R.B. 3/JUN/09 ''A decadência moral da sociedade''

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R.B.

"A decadência moral da sociedade"

São Paulo, 3 de junho de 2009 (QUARTA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA pode seguir em queda, ainda realizando lucros recentes, acompanhando a trajetória negativa das demais bolsas mundiais, porem deve-se ressaltar que a tendência ainda é de alta, diante das ''apostas'' de novas reduções da Selic e de que a economia brasileira terá um desempenho acima da média mundial.
- O DÓLAR deve subir, em um ''ajuste técnico'' após 8 baixas consecutivas, acompanhando a provável piora do ''humor'' na Bovespa, porem deve-se ressaltar que a tendência ainda é de queda, diante do crescente fluxo positivo de recursos externos (1) destinados a investimentos na Bolsa de Valores, (2) oriundos do superávit da balança comercial e (3) cujo objetivo é aproveitar um dos maiores juros do mundo.

ONTEM
- BOVESPA -0,9%, abriu em queda e, apesar de chegar a avançar 0,8% na parte da manhã, manteve a trajetória negativa ao longo de ''quase'' todo pregão, com bom volume de negócios (R$ 6,2bi), em um ''saudável'' movimento de realização de lucros após 3 jornadas consecutivas de ganhos e após uma valorização de 45% nos últimos 5 meses.
- DÓLAR -1,5% à R$ 1,92, abriu ''de lado'', para na máxima avançar 0,3%, porem logo definiu a trajetória negativa, para fechar em baixa pelo oitavo pregão consecutivo e no menor patamar desde 30/SET/08, já que os leilões de compra do BC não são suficientes para absorver o fluxo positivo de recursos externos, inclusive com o retorno das captações externas.
- Na ÁSIA, sem uma tendência única, JAPÃO 0,3%, sustentada pelas ações da montadoras e das empresas de tecnologia, como Sony (4,3%) e Honda (2,2%), beneficiadas pela desvalorização da moeda local (o iene) frente ao dólar, CHINA 0,1%, sustentada por ações de empresas de recursos naturais, diante das esperanças de aumento da inflação global, devido às medidas de estímulo por parte de vários governos e CORÉIA -0,2%, realizando lucros recentes diante de ''rumores'' de que a Coréia do Norte estaria preparando o lançamento de um míssil.
- Na EUROPA, encerrando perto da estabilidade após uma sessão volátil, INGLATERRA -0,6%, FRANÇA -0,1% e ALEMANHA 0,1%, divididas entre o bom desempenho dos papéis de montadoras, como Volkswagen (10,2%), Porsche (2,6%) e Renault (2,6%), e à fraqueza das ações de empresas do setor financeiro, como HSBC (-3,1%), Deutsche Bank (-2,0%) e Barclays (-13,5%).
- Nos EUA, revertendo uma abertura negativa, S&P 0,2%, DJ 0,2% e NASDAQ 0,4%, beneficiadas (1) pelo anuncio de que o Bank of América já levantou US$ 33bi em fundos próprios, (2) pelo crescimento de 6,7% nas vendas de casas em ABR/09 e (3) pelos resultados das montadoras que, apesar de ainda registrarem queda na comparação com o mesmo período do ano passado, venderam mais em MAI/09 do que em ABR/09.
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Economia:

Ressaltando que o Brasil se tornou uma opção atraente para os investimentos estrangeiros porque o país, ao lado da China, deverá ser menos afetado pela retração do que os países desenvolvidos, Meirelles, presidente do BC, afirmou que o "excesso de otimismo" com a economia brasileira ocorre devido a indicadores como o nível das reservas internacionais (US$ 205,6bi), a redução do endividamento do setor público (38% do PIB) e o aquecimento de setores da economia sem o risco de um surto inflacionário.

Confirmando mais uma vez a solidez da economia brasileira, (1) diante das recentes compras do BC as reservas internacionais do Brasil tiveram em MAI/09 o maior crescimento mensal desde FEV/09 e terminaram o mês em US$ 205,6bi, o que representa um acréscimo de US$ 4,3bi na comparação com o final de ABR/09 e (2) em MAI/09 a Bovespa registrou a entrada recorde de R$ 6,1bi em capital externo, superando a marca mensal anterior alcançada em ABR/08 (R$ 6,0bi).

Dando mais um sinal de recuperação da economia interna, em MAI/09 as vendas no varejo do setor de material de construção cresceram 4,5% na comparação com MAI/08, com destaques positivos para os itens que tiveram redução de IPI, cujo aumento atingiu 10% na mesma base de comparação.

Mostrando que cada dia mais a Petrobrás deixa de ser uma empresa petrolífera para se transformar em uma empresa energética, segundo José Sergio Gabrielli, presidente da empresa, o mercado de gasolina para veículos leves no Brasil encolherá para -17% até 2020, ressaltando que no mesmo período o etanol utilizado nos veículos flexíveis, que já representam 90% de todos os veículos novos, atingirá 75% do mercado total de combustíveis.
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Política:

Como a base aliada não se entende, já que o PMDB quer cada vez mais poder e o PT, mostrando que aprendeu a lição, não confia nos peemedebistas, a instalação da CPI da Petrobrás foi adiada por uma manobra da base aliada que esvaziou a sessão.

Apesar de anunciar sua candidatura sem a ''autorização'' da cúpula do PT, que estuda a formação de uma chapa com o PMDB, o petista Tarso Genro lidera a disputa pelo governo gaúcho com 34% das intenções de voto, seguido pelo prefeito de Porto Alegre, o peemedebista José Fogaça, que tem 28% e da atual governadora, a tucana Yeda Crusius que, atolada em denuncias ~de corrupção, aparece com apenas 7%.

Mostrando que Serra pode estar na frente nas pesquisas mais Aécio tem mais habilidade em formar aliados, seguindo o PR, que já colocou a legenda ''à disposição'' do governador de MG, Carlos Lupi, ministro do Trabalho e Emprego, sugeriu que seu partido, o PDT, poderá se alinhar a uma eventual candidatura presidencial do neto de Tancredo.
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Crítica:

Em uma decisão infeliz, que vai contra todos os princípios básicos da humanidade e confirma ''a decadência moral da sociedade'', Marco Aurélio Mello, primo de Collor e ministro do Supremo Tribunal Federal, suspendeu em caráter provisório a decisão da Justiça Federal do RJ que determinava a volta do menino Sean Goldman, 9 anos, aos EUA, para viver ao lado de pai biológico, David Goldman que, após a morte de sua ex-mulher, que em 2004 fugiu para o Brasil levando o menino sem sua autorização, é impedido de ver o filho que praticamente foi ''seqüestrado'' pela sua família materna.
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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