R.B. 5/JUN/09 "Um novo começo"

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R.B.

"Um novo começo"

São Paulo, 5 de junho de 2009 (SEXTA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA deve seguir em alta, com ''boas chances'' de fechar a semana acima do maior patamar do ano (54.486pts), influenciada pela valorização das commodities e entrada de novos investidores, internos e principalmente externos, diante da constatação de que os preços estão muito atrativos para a compra já que o Ibovespa ainda está aproximadamente -40% abaixo do pico de 2008.
- O DÓLAR pode voltar a cair, agora rumo aos R$ 1,90, seguindo o provável ''bom humor'' nas bolsas mundiais e ainda influenciado pelas ''apostas'' de melhores perspectivas para a economia global e de que o Brasil irá se recuperar mais rapidamente da crise mundial do que algumas das economias mais desenvolvidas do planeta.

ONTEM
- BOVESPA 2,6%, já abriu em alta e, recuperando uma boa parte das perdas acumuladas no pregão anterior (-3,5%), manteve a trajetória ascendente ao longo de ''quase'' todo dia, impulsionada principalmente pelas compras de investidores estrangeiros, diante da divulgação de dados positivos da números das economias norte-americana e doméstica.
- DÓLAR -1,1% à R$ 1,94, abriu ''de lado'' e, devolvendo mais da metade da valorização acumulada no pregão anterior (-2,1%), logo passou a cair e manteve a trajetória descendente ao longo de ''quase'' todo dia, apesar dos leilões de compra do BC, influenciado principalmente pelo forte recuo do risco-Brasil (-4,5%).
- Na ÁSIA, acompanhando a realização de lucros das bolsas de NY no dia anterior, JAPÃO -0,8%, pressionada por ações de empresas do setor de transporte marítimo, diante dos ''temores'' de que a alta recente na demanda por frete marítimo por parte da China possa ser temporária, CHINA -0,4%, a primeira queda após 4 pregões consecutivos de alta, pressionada pelo retorno das preocupações com a redução da liquidez, diante da possibilidade de Pequim liberar os IPOs e CORÉIA -2,6%, com destaques de queda para a siderúrgica Posco (-3,9%) e para a construtora Daewoo Engineering & Construction (-10,3%).
- Na EUROPA, em um movimento de cautela, no dia em que o BC Europeu manteve sua taxa de juros em 1% ao ano, a menor da história da instituição, INGLATERRA 0,1%, FRANÇA 0,1% e ALEMANHA 0,2%, divididas entre o avanço dos papéis de empresas do setor petrolífero, diante da alta do preço do petróleo (3,2%), e o declínio das ações de mineradora, pressionadas pela Rio Tinto (-6,6%), diante de ''rumores'' de que a empresa pode rejeitar a proposta de investimento da gigante estatal chinesa Chinalco.
- Nos EUA, revertendo uma abertura negativa para recuperar as perdas do pregão anterior, porem com baixo volume de negócios diante da expectativa para a divulgação do "payroll", que é o índice que mostra a geração/destruição de vagas e a taxa de desemprego, S&P 1,1%, DJ 0,9% e NASDAQ 1,3%, impulsionada pelo anuncio de que caiu a demanda por seguro desemprego e com destaques de alta para empresas dos setores industrial e financeiro.
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Economia:

''Turbinada'' pela entrada de novos investidores, principalmente os externos que foram responsáveis por 37,1% das operações, em MAI/09 a Bovespa movimentou R$ 108bi, valor 11,15% a mais do que o registrado em ABR/09, com uma média diária recorde de 345.276 negócios.

Dando novos sinais de recuperação da economia interna, (1) em ABR/09 a produção industrial brasileira subiu em 7 das 14 regiões pesquisadas, puxada pelo desempenho positivo dos Estados de SP e MG, (2) entre ABR/09 e MAI/09 a produção nacional de veículos registrou um aumento de 6,7% e (3) nos 4 primeiros meses de 2009 a carteira de seguro de automóveis teve crescimento de 8,9% na comparação com o mesmo período de 2008.

Confirmando a necessidade de se adotar mudanças nas regras da aplicação mais popular do país, em MAI/09, diante das recentes reduções da Selic que reduziram a atratividade do CDB e dos fundos de renda fixa, a entrada de recursos da caderneta de poupança superou a saída em R$ 1,88bi, o que representa o melhor resultado desde DEZ/08.

Recuperando uma importante ''carteira de clientes'', os frigoríficos de Santa Catarina voltarão a ser autorizados pelo governo russo a exportar carne suína para o país, o que não acontecia desde 2005 quando os russos embargaram a compra de carne brasileira com a ''desculpa esfarrapada'' de que o país possuía focos de febre aftosa.

- A Petrobrás subiu 2,8%, ''animada'' pela previsão de escassez do commoditie anunciada pelo Goldman Sachs e pelo anuncio de que a perfuração de um novo poço em Tupi reforça as estimativas do potencial de até 8bi de barris de óleo leve no pré-sal da bacia de Santos.
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Política:

Acreditando que os ''nobres parlamentares'' produzirão algo importante antes das férias de JUL/09, José Mucio, ministro das Relações Institucionais afirmou que a reforma tributária tem o apoio do Executivo e será votada e aprovada pela Câmara nas próximas semanas.

Mesmo contra a vontade de Lula, que provavelmente não jogará sua biografia no lixo para ficar mais 4 anos no poder, ontem o deputado peemedebista Jackson Barreto reapresentou, com 182 assinaturas favoráveis, a proposta de emenda constitucional que, se aprovada até SET/09, abre caminho para o terceiro mandato do presidente petista.

Pegos com a ''boca na botija'', os ministros Alfredo Nascimento, dos Transportes, Hélio Costa, das Comunicações, e Edison Lobão, de Minas e Energia, terão de devolver o auxílio-moradia que receberam irregularmente do Senado.

Repetindo um ''mantra'' de que o Bolsa Família é uma continuidade dos programas do tucano FHC, Aécio, governador de MG, voltou a defender a realização de prévias para escolha do candidato do PSDB à Presidência e, como se não tivesse que governar seu estado, afirmou que nos próximos 5 meses quer viajar pelo Brasil com Serra, governador de SP, para discutir idéias e o programa do partido.
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Crítica:

Dando um ''exemplo extremo'' de que a crise financeira mundial foi importante para ''ensinar'' que muitas empresas tinham ''gordurinhas'' que, quando extirpadas, não comprometeriam os seus negócios, ontem uma relojoaria suíça, chamada Franck Müller, anunciou que vai demitir 200 dos seus 428 empregados, ''garantindo'' que isto não acarretará na redução de sua produção.

Aplaudido na maioria do mundo, porem criticado pela maioria dos israelenses, ontem Obama, dando mais um passo em direção da PAZ, fez um discurso no Cairo, capital do Egito, sugerindo "um novo começo" nas relações entre os Estados Unidos e os muçulmanos de todo o mundo, ressaltando que ''o ciclo de suspeitas e discórdia precisa terminar".
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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