R.B. 2/JAN/19 "O capitão chegou"



"O capitão chegou"

São Paulo, 2 de janeiro de 2019 (QUARTA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, para fechar o ano próxima dos 120.000pts, com os investidores, internos e externos, “apostando” no sucesso do governo Bolsonaro, cujo objetivo principal é livrar o Brasil da mentalidade e das práticas socialistas e (2) o DÓLAR pode cair, rumo aos R$ 3,60 até DEZ/19, acompanhando o esperado otimismo da bolsa tupiniquim e também influenciado pela expectativa de aumento do fluxo positivo de recursos externos oriundos de exportações, captações e investimentos.

Sexta-feira, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 2,8%, acompanhando a melhora do “humor” nas principais bolsas mundiais e beneficiada pela valorização das commodities, para fechar o ano acumulando uma valorização de 15,0%, impulsionada principalmente pela constatação de que, após ser governado pela esquerda desde 1985, o Brasil finalmente será comandado pela direita e (2) o DÓLAR caiu -0,4% à R$ 3,87, para reduzir a alta acumulada no ano (16,9%), influenciado pelos mesmos motivos que animaram a bolsa tupiniquim e também seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana.

Também sexta-feira, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, sem uma tendência única, porem fechando o ano com perdas consideráveis de -12,2% e -24,6% respectivamente, Japão -0,3%, prejudicada por um relatório do BC local destacando a "intensificação" de riscos para a economia doméstica e China 0,4%, seguindo o desempenho positivo dos mercados acionários de NY no dia anterior e beneficiada pela nova redução das tensões comerciais com os EUA.

Segunda-feira, nas principais bolsas, (1) da EUROPA, Alemanha (-18,3% no ano) não teve pregão por conta de feriado de ano novo e, sem uma tendência única, Inglaterra -0,1% (-12,5% no ano), com as exportadoras prejudicadas pela valorização da moeda local (libra) frente ao dólar e França 1,1% (-10,1% no ano), segundo o movimento ascendente das bolsas de NY e aliviada pela aprovação do orçamento da Itália pelo Parlamento italiano e (3) dos EUA, recuperando parte das perdas acumuladas no ano, que de respectivamente  -6,2%, -5,6% e -3,9% foram as maiores baixas anuais desde 2008, S&P 0,8%, DJ 1,1% e NASDAQ 0,8%, com as ações de grandes empresas do setor industrial, como Boeing (+1,9%) e Caterpillar (+1,2%), beneficiadas por declarações de Trump sobre um possível acordo comercial com a China.

Animando os mercados, Trump, presidente dos EUA, afirmou que teve uma conversa por telefone "longa e muito produtiva" com o presidente chinês, Xi Jinping, e ressaltou que tem ocorrido "grande progresso" no diálogo sobre comércio e que, caso firmado, o pacto será muito abrangente, cobrindo todos os temas, áreas e pontos de disputa.

Com uma alta de 16,9% no ano, patamar bem acima da alta valorização de 1,95% registrada em 2017, no ano passado o real registrou o terceiro pior desempenho ante o dólar entre os principais países emergentes, ficando atrás apenas da Argentina e da Turquia e o principal motivo foi a não aprovação da reforma da Previdência.

Otimistas com o futuro tupiniquim, (1) o Morgan Stanley recomenda a montagem de posições compradas em real, (2) a Nomura “aposta” na aprovação da reforma da Previdência nos próximos meses, (3) o Goldman Sachs ressalta que o Brasil vai resolver sua insustentável situação fiscal e (4) o Bank of America “aposta” que a economia tupiniquim crescerá 3,5% em 2019.

Cada semana um pouquinho mais otimista, o “mercado” (1) elevou, desta vez de 2,53% para 2,55%, suas “apostas” para o crescimento do PIB tupiniquim em 2019, (2) reduziu, agora de 4,03% para 4,01%, suas projeções para a inflação medida pelo IPCA neste novo ano e (3) aumentou, de USD 78,4bi para USD 79,5bi, suas expectativas para o investimento estrangeiro direto no país em 2019.

Apesar de Bolsonaro, coberto de razão, preferir negociar de maneira bilateral com outros países, o Brasil presidirá o Mercosul em 2019 e assim também poderá priorizar na agenda as reformas para que o bloco seja mais dinâmico e multilateral.

Os 3 primeiros e principais focos do trabalho do superministro Paulo Guedes são, (1) desburocratização e desregulamentação da máquina pública tupiniquim, (2) controle dos gastos do governo e (3) aprovação da reforma da Previdência.

Com o objetivo de economizar R$ 50bi em 10 anos, a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, já redigiu e está prestes a lançar uma MP que busca fazer uma ampla revisão das regras da Previdência, corrigindo imprecisões e distorções na lei que abrem margem para concessões irregulares de benefícios e mesmo para a corrupção.

Dando novos sinais positivos da economia tupiniquim, (1) a taxa de desemprego brasileira ficou em 11,6% em DEZ/18, patamar -0,4% inferior ao auferido em DEZ/17 (12,0%), (2) no Natal deste ano as vendas nos shopping centers do país foram 9,3% maiores que no mesmo período de 2017 e (3) em DEZ/18 as vendas de automóveis novos no Brasil foram 3,0% maiores que em DEZ/17.

Ajudando no controle da inflação e facilitando a manutenção da taxa básica de juros no menor patamar da história, (1) em 2018 o petróleo acumulou uma baixa anual de -21,0% e (2) as contas de luz no Brasil terão em JAN/19 bandeira tarifária verde, sem custos para os consumidores.

Política:

Aos gritos de “o capitão chegou” e “eu vim de graça”, Bolsonaro se tornou o 38º presidente do Brasil e, em um discurso que apenas reafirmou tudo que foi dito durante sua campanha, prometeu (1) libertar o Brasil do socialismo, (2) acabar com o politicamente correto, (3) implementar um sistema de educação pública sem militância política, (4) valorizar a meritocracia, (5) garantir o direito a legitima defesa, (6) resgatar o país da atual crise moral e ética, (7) acabar com o gigantismo estatal e (8) desenvolver uma política externa que de soberania ao país.

Brilhante, elegante, conciliadora, inclusiva e lacrando infinitamente mais do que todas as feministas petistas de sovaco cabeludo, a primeira-dama Michelle Bolsonaro quebrou o protocolo na posse do marido e discursou, em Libras, antes dele, no parlatório, protagonizando assim um dos momentos mais emocionantes da cerimônia.

Já começando a limpar as porcarias deixadas por Temer, Bolsonaro decidiu que vai rever o ato do agora ex-presidente que, aos 45 do segundo tempo, nomeou o bandido peemedebista Carlos Marun, que não conseguiu se reeleger deputado Federal, para o conselho de Itaipu.

Após “garantir” que só o socialismo pode tirar os brasileiros da miséria, a deputada Gleisi, presidenta da organização criminosa petista, afirmou que o governo Bolsonaro não tem projeto e é um inimigo a ser combatido.

Grande conhecedor a cabeça dos parlamentares, Bolsonaro, no discurso que fez ao Congresso Nacional, convocou cada um dos congressistas a ajuda-lo na missão de restaurar e de reerguer nossa pátria, libertando-a definitivamente do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica.

Ciente dos enormes desafios a serem enfrentados, Onyx Lorenzoni, novo ministro chefe da Casa Civil, afirmou que os ministros de Bolsonaro já têm cerca de 50 propostas para simplificar e desburocratizar os negócios no país.

Sem tempo para perder, Bolsonaro convocou para amanhã a primeira reunião com todos seus 22 ministros, quando algumas medidas serão apresentadas e já poderão resultar em decretos nas áreas de meio ambiente, agricultura, saúde e economia.

Superando todos os presidentes do passado, segundo uma pesquisa divulgada ontem Bolsonaro será melhor do que Temer para 76% dos entrevistados, do que Dilma para 73%, do que Lula para 58% e do que FHC para 56%.

Crítica:

O motivo da preocupação por Bolsonaro ter dito, mais de uma vez, que o Brasil tem de se libertar do socialismo, é que o novo presidente tupiniquim deve começar ainda esta semana a dar um exemplo prático disso, demitindo os apaniguados do petismo nos ministérios, nas reitorias das universidades e nas autarquias.

PAZ, amor e bons negócios;

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