R.B. 29/JAN/18 "Fugindo dos monopolistas, caros e ineficientes bancões tupiniquins"



"Fugindo dos monopolistas, caros e ineficientes bancões tupiniquins"

São Paulo, 29 de janeiro de 2018 (SEGUNDA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve cair, realizando lucros após acumular uma alta de 11,9% em JAN/18 e de 29,5% nos últimos 12 meses, influenciada pelo recuo das commodities, pelas “apostas” cada dia menores de aprovação da reforma da Previdência e pela cautela com a possibilidade de que Lula não seja preso e consiga ser candidato e (2) o DÓLAR pode subir, também em um “ajuste técnico” após recuar -4,8% no ano, acompanhando a esperada piora do “humor” na bolsa brasileira e a redução do fluxo positivo de recursos externos.

Sexta-feira, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 2,2%, novamente com ótimo volume de negócios (R$ 16bi) e batendo mais um recorde histórico, agora em 85.530pts, seguindo a valorização das commodities e o desempenho ascendente das principais bolsas mundiais e principalmente com os investidores ainda “eufóricos” com a possibilidade de prisão de Lula e de sua não participação na disputa presidencial deste ano e (2) o DÓLAR caiu -0,1% à R$ 3,13, para fechar a semana acumulando uma baixa de 2,0%, influenciado pelos mesmos motivos que impulsionaram a bolsa tupiniquim.

Também sexta-feira, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, sem uma tendência única, Japão -0,2%, realizando lucros pelo terceiro pregão seguido, desta vez com as exportadoras prejudicas pela valorização da moeda local (o iene) frente ao dólar e China 0,3%, impulsionada pelo avanço médio de 10,8% no lucro de grandes empresas industriais do país entre DEZ/16 e DEZ/17, (2) da EUROPA, Inglaterra 0,7%, França 0,9% e Alemanha 0,4%, estimuladas, principalmente, por resultados trimestrais satisfatórios de algumas companhias, que despertaram otimismo nos investidores e (3) dos EUA, mais uma vez nos maiores patamares da história, S&P 1,2%, DJ 0,8% e NASDAQ 1,3%, já que os investidores viram com bons olhos a perspectiva de que o crescimento do país apresentará aceleração neste ano.

Dando uma indicação de que, com Trump na presidência, o mercado do touro (com tendência altista) continuará a imperar nos EUA, na sexta-feira à tarde foi divulgado que o PIB norte-americano cresceu à taxa anualizada de 2,6% no quarto trimestre de 2017 e, com a aprovação da reforma tributária, a expectativa é que este número seja ainda maior em 2018.

Apesar de ressaltar, com toda razão, que colocará sempre seu país em primeiro lugar, Trump, afirmou, em seu aguardado discurso em Davos, que os EUA estão "abertos para os negócios" e reafirmou o interesse do país para parcerias com outras nações.

Superando levemente as “apostas do mercado”, que estavam em 0,40%, no quarto trimestre do ano passado o PIB do Reino Unido, já totalmente impactado pela saída do país da zona do euro, registrou crescimento de 0,5%.

Aumentando o otimismo na Europa, na Alemanha, após 4 meses das eleições gerais, a chanceler Angela Merkel e os líderes da União Cristã-Social (CSU) e do Partido Social-Democrata (SPD) iniciaram conversas formais para formar um governo de coalizão.

Tratando o assunto com a seriedade que ele merece, líderes das maiores economias mundiais já anunciaram que planejam discutir uma estrutura regulatória mundial para as criptomoedas na próxima conferência do G20, que ocorrerá em MAR/18.

Turbinada por fatores não recorrentes, como o Refins, por aumento de impostos, como o PIS/Cofins sobre os combustíveis, no ano passado a arrecadação federal teve alta de 0,59% na comparação com 2016 e somou R$ 1,34tri, o que representa o melhor resultado desde 2015.

Conforme já era de se esperar, em um país com educação financeira praticamente nula, segundo Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil que coordenou uma pesquisa feita pelo referido birô de crédito, o brasileiro não aprendeu nada com a crise dos últimos anos, já que no ano passado 8 em cada 10 consumidores não conseguiram fechar as contas do mês somente com o orçamento já que não mudam os comportamentos.

“Fugindo dos monopolistas, caros e ineficientes bancões tupiniquins”, cada dia mais os milionários brasileiros, principalmente agora que a taxa básica de juros está no menor patamar da história (7,0% ao ano), sentem a necessidade de ter uma gestão profissional, e isenta, para (1) rentabilizar e até preservar seu patrimônio, (2) gerenciar as contas, (3) pagar impostos e empregados e (4) fazer planejamento sucessório, tributário e jurídico.

Dando uma boa notícia para o mercado bursátil tupiniquim, no último trimestre do ano passado as 10 maiores companhias na listadas na B3 concentraram “apenas” 40% dos negócios realizados, o que representa o menor patamar desde o começo da série histórica, iniciada em 2002.

-    A LVMH, que é a holding que engloba as marcas de luxo Moët Chandon, Henessy e Louis Vuitton, disparou 4,9% na bolsa de Paris, após divulgar que sua receita subiu 13% no quarto trimestre de 2017, na comparação com o mesmo período de 2016.

Política:

Ontem, em uma entrevista “chapa branca” à Silvio Santos, que em nenhum momento falou de corrupção e no final ainda ganhou uma nota de R$ 50,00, o presidente Temer (1) voltou a defender a reforma da Previdência, ressaltando que sem ela o Brasil poderá chegar à situação da Grécia, (2) “garantiu” que não vai concorrer à reeleição e (3) afirmou que quer ser lembrado como o presidente que conseguiu fazer as reformas que o Brasil precisava.

Cansado de avisar que “o gato subiu no telhado’, Rodrigo Maia, presidente da Câmara, “avisou”, mais uma vez, que não colocará em votação a reforma da Previdência na semana do dia 19/FEV/18 se não houver votos para aprová-la e ressaltou que não considerara a possibilidade de votar esta proposta após as eleições de OUT/18.

A decisão da Caixa Econômica Federal de suspender temporariamente a concessão de empréstimos para Estados e municípios, anunciada na sexta-feira passada, afetará diretamente e negativamente as negociações pela reforma da Previdência.

Lotado de “petistas de toga”, o STF pode tirar Lula da cadeia, e também permitir sua candidatura à presidente, de 2 maneiras (1) dando-lhe um habeas corpus ou (2) revendo a possibilidade de prender os condenados em segundo grau.

Após dizer que confia que o STF, lotado de “petistas de toga”, não permitirá que Lula seja preso, Gleisi Hoffmann, canalha, corrupta e presidente do PT, (1) acusou os desembargadores do TRF-4 de combinarem votos e de condenarem o referido ex-presidente "sem provas e sem crime", (2) ressaltou que o país vive um processo de "ruptura constitucional" e (3) afirmou que é preciso haver "enfrentamento".

Dando um exemplo que deveria ser seguido por todos os brasileiros que tem o mínimo de caráter e vergonha na cara, os passageiros de um voo para Cuiabá hostilizaram e xingaram Gilmar Mendes, ministro do STF que se especializou em soltar corruptos, estupradores e bandidos.

Anunciada como “a delação do fim do mundo” por provocar uma limpeza no meio político do país, amanhã a colaboração da empreiteira Odebrecht completará 1 ano no STF sem nenhum político ter se tornado réu, nenhum preso e apenas um denunciado (1% do total investigado).

Uma brecha no artigo que trata da composição dos tribunais eleitorais alimenta articulação para que o ministro Luiz Fux estenda seu mandato no comando do TSE até OUT/18, comandando assim a eleição mais imprevisível desde 1989.

Líderes de partidos da esquerda (PT, PC do B, PDT, PSOL e até PSB) contrários à multiplicidade de candidaturas nesse campo defendem a fixação de um prazo para a definição de nome que os unifique e represente na corrida pelo Planalto e, sem Lula na disputa, o mais cotado é Ciro Gomes.

Crítica:

Confirmando que o objetivo do corrupto e acéfalo governo Dilma era “apenas” beneficiar empresas “amigas”, foi divulgado um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) que comprovou que a desoneração da folha de pagamentos, medida que foi implementada a partir de 2011 cujo propósito era influenciar o volume de empregos, foi totalmente ineficiente.

Se reinventando para continuar existindo, a Shell gastou mais de US$ 400mi em uma série de aquisições nas últimas semanas, de uma empresa de energia solar a pontos de recarga de carros elétricos, intensificando sua corrida para crescer além do negócio de petróleo e gás e reduzir suas emissões de carbono.

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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