúmulo indevido de cargos ou pagamentos, além de aposentadorias irregulares.
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Crítica:

Dando um importante passo em direção da paz e dando um exemplo às demais nações, Obama, presidente dos EUA, e Putin, premiê, ex-presidente e ''dono'' da Rússia, acertaram ontem um acordo prévio para a redução drástica de seus arsenais nucleares.
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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