R.B. 1/JAN/26 ''A aceleração do colapso

 

 


R.B.

1 de janeiro de 2025 (QUINTA-FEIRA).


"2025, o ano que a conta chegou"

O ano de 2025 começou com um breve sopro de esperança no cenário internacional. A volta de Trump à presidência dos Estados Unidos reacendeu, em parte do mundo, a defesa do livre mercado, da soberania nacional e da limitação do poder estatal. No Brasil, contudo, o movimento foi exatamente o oposto. Enquanto a inteligência artificial revolucionava economias, aumentava produtividade e reduzia custos globalmente, aqui passou a ser tratada prioritariamente como instrumento de vigilância, controle e manipulação narrativa, não como vetor de inovação. 

Logo no início do ano, o governo tentou ampliar discretamente a fiscalização sobre o Pix por meio de norma da Receita Federal. A reação popular foi imediata. Ao perceber o risco de mais controle, tributação e perda de liberdade financeira, a sociedade reagiu e o governo recuou às pressas. O episódio expôs improviso, falta de transparência e, sobretudo, a profunda desconfiança da população em relação às intenções do Estado. 

No campo político e institucional, 2025 aprofundou um processo de deterioração sem precedentes. Jair Bolsonaro foi transformado em refém institucional, impedido de falar, de se defender publicamente e de disputar espaço político, enquanto aliados eram sistematicamente perseguidos. O STF avançou para além de qualquer limite constitucional, acumulando funções legislativas, executivas e policiais. O resultado foi insegurança jurídica crônica, afastamento de investimentos e asfixia do debate público. Quando os justos se calam, os canalhas dominam a narrativa. 

Na economia, o crescimento exibido ao longo do ano foi majoritariamente artificial. A atividade foi sustentada quase exclusivamente por expansão de gastos públicos, investimentos estatais e estímulos fiscais de curtíssimo prazo. Não houve avanço estrutural de produtividade, nem ambiente favorável ao investimento privado. Foi crescimento comprado com dívida pública, não construído com confiança. 

O endividamento dos brasileiros, com nota zero de educação financeira, atingiu patamar alarmante. Cerca de metade das famílias tupiniquins já se encontram endividadas, enquanto o governo segue incentivando crédito irresponsável como paliativo econômico. Entre famílias com renda superior a dez salários mínimos, 12,8% já comprometem mais da metade da renda apenas para rolar dívidas, evidenciando que o problema avançou de forma agressiva sobre a classe média produtiva. 

O descontrole fiscal deixou de ser risco e virou realidade. Em NOV/25, as contas do setor público consolidado registraram déficit primário de R$ 14,4bi, pior resultado para o mês na comparação anual. As estatais federais acumularam déficit de R$ 6,3bi entre JAN/25 e NOVA/25, o maior da série histórica para o período. Ao final de 2025, a dívida bruta se aproximou de 80% do PIB, enquanto já se projetava para 2026 a intenção de gastar até R$ 80bi fora do arcabouço fiscal, que está cada dia mais com cara de peça de ficção. Mais de R$ 1 tri por ano segue sendo drenado em juros pagos por quem trabalha e produz. 

O ano também ficou marcado por um episódio grave para a credibilidade do sistema financeiro. O Supremo passou a questionar a atuação técnica do Banco Central na liquidação do Banco Master, levantando hipóteses de precipitação e até de reversão do processo. Uma simples sinalização dessa natureza é suficiente para gerar instabilidade, pois indica que decisões técnicas podem ser revistas por pressões políticas ou institucionais. 

O quadro se agravou com informações de que a esposa de um ministro do STF teria recebido valores vultosos de um banco que, simultaneamente, mantinha tratativas junto ao próprio Banco Central. Soma se a isso o prazo concedido pelo TCU para que o BC explicasse a liquidação. Ainda que tudo venha a ser considerado formalmente legal, o dano institucional já está feito. A percepção de promiscuidade entre poder político, Judiciário e sistema financeiro corrói a confiança no Estado. 

Instituições fortes não se sustentam com bastidores, telefonemas ou relações pessoais. Sustentam-se com transparência, critérios técnicos e tratamento isonômico. O cidadão comum, o pequeno empresário e o investidor não contam com esse tipo de proteção quando erram ou quebram. Essa assimetria destrói a credibilidade institucional e reforça a sensação de que no Brasil há regras diferentes para pessoas diferentes. 

A desconfiança também avançou sobre os dados oficiais. A inflação divulgada foi suavizada por critérios estatísticos cada vez mais questionados, enquanto os números de desemprego passaram a mascarar a realidade de um país em que mais de 51 milhões de pessoas vivem de algum tipo de auxílio estatal. A fragilidade do mercado de trabalho real foi encoberta por estatísticas artificiais. 

Na educação, o retrato foi devastador. Cerca de 80% dos jovens que saem da escola pública não sabem interpretar textos, escrever adequadamente ou realizar as 4 operações básicas da matemática. O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países, levando em conta desempenho acadêmico e qualidade de professores, segundo estudo encomendado à Economist Intelligence Unit. O colapso educacional passou a comprometer de forma estrutural a competitividade presente e futura do país. 

Na segurança pública, o abandono foi explícito. O Brasil figurou entre os 10 países mais perigosos do mundo em 2025, segundo o índice de conflitos da ACLED. No RJ, o governador solicitou apoio federal 3 vezes para enfrentar o crime organizado e recebeu 3 negativas. Para proteger brasileiros, não houve ajuda. Para posar como estadista global na COP30, houve Exército, GLO, aparato e propaganda. Mesmo assim a imagem internacional saiu bastante “queimada”. 

O escândalo do INSS coroou o ano. Fraudes bilionárias contra aposentados vieram à tona, mas a CPMI foi usada para blindar aliados e familiares do poder, como o filho e o irmão do presidente. A apuração foi seletiva, controlada e esvaziada.

 No campo da soberania, o discurso patriótico contrastou com a prática. Enquanto o governo repetia que o Brasil é nosso, acordos com a China entregavam setores estratégicos. A venda de minas de níquel para a estatal chinesa MMG, mesmo diante de proposta europeia superior, simbolizou a liquidação silenciosa de ativos estratégicos. 

Na economia real, pequenas e médias empresas quebraram aos milhares. O governo estimulou o ócio e puniu o trabalho e, para pagar a conta deste populismo , desde 2023 mais de 24 novos impostos foram criados ou ampliados. 

O ambiente de negócios se deteriorou rapidamente. Cresceu o medo de confisco, controle de capitais e intervenções arbitrárias. A fuga de cérebros virou regra. Médicos, engenheiros, empreendedores e jovens qualificados passaram a deixar o país em busca de previsibilidade e liberdade. 

Assim, 2025 não foi apenas o ano em que a conta chegou. Foi o ano em que ficou claro que o sistema está apodrecido por dentro. Instituições fragilizadas, regras instáveis, elite blindada e população sobrecarregada. Se nada mudar, 2026 não será apenas continuidade. Será aceleração.


"2026, a aceleração do colapso"

As projeções para 2026 partem da premissa macabra" de que o atual presidente será reeleito pelas urnas mágicas” em um ambiente de forte contestação social, suspeitas crescentes sobre o processo eleitoral e erosão quase total da confiança institucional. Um governo fragilizado politicamente tende a reagir como sempre reage. Gastando mais, controlando mais, censurando mais, perseguindo mais e tributando mais. 

Por ser ano eleitoral, a pressão por gastos será ainda maior. O rombo das contas públicas tende a explodir, impulsionado por despesas fora do arcabouço, expansão de programas assistencialistas e uso político do orçamento. Para financiar esse descontrole, o caminho já conhecido será aprofundado. Mais impostos, novas bases de incidência e ampliação da arrecadação sobre quem ainda produz. 

Medidas que atacam diretamente a produtividade já estão no radar. O fim da jornada 6 x 1, apresentado como avanço social, reduzirá competitividade das empresas em um ambiente já hostil ao trabalho e ao empreendedorismo. O custo recairá sobre preços, empregos e informalidade. Ao mesmo tempo, avança o controle estatal sobre a vida econômica. Em 2026, o país deverá conviver com maior fiscalização da movimentação financeira, inclusive de dinheiro em espécie, restringindo liberdades individuais e ampliando o poder do Estado sobre o cidadão comum. 

No campo político, o sistema atua para viabilizar um candidato visto como conciliável e domesticável. Em contraposição, a indicação de Flávio Bolsonaro representa a continuidade do enfrentamento ao sistema, carregando não apenas o sobrenome, mas o legado político que incomoda as estruturas estabelecidas. A disputa não será apenas eleitoral, mas entre acomodação e ruptura. 

No campo fiscal, 2026 será marcado pela criação de novas camadas de tributação. Pessoas físicas e pequenos empreendedores que movimentam mais de 5 mil reais por mês passarão a ser alcançados pela sanha arrecadatória. Impostos sobre patrimônio ganharão espaço no discurso e na prática. Imóveis, aluguéis e rendas patrimoniais serão cada vez mais pressionados. Ambulantes e atividades informais serão enquadrados, reduzindo alternativas de sobrevivência fora do sistema. 

A Reforma Tributária concentrará ainda mais poder e recursos em Brasília, enfraquecendo estados e municípios e destruindo o pacto federativo. A dependência do governo central aumentará, enquanto a autonomia local será corroída. 

A nova tributação de dividendos e o Imposto Mínimo da Alta Renda alterarão de forma profunda o ambiente de negócios. Dividendos acima de R$ 50 mil mensais por CPF passarão a pagar 10% (e para investidores estrangeiros desde o primeiro real). Rendimentos anuais acima de R$ 1,2 milhões sofrerão carga mínima efetiva. O efeito será direto e previsível. Menos investimento, menos crescimento, mais estagnação e desemprego real. 

A inflação efetiva continuará muito acima dos números oficiais, corroendo renda e consumo. Juros permanecerão elevados, o crédito seguirá caro e o investimento privado continuará retraído. O dólar tende a se valorizar diante da fuga de capitais, enquanto cresce a mudança de residência fiscal para países como Paraguai e Uruguai. Pesquisa recente indica que mais da metade dos brasileiros deseja deixar o país, um retrato claro da falência da expectativa de futuro. 

O risco fiscal crescente abre espaço para medidas excepcionais. Aumento abrupto de IOF, restrições à saída de capitais e intensificação do monitoramento financeiro entram no campo do possível. O fim do Drex não representará alívio. O Pix se consolidará como instrumento de controle estatal cada vez mais sofisticado. O mercado financeiro seguirá retraído. Emissões de ações tendem a zero, a bolsa será pressionada e a confiança institucional seguirá em queda. 

No plano cultural, o avanço do controle ideológico continuará. Filmes nacionais passarão a ter cotas obrigatórias nos cinemas, independentemente de demanda ou qualidade. A Lei Rouanet seguirá sendo utilizada como ferramenta de alinhamento político. Após atingir, pelo terceiro ano consecutivo, recorde próximo de R$ 2 bilhões em 2025, a tendência é de crescimento em 2026, aprofundando distorções e privilégios. 

Na segurança pública, a criminalidade seguirá em trajetória de alta. Já apontada como a maior preocupação de mais de 60%, a violência continuará avançando diante da ausência de enfrentamento efetivo às facções e da leniência institucional. Grandes centros urbanos se tornarão ainda mais inseguros, afetando turismo, investimento, mobilidade e qualidade de vida. 

Soma-se a esse quadro um risco adicional. A possibilidade de falta de água na Região Metropolitana de SP. As represas que abastecem a maior cidade do país operam com apenas 26,4% da capacidade. Um eventual colapso hídrico em 2026 teria impacto direto sobre a atividade econômica, a vida cotidiana e o humor social, agravando ainda mais um cenário já deteriorado. 

Diante desse contexto, as apostas para o final de 2026 permanecem negativas. Bolsa pressionada, dólar alto, inflação persistente, baixo crescimento, fuga de cérebros e uma sociedade cada vez mais dependente do Estado. Proteção patrimonial, estratégia, internacionalização e diversificação deixam de ser opção e passam a ser necessidade. 

A frase que sintetiza o Brasil se confirma mais uma vez. A única certeza é que JAN/26 será melhor que DEZ/26.

Indicador

''Aposta do R.B.'' para 31/DEZ/26

Ibovespa

80.000pts

Dólar/Real

R$ 9,00

Juros - Selic

15,0%

PIB

-3,0%

Inflação - IPCA

10,0%

Desemprego

10,0%


PAZ, amor e bons negócios;


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Fontes usadas neste RB>

https://www.santander.com.br/blog/governo-revoga-fiscalizacao-do-pix

https://www.migalhas.com.br/depeso/423584/monitoramento-do-pix-as-polemicas-envolvendo-a-in-rfb-2-219-24

https://www.camara.leg.br/noticias/1147641-projeto-define-como-pratica-abusiva-a-cobranca-de-qualquer-taxa-sobre-o-pix

https://tradingeconomics.com/brazil/government-debt-to-gdp

https://www.oecd.org/en/publications/oecd-economic-outlook-volume-2025-issue-2_9f653ca1-en/full-report/brazil_71db4eb2.html

https://www.worldbank.org/en/country/brazil/overview

https://www.bbvaresearch.com/en/publicaciones/brazil-economic-outlook-december-2025

https://tradingeconomics.com/brazil/indicators

https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/noticias/2025/12/taxa-de-desemprego-no-trimestre-encerrado-em-novembro-e-de-5-2-a-menor-ja-registrada

https://www.poder360.com.br/poder-economia/taxa-de-desemprego-cai-para-52-a-menor-da-serie-historica

https://www.oecd.org/en/publications/education-at-a-glance-2025_1a3543e2-en/brazil_d42263a0-en.html

https://www.gov.br/inep/pt-br/centrais-de-conteudo/noticias/acoes-internacionais/inep-lanca-no-brasil-o-relatorio-education-at-a-glance-2025-da-ocde

https://en.wikipedia.org/wiki/Basic_Education_Development_Index

https://pt.wikipedia.org/wiki/Assist%C3%AAncia_social_no_Brasil

https://acleddata.com

https://acleddata.com/conflict-index


 


Por que investir no exterior? Seis razões para proteger e ampliar seu patrimônio!

 

Por que investir no exterior? Seis razões para proteger e ampliar seu patrimônio

Em um cenário de incertezas econômicas e diplomáticas, como as tensões entre Brasil e Estados Unidos, investir no exterior tornou-se uma estratégia essencial para proteger o patrimônio e buscar crescimento financeiro. A combinação de sanções internacionais, como a Lei Magnitski, alta dívida pública brasileira, endividamento recorde e tarifas de 50% impostas pelos EUA às exportações brasileiras, impacta diretamente a credibilidade do país. Esses fatores afetam o agronegócio, a indústria, as contas públicas e o câmbio, elevando os riscos para seus investimentos. Diante disso, diversificar internacionalmente é mais do que uma opção — é uma necessidade para quem busca segurança e oportunidades. Neste artigo, exploramos seis razões fundamentais para investir fora do Brasil e um guia prático para começar.

1. Planejamento em dólar ou euro

Investir em moedas fortes, como dólar ou euro, protege seu patrimônio contra a desvalorização do real e a instabilidade econômica brasileira. Enquanto o cruzeiro de 1974 hoje não tem valor, uma nota de dólar da mesma época ainda é aceita globalmente. Planejar em moedas estáveis permite manter o poder de compra ao longo do tempo, especialmente em momentos de crise. Ativos denominados em dólar ou euro, como ETFs em bolsas americanas ou europeias, oferecem uma base sólida para o crescimento financeiro, independentemente das oscilações do mercado brasileiro.

2. Sucessão patrimonial facilitada

A sucessão patrimonial no Brasil pode ser um processo complexo, demorado e sujeito a incertezas jurídicas. Investir no exterior, por meio de estruturas como holdings familiares ou trusts em jurisdições estáveis, como Estados Unidos ou Suíça, simplifica a transferência de bens para herdeiros. Essas estruturas protegem o patrimônio de crises políticas ou jurídicas locais e reduzem a dependência do judiciário brasileiro. Com custos acessíveis — a partir de US$ 3.000 para criar uma holding —, é possível garantir que seu legado seja preservado de forma eficiente e segura.

3. Proteção patrimonial contra riscos locais

O Brasil enfrenta desafios como corrupção, recessão e insegurança jurídica, que colocam em risco o patrimônio do investidor. A Lei Magnitski, por exemplo, pode gerar impactos indiretos, como restrições a transações internacionais de bancos brasileiros, afetando até investidores sem relação direta com sanções. Investir no exterior, em jurisdições com instituições sólidas, minimiza esses riscos. Contas em países como Suíça ou Inglaterra, ou investimentos em ativos globais, oferecem uma barreira contra instabilidades políticas e econômicas no Brasil, garantindo maior segurança ao seu capital.



4. Acesso aos maiores mercados financeiros

O mercado financeiro brasileiro é pequeno se comparado aos gigantes globais. A bolsa dos Estados Unidos, com capitalização de US$ 25 trilhões, contrasta com os menos de US$ 0,9 trilhão da B3. Investir no exterior permite acessar mercados mais desenvolvidos, com maior liquidez e oportunidades em setores inovadores, como tecnologia e saúde. Essa exposição a economias competitivas, com instituições sólidas e reformas estruturais, amplia as possibilidades de retorno e reduz a dependência de um mercado limitado como o brasileiro, que representa menos de 2% do PIB mundial.

 

  

5. Diversificação de carteira

Manter todos os investimentos no Brasil é arriscado, especialmente em tempos de crise. A diversificação internacional reduz a exposição ao “risco Brasil” e protege contra choques econômicos locais, como desvalorização cambial ou instabilidade política. Ao distribuir seus recursos entre renda fixa, ações, fundos imobiliários e até criptoativos em mercados globais, você cria uma carteira mais resiliente. Essa estratégia equilibra os riscos e aumenta as chances de retornos consistentes, independentemente das condições do mercado doméstico.


6. Segurança jurídica em jurisdições confiáveis

A segurança jurídica é um dos maiores atrativos para investir no exterior. Países como Estados Unidos, Suíça e Inglaterra possuem sistemas jurídicos robustos, com instituições sólidas e baixa interferência estatal na economia. No Brasil, que ocupa a 80ª posição no ranking global de estado de direito, o risco de mudanças regulatórias ou decisões judiciais imprevisíveis é alto. Investir em jurisdições confiáveis protege seu patrimônio contra esses imprevistos, oferecendo estabilidade e previsibilidade para suas finanças. Planejar com antecedência é crucial para evitar perdas em tempos de crise.


Como começar a investir no exterior: um passo a passo prático


Para iniciar sua jornada de investimentos internacionais, é essencial contar com um processo estruturado e assessoria especializada. O primeiro passo é reunir os documentos necessários, como identidade, comprovantes de residência e informações financeiras. Em seguida, preenchemos o cadastro, que será enviado para sua conferência e assinatura, seja eletrônica ou física. Ajudamos na realização da remessa internacional, garantindo conformidade com as regulamentações. Depois, montamos um portfólio de investimentos personalizado, alinhado ao seu perfil e objetivos. Por fim, acompanhamos a evolução dos seus investimentos, propondo realocações sempre que necessário para otimizar resultados.

Com a DNAinvest, esse processo é simples e seguro.

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Alfredo Sequeira Filho - Assessor de Investimentos desde 2002, presidente da DNAinvest e fundador da associação AIs Livres. Encontre todas minhas redes sociais e meus contatos em https://linktr.ee/asequeirafilho

Paulo Freire, o aniquilador da educação tupiniquim.

 



Paulo Freire, o aniquilador da educação tupiniquim.

O método de Paulo Freire é amplamente criticado por comprometer a qualidade da educação brasileira devido à sua obsessão pela politização do ensino, que relega habilidades essenciais como leitura, escrita e matemática a segundo plano, deixando alunos despreparados para o mercado de trabalho e avaliações padronizadas como o ENEM e o SAEB, onde os resultados frequentemente decepcionam. Sua abordagem, que exige professores altamente qualificados e turmas reduzidas, é inviável no contexto brasileiro, marcado por escolas precárias e docentes mal preparados, resultando em aplicação inconsistente e caótica. O foco na "conscientização" abre espaço para doutrinação ideológica, alienando pais e comunidades que rejeitam a substituição de conteúdos objetivos por discussões subjetivas. Além disso, o método de alfabetização baseado em palavras-chave é amplamente superado por técnicas fônicas mais eficazes, especialmente para crianças, e sua origem voltada para adultos rurais o torna desajustado para as demandas complexas da educação urbana moderna. Em suma, o método de Freire é acusado de priorizar ideologia em vez de formação prática, contribuindo para a estagnação educacional do país.

Apresento abaixo as 10 principais críticas ao modelo Paulo Freire de ensino:

1. Foco excessivo na politização da educação: Críticos argumentam que o método prioriza a conscientização política e social em detrimento de habilidades técnicas e conteúdos acadêmicos básicos, como leitura, escrita e matemática.

2. Baixa ênfase em fundamentos tradicionais: O método é criticado por reduzir o foco em disciplinas tradicionais (como gramática, ciências exatas e história factual), o que pode comprometer a formação técnica dos alunos.

3. Dificuldade de implementação em larga escala: A abordagem dialógica e personalizada exige professores altamente capacitados e turmas pequenas, o que é desafiador em sistemas educacionais com recursos limitados, como o brasileiro.

4. Resultados acadêmicos questionáveis: Estudos e críticos apontam que, em algumas aplicações, o método não gerou melhorias mensuráveis em indicadores como desempenho em provas padronizadas (ex.: SAEB, ENEM).

5. Risco de doutrinação: Há críticas de que o método pode ser usado para promover visões ideológicas específicas, especialmente em contextos onde professores aplicam a conscientização com viés político.

6. Desafios para alunos com pouca base prévia: O método pressupõe certo nível de autonomia e engajamento dos alunos, o que pode ser ineficaz para estudantes com deficiências educacionais prévias ou em contextos de alta vulnerabilidade social.

7. Falta de estrutura clara: A ausência de um currículo rígido e a ênfase no diálogo podem levar a inconsistências na aplicação, com resultados variando muito conforme o preparo do educador.

8. Críticas à alfabetização inicial: O método de alfabetização de Freire, baseado em palavras-chave e contexto social, é considerado por alguns menos eficiente que métodos fônicos ou silábicos para ensinar leitura e escrita a crianças.

9. Resistência cultural e institucional: Em algumas comunidades ou sistemas escolares, a abordagem crítica pode enfrentar resistência de pais, gestores ou professores que preferem modelos tradicionais de ensino.

10. Limitações em contextos urbanos e modernos: O método foi desenvolvido com foco em populações rurais e adultas, e críticos apontam que ele pode não se adaptar bem às demandas de educação urbana contemporânea.

Dominada e contaminada pelo sistema Paulo Freire de ensino, a educação brasileira enfrenta desafios estruturais e sistêmicos que resultam em indicadores preocupantes.

Apresento abaixo 10 dados recentes que refletem os principais problemas da educação brasileira:

1.      Baixa qualidade do ensino e desempenho no PISA: No PISA 2022, o Brasil ficou em 53º lugar entre 65 países avaliados, com posições específicas de 63º em ciências, 59º em leitura e 66º em matemática. As notas médias dos alunos brasileiros foram 403 em ciências, 410 em leitura e 384 em matemática, refletindo um progresso tímido desde 2003, mas ainda muito abaixo da média da OCDE.

 2.      73% dos alunos brasileiros não alcançam o nível mínimo de proficiência em matemática, 50% não conseguem ler, escrever ou interpretar textos adequadamente, e 55% têm desempenho insuficiente em ciências.

 3.      Alfabetização insuficiente: Dados do Saeb (2019-2021) mostram uma queda no índice de alfabetização: em 2019, 54,8% das crianças do 2º ano do ensino fundamental eram consideradas alfabetizadas, mas em 2021, esse percentual caiu para 49,4%.

 4.      61% dos alunos do 5º ano não conseguem interpretar textos simples, e 60% dos alunos do 9º ano têm dificuldade com textos dissertativos. Além disso, 65% dos alunos do 5º ano não dominam cálculos básicos, e 60% dos do 9º ano não sabem calcular porcentagens.

 5.      Analfabetismo funcional e absoluto: Cerca de 33% dos brasileiros são analfabetos funcionais, ou seja, sabem ler, mas não compreendem o conteúdo. Entre estudantes do ensino superior, 40% são considerados analfabetos funcionais.

 6.      Em 2022, a taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais foi de 5,6% (9,6 milhões de pessoas), com maior prevalência no Nordeste (55,3% dos analfabetos do país) e entre idosos (16% para pessoas com 60 anos ou mais).

 7.      Evasão e abandono escolar: Em 2023, 9,1 milhões de jovens de 15 a 29 anos abandonaram a escola sem concluir a educação básica, sendo 63,7% sem ensino médio completo.

 8.      Apenas 47 de cada 100 alunos que entram na 1ª série concluem o 9º ano na idade esperada e 14 terminam o ensino médio sem interrupções.

 9.      14,1 milhões de alunos da rede pública frequentam escolas sem saneamento básico adequado, e 5,5 milhões não têm acesso à água potável. Apenas 29% das escolas públicas possuem equipamentos tecnológicos, como computadores ou tablets, para uso dos alunos.

 10.    Desvalorização dos professores: Baixos salários e falta de capacitação são problemas crônicos. O Brasil tem 2,2 milhões de professores, sendo 73,2% mulheres, mas a profissão é desvalorizada, com salários insuficientes e condições precárias, levando muitos a abandonar a carreira.

Diante da conclusão de que o sistema de ensino de Paulo Freire destruiu a educação brasileira, é imperativo abandonar essa abordagem e implementar reformas estruturais urgentes. É necessário priorizar métodos pedagógicos baseados em fundamentos tradicionais, como técnicas fônicas para alfabetização e currículos rígidos focados em leitura, escrita e matemática, para garantir habilidades essenciais e preparar os alunos para avaliações como ENEM e SAEB.

Investir na capacitação de professores, melhorar a infraestrutura escolar com saneamento básico e acesso à tecnologia, e aumentar os salários para valorizar a profissão são passos essenciais. Além disso, deve-se reduzir a politização do ensino, adotar sistemas viáveis para larga escala e combater a evasão escolar com políticas que incentivem a permanência e conclusão dos estudos, visando reverter os alarmantes indicadores educacionais e promover uma formação prática e competitiva.

 Etarismo, crise ou excesso de oferta?


Quando eu era jovem, reclamava que não contratavam jovens, pois havia muitos deles.

Hoje, sou considerado velho, já tenho 51 anos e percebo que não contratam idosos.

Será que o problema é etarismo, crise ou excesso de oferta?

Eu descarto a primeira opção. Vitimizar-se usando uma palavrinha fofinha não vai ajudar. O empresário tem o direito de contratar quem ele quiser e pelos motivos que achar justos e bons para si.

Na realidade, o problema está relacionado à crise econômica e ao excesso de oferta.

A economia brasileira não cresce e é pequena. Entenda que apenas cerca de 30% dos brasileiros trabalham. O restante é "sustentado" pelos impostos de quem trabalha.

A maioria das pessoas com 50 anos ou mais não acumulou dinheiro, seja por falta de educação financeira ou, principalmente, por vivermos em um país com impostos astronômicos, inflação alta, custos de vida exorbitantes e consumismo desenfreado.

Pessoas acima de 50 anos poderiam, se assim desejarem, começar a considerar a aposentadoria e a compartilhar seu conhecimento com os mais jovens, mas muitos preferem permanecer ativos no mercado, motivados principalmente por necessidades financeiras, enquanto alguns são impulsionados pelo nobre desejo de continuar contribuindo.

As empresas precisam e gostam de experiência, mas, obviamente, possuem mais cargos para jovens do que para idosos.

Também estamos começando a ter menos jovens do que idosos, o que resulta em mais vagas sobrando para jovens, com salários menores e sem qualificação, algo também natural.

Uma sugestão minha para os idosos, como eu, é avaliar a oportunidade de oferecer sua força de trabalho de forma autônoma, prestando consultoria ou serviços na área em que já dominam.

Também sempre é possível recomeçar por baixo em uma nova área, mas, para isso, será preciso resiliência e humildade.

Quando eu era superintendente de banco e fui demitido em 2014, com 40 anos de idade, 21 de profissão, cinco filhos para criar e um apartamento para pagar, logo percebi que dificilmente seria recontratado no mercado e que deveria me virar. Aí montei minha empresa, lutei e ainda luto muito, e estou nesta luta até hoje.

Enfim, cada um tem sua história. O trem da vida passa rápido, a idade só vai aumentar e reclamar não vai adiantar.

 


O que vai acontecer agora e como esta briga entre Brasil e EUA vai escalar?

Com o Congresso perdendo suas funções e as inevitáveis sanções que os EUA e a OTAN imporão em resposta, prevejo os seguintes desdobramentos em até 2 anos:

1-) Sanções econômicas ampliadas e impacto devastador: Os EUA, frequentemente acompanhados pela OTAN e aliados como a União Europeia, imporão um pacote robusto de sanções, que incluirá:

- Congelamento de ativos financeiros: Contas bancárias de líderes, oligarcas e entidades estatais no exterior serão bloqueadas, como visto em casos como Venezuela, Irã e Rússia.

- Restrições ao comércio internacional: Embargos severos limitarão exportações de bens essenciais, como petróleo, minerais ou produtos agrícolas, e importações de tecnologia, maquinaria e bens de consumo.

- Proibição de transações financeiras internacionais: O país será excluído do sistema SWIFT, dificultando pagamentos globais, como ocorreu com o Irã.

- Sanções setoriais: Setores estratégicos, como energia, mineração e indústria militar, serão alvos, com proibições de investimentos estrangeiros e acesso a mercados globais.

- Restrições a indivíduos e empresas: Listas de sanções, como a OFAC (Office of Foreign Assets Control), incluirão centenas de indivíduos e empresas ligadas ao regime, impedindo-os de fazer negócios com nações ocidentais.

Essas medidas causarão uma contração drástica no PIB, hiperinflação, escassez de bens essenciais (como alimentos, remédios e combustíveis) e aumento da fome, com impactos devastadores na economia local.

2-) Isolamento político e alinhamento com potências autoritárias: O regime enfrentará um isolamento diplomático severo, com suspensão de participação em organismos internacionais (como ONU, OEA ou Mercosul) e ruptura de relações com países ocidentais. Em resposta, intensificará alianças com ditaduras como China, Rússia e Irã, que oferecerão apoio econômico e militar limitado, mas insuficiente para compensar as perdas. Esse alinhamento aprofundará o distanciamento do mundo ocidental, dificultando qualquer tentativa de reintegração futura.

3-) Crise humanitária e migração em massa: A combinação de sanções e má gestão interna agravará a crise humanitária. Milhões de pessoas enfrentarão dificuldades para acessar alimentos, água potável e cuidados médicos, enquanto infraestruturas como hospitais e escolas colapsarão. Isso desencadeará uma migração em massa, com fluxos significativos para países vizinhos e destinos tradicionais.

4-) Aumento da pobreza e desigualdade: Estudos, como os do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), indicam que sanções amplas elevam a pobreza em até 3,8 pontos percentuais, reduzem a renda per capita em cerca de 10-20% e pioram indicadores de saúde e educação. A desigualdade social explodirá, com a concentração de recursos nas mãos de elites ligadas ao regime.

5-) Colapso da classe média: A classe média será dizimada, restando apenas duas camadas sociais: a elite alinhada ao regime, que manterá privilégios, e a maioria da população, mergulhada na miséria. Pequenos negócios, profissionais liberais e trabalhadores qualificados perderão meios de subsistência.

6-) Diáspora sem precedentes: Aqueles com melhores condições financeiras ou redes de apoio no exterior buscarão emigrar, atingindo o limite do suportável. Estimo que cerca de 40 milhões de pessoas tentarão fugir para países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Panamá, Estados Unidos, Portugal e Espanha, sobrecarregando sistemas migratórios regionais e globais. Essa diáspora será comparável às crises migratórias da Síria ou da Venezuela.

7-) Riscos de instabilidade regional: A pressão migratória e o colapso econômico podem desestabilizar países vizinhos, gerando tensões diplomáticas e conflitos locais. A presença de redes criminosas, como o tráfico de pessoas e contrabando, pode se intensificar, aproveitando o caos.

Dehus abençoe o povo brasileiro.