R.B. 31/JAN/18 "Dando a deixa"



"Dando a deixa"

São Paulo, 31 de janeiro de 2018 (QUARTA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve cair, prejudicada pela pesquisa de intenções de voto para presidente divulgada hoje que mostra Alckmin, queridinho do “mercado”, empacado em todos os cenários, e Lula, o maior bandido da história do país, liderando com mais do que o dobro do segundo colocado, que com ele na disputa é o maluco do Bolsonaro e (2) o DÓLAR pode voltar a subir, dando sequencia à sua trajetória rumo aos R$ 3,20, influenciado pelo mesmo motivo que deve derrubar a bolsa tupiniquim e também seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -0,3%, reduzindo mais uma parte da forte valorização acumulada no mês (10,9%), seguindo a piora do “humor” nas principais bolsas mundiais, prejudicada pelo recuo das commodities e influenciada pela ausência de notícias positivas e (2) o DÓLAR subiu 0,5% à R$ 3,18, impulsionado pelos mesmos motivos que devem derrubar a bolsa tupiniquim e também pela redução do fluxo positivo de recursos externos.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão -1,4%, registrando a maior baixa diária desde 6/DEZ/17, também prejudicada por “rumores” de que a Apple pretende reduzir a produção de seu smartphone mais sofisticado, o iPhone X e China -1,0%, seguindo o tom negativo dos mercados acionários de NY no dia anterior, (2) da EUROPA, Inglaterra -1,1%, França -0,9% e Alemanha -0,9%, pressionadas pelo salto do euro em relação ao dólar, que prejudica as exportadoras, pela baixa do petróleo e por um movimento de realização de lucros e (3) dos EUA, ainda realizando lucros recentes, S&P -1,1%, DJ -1,4% e NASDAQ -0,9%, em um cenário de cautela antes da decisão de política monetária pelo FED (“BC” local) e do discurso sobre o Estado da União do presidente Trump no Capitólio.

Exaltando o sucesso de seu primeiro ano na Presidência e reforçando suas tradicionais bandeiras, como a necessidade de fortalecer as fronteiras e aprovar sua reforma migratória, Trump, presidente do EUA, concedeu seu primeiro discurso sobre o Estado da União, onde fez sua prestação de contas anual ao Congresso e aos cidadãos norte-americanos.

Registrando o melhor desempenho desde 2007, segundo o Gabinete de Estatísticas da União Europeia a primeira leitura do PIB da região em 2017 apresentou alta de 2,5%, com destaque positivo para o quarto trimestre, quando teve expansão de 0,6% ante os três meses anteriores e de 2,7% na comparação anual.

Conforme já era de se esperar, ontem foram divulgados 2 estudos globais diferentes sobre transparência de informações cujos resultados, bem similares, indicam que as organizações brasileiras, tanto as privada quanto as públicas, são mais fechadas do que deveriam.

Ilustrando o tamanho do estrago feito pela corrupção e falta de capacidade gerencial do governo Dilma, ontem o presidente Temer, que sempre é bom lembrar foi eleito e governou ao lado da referida ex-presidente petista, afirmou que é "muito provável" que apenas em 2026 as contas do país saiam do vermelho e voltem ao equilíbrio.

“Dando a deixa”, juntamente com a pesquisa eleitoral divulgada hoje, para as agências internacionais de classificação de risco rebaixarem mais uma vez a “nota” do Brasil, ontem Meirelles, ministro Fazenda, afirmou que, para ser cumprido o teto de gastos, é importante que seja aprovada a reforma previdenciária, que dificilmente será votada e muito menos aprovada neste ano no Congresso Nacional.

Após seu patrão, o presidente Temer, ir no Ratinho, no Silvio Santos e no Amaury JR, Ilan Goldfajn, presidente do BC, (1) alertou que a reforma da Previdência é fundamental para o equilíbrio da economia, com consequências favoráveis para a desinflação, queda dos juros e recuperação sustentável da economia e (2) ressaltou que espera um crescimento econômico entre 2,5% e 3% neste ano para o Brasil.

Diante de um cenário interno de redução de juros e dificuldade de alocar em ativos de baixo risco que atinjam a meta de retorno de 5% ao ano, a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar já projeta que a soma de investimentos de fundos de previdência complementar em ativos fora do Brasil crescerá de R$ 2,5bi em 2017 para R$ 10bi até o final deste ano.

Sufocando cada dia mais a classe média brasileira, segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil a defasagem média acumulada pela tabela de imposto de renda, que não é atualizada desde 1996, é de 88,4%.

Emprestando dinheiro barato para latifundiários milionários, ontem o Banco do Brasil anunciou a oferta de R$ 12,5bi para o custeio antecipado do Plano Safra 2018/2019, montante é 4,1% maior do que foi apresentado no ano passado e que terá uma taxa média de juros de 8,5% ao ano.

Com os investidores internacionais mostrando apetite ao risco, algo que pode mudar rapidamente se os EUA indicarem que os juros vai subir por lá, até o dia 26/JAN/18, o fluxo líquido de recursos de não-residentes para a bolsa tupiniquim estava positivo em R$ 9,2bi, valor que é quase 70% do aferido ao longo de todo ano passado
(R$ 13,4bi).

Confirmando que, apesar das irresponsáveis bravatas dos corretores e das construtoras, o setor imobiliário tupiniquim ainda vai demorar bastante para se recuperar, o volume de credito disponível para a aquisição e construção de imóveis, que já tinha despencado -38,3% em 2016, diminuiu -7,4% em 2017.

Se esbaldando no monopólio bancário tupiniquim, que cresce a cada dia com apoio do governo e falta de educação financeira da população, ontem o Santander Brasil anunciou que em 2017 seu lucro líquido recorrente atingiu R$ 9,95bi, o que representou um aumento de 35,6% na comparação com 2016.

-    A Cesp subiu 0,9%, na contramão da bolsa tupiniquim, beneficiada pelo anúncio de que a privatização da empresa, paralisada desde SET/17, foi retomada pelo Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização paulista.
-    Amil caiu -4,3%, a Aetna cedeu -3,0% e a Cigna -7,2%, todas na bolsa de NY, depois que foi divulgada a notícia de que a Amazon, o J.P.Morgan e a Berkshire Hathaway irão formar uma nova companhia de saúde, em uma forma de parceria para cortar custos e melhorar os serviços na área para seus funcionários em solo norte-americano.

Política:

Apesar de questionado na justiça, o Datafolha divulgou ontem a primeira pesquisa de intenção de votos após a condenação de Lula em segunda instância e no principal cenário com ex-presidente petista e futuro presidiário ele lidera com 36% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro, que com 14% tem menos da metade, por Marina Silva, que tem 8%, e por Ciro Gomes, Luciano Huck e Alckmin, todos empatados com 6%.

No principal cenário apresentado sem Lula na disputa presidencial, Bolsonaro lidera com 18%, Marina Silva tem 13%, Ciro Gomes tem 10%, Luciano Huck e Alckmin estão empatados com 8% e Álvaro Dias tem 5%.

Atingindo no máximo 7% nos cenários com Lula na disputa e no máximo 11% quando o referido ex-presidente e futuro presidiário está fora do páreo, Alckmin precisará gastar bastante saliva, sola de sapato e principalmente dinheiro para convencer os tucanos, e os partidos que quer ter ao seu lado (PMDB, DEM e PSB), que ele é capaz de se tornar presidente do Brasil.

Certamente ajudando a aumentar a rejeição interna ao seu nome, Alckmin, que é presidente do PSDB, decidiu que as previas do seu partido para escolher o candidato a presidente terá apenas 1 debate entre ele e Arthur Virgílio e será realizada entre o final de FEV/18 e o início de MAR/18.

Ganhando cada dia mais inimizade dentro do seu partido, Alckmin, com o objetivo claro de prejudicar Doria, quer adiar a prévia para escolha do candidato tucano a governador de SP para depois de 7/ABR/18, que é a data-limite de desincompatibilização para políticos com mandato.

Com um crescimento de mais de 100% em relação à pesquisa anterior, João Amoedo, candidato à presidente do Brasil pelo partido NOVO e que tem o apoio do RB, atingiu 1% das intenções de voto em todos os cenários analisados e, com uma rejeição baixa de 13% e um discurso diferente de todos os demais candidatos, certamente tem muito espaço para evoluir e apresentar suas ideias.

Indicando que o país passará por bastante turbulência e insegurança política e jurídica, a condenação de Lula pode torná-lo inelegível, mas sua participação na campanha depende de uma decisão do TSE, que só deve ocorrer em SET/18.

“Confiando na ignorância do povo mineiro” e mesmo sabendo que se perder o fórum privilegiado vai em cana, Aécio, cujo mandato de senador termina este ano, “garantiu” que concorrerá à reeleição no senado, e não ao cargo de deputado Federal, nestas eleições desde ano.

Como um papagaio treinado que repete sempre a mesma coisa, Meirelles, ministro tupiniquim da Fazenda que empata com o desconhecido João Amoedo nas pesquisas de intenção de voto para presidente, voltou a “garantir” que confia que a reforma da previdência será votada e aprovada até o final de FEV/18.

Crítica:

Sem nenhum conhecimento de causa e metendo o bedelho onde não deve, Ilan Goldfajn, presidente do BC tupiniquim, voltou a criticar as criptomoedas, ressaltando que essas moedas podem ser instrumentos de bolha ou especulação, que não há garantia do Estado ou do BC e que é preciso que o investimento seja avaliado.

Acreditando que é uma espécie de “semideus”, Gilmar Mendes, ministro do STF indicado por FHC que se especializou em soltar bandidos e fazer conchavos políticos, “avisou” que enviará representação à Polícia Federal para que ela investigue quem o xingou de “corrupto, cagão e bosta” em um voo no sábado passado.

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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