R.B. 9/MAR/09 "Fazendo farra"

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R.B.

"Fazendo farra"

São Paulo, 9 de março de 2009 (SEGUNDA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA deve subir, com ''boas chances'' de recuperar as perdas da semana passada (-2,8%) no começo desta semana, diante das ''apostas'' de que o Copom, para manter a economia brasileira em crescimento, cortará a Selic em ''no mínimo'' -1,0% na reunião desta semana.
- O DÓLAR pode voltar a cair, ainda com ''boas chances'' de fechar o mês próximo dos R$ 2,30, influenciado pelo ainda positivo fluxo de recursos externos e pelos mesmos motivos que devem levar à recuperação da bolsa brasileira.

SEXTA-FEIRA
- BOVESPA -0,7%, abriu em alta, para na máxima avançar 2,5%, porem, em mais uma pregão marcado pela forte volatilidade e pelo baixo volume de negócios (R$ 3,7bi), passou a cair na parte da tarde, ''desanimada'' pela divulgação de dados econômicos negativos nos EUA e no Brasil.
- DÓLAR -0,3% à R$ 2,37, já abriu em queda e, influenciado pelo crescente fluxo positivo de recursos externos, manteve a trajetória descendente ao longo de todo pregão, também seguindo o recuo do risco-Brasil (-1,3%).
- Na ÁSIA, seguindo as fortes perdas das bolsas de NY no dia anterior, JAPÃO -3,5% (-5,2% na semana e -19,1% no ano), com destaques de queda para ações de empresas do setor financeiro, como Mitsubishi UFJ (-4,8%) e Mizuho Financial (-4,9%), CHINA -1,#%, pressionada principalmente pelas ações das empresas produtoras de metais e das companhias aéreas, setores afetados pela realização de lucros após os fortes ganhos nas 2 sessões anteriores e CORÉIA -0,3%, com destaques de queda para Hynix Semiconductor (-0,9%) e Samsung Electronics (-3,3%).
- Na EUROPA, pressionadas pela abertura negativa das bolsas de NY, INGLATERRA -0,1%, FRANÇA -1,4% e ALEMANHA -0,8%, com destaques de queda para ações de seguradoras, como Aviva (-14,1%), Legal & General (-6,8%) e Prudential (-5,3%).
- Nos EUA, revertendo na ultima 1/2 hora as perdas da abertura, causadas pelo anuncio de que em FEV/09 foram eliminados 651mil postos de trabalho, fazendo a taxa de desemprego norte-americana subir para 8,1%, o que representa o maior patamar desde DEZ/83, S&P 0,1%, DJ 0,5% e NASDAQ -0,4%, ''animadas'' pelo anuncio de que o total de créditos ao consumo aumentou 0,8% em JAN/09, depois de 3 meses em baixa.
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Economia:

Fazendo sua parte para ajudar no crescimento da economia brasileira, nos últimos 12 meses terminados em JAN/09 o BNDES desembolsou R$ 92,5bi, o que representa uma alta de 43% sobre o mesmo período anterior, terminado em JAN/08.

Dando sinais, ainda incipientes, de recuperação da economia interna, em JAN/09 a produção industrial brasileira, impulsionada principalmente pelo setor automobilístico e após 3 meses consecutivos de retração, cresceu 2,3% na comparação com DEZ/08.

Alvo constante de criticas do governo Federal, principalmente diante da alta taxa de juros que cobram, o setor bancário, que responde por 11% da arrecadação da Receita, agora será fiscalizado por 3,5 vezes mais auditores, que ampliarão o alcance de suas análises para incluir todas as empresas ligadas a bancos.

Com os investidores pessoa física (PF) mantendo suas posições e também não fazendo novas aplicações, sua participação no volume de negócios da Bovespa caiu de 33,46% em JAN/09 para 32,74% em FEV/09, já a participação dos investidores estrangeiros, que estão voltando a ''apostar'' na bolsa brasileira, subiu de 34,1% para 35,5% na mesma base de comparação.

- A Petrobrás caiu -1,3%, mesmo com a alta de 4,1% do petróleo e, após o fechamento do pregão, divulgou que em 2008 seu lucro liquido ficou em R$ 33,9bi, batendo mais um recorde histórico e apresentando um crescimento de 58% sobre 2007.
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Política:

Contrariando a vontade da oposição e de muitos dos magistrados, a Justiça Eleitoral, após uma análise criteriosa dos fatos, chegou à conclusão de que nada pode fazer contra o que a oposição classifica como campanha antecipada de Dilma, já que não ter como proibir a virtual candidata do PT à sucessão do presidente Lula de subir em palanques, inaugurar obras e fazer discurso atrás de discurso pelo País.

''Fazendo farra'' com o dinheiro publico, em pelo menos 5 Assembléias Legislativas do país, os deputados têm direito a uma cota de gastos que ultrapassa o valor da verba indenizatória da Câmara dos Deputados, que é de R$ 15 mil mensais, com destaque negativo para Alagoas, aonde cada um dos deputados pode gastar até R$ 39 mil por mês com despesas de custeio, como combustível, telefone, transportes, divulgação e escritórios políticos.

Mostrando que está de volta ''com tudo'', Renan Calheiros, depois de reassumir o controle bancada do PMDB, remover desafetos do caminho e instalar Collor na presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado, pretende agora expandir seu domínio à Comissão Mista de Orçamento, já que indicará para comanda-la o seu ''companheiro'' Almeida Lima, que é senador pelo PMDB de SE e esgoelou-se em defesa de Renan ao longo do escândalo que o derrubou da presidência da Casa em 2007.
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Crítica:

Principais corresponsáveis pela atual crise financeira mundial, já que classificavam como ''risco zero'' fundos e bancos que quebraram em menos de 6 meses de turbulência, as agencias de classificação serão mais fiscalizadas e controladas pela União Européia, que passará a exigir maior transparência das empresa do setor, que terão que publicar um relatório anual sobre suas atividades e divulgar a identidade de seus 20 maiores clientes, em relação com a receita que lhes proporcionam.

Mostrando que com ele as coisas seriam diferentes, e provavelmente muito piores, o senador republicano John McCain, que perdeu as eleições presidenciais norte-americanas para Obama, afirmou que o governo deveria ''permitir'' que alguns dos grandes bancos, como o Citigroup, e a montadora General Motors declarassem falência.

Para se ''livrar'' da dependência do petróleo que compra de Chavez, que ao que tudo indica e como todo ''bom ditador'' permanecerá na presidência da Venezuela por ''tempo indeterminado'', Obama já iniciou uma aproximação com o Brasil para fechar um acordo comercial que, com o inicio da produção da camada do pré-sal, aumentará o fluxo de petróleo e derivados do gigante sulamericano para seu vizinho do norte.
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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