R.B. 16/JAN/18 "Não existe ideologia e todos são comparsas na política tupiniquim"



"Não existe ideologia e todos são comparsas na política tupiniquim"

São Paulo, 16 de janeiro de 2018 (TERÇA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em alta, tentando alcançar os 80.000pts após fechar o pregão anterior no maior patamar da história (79.752pts), acompanhando o movimento ascendente das principais bolsas mundiais e influenciado pelas “apostas” de condenação de Lula em segunda instancia, o que “em tese” inviabilizaria sua candidatura presidencial e (2) o DÓLAR pode cair, tentando romper o “suporte” dos R$ 3,20, seguindo o esperado “humor” positivo da bolsa brasileira e também a trajetória internacional da moeda norte-americana.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 0,5%, com baixo volume para um dia de vencimento de opções (R$ 10,1bi), por conta do feriado em NY, e influenciada positivamente pela divulgação de dados positivos da economia brasileira e (2) o DÓLAR subiu 0,2% à R$ 3,21, recuperando as perdas da abertura, quando na mínima chegou a ser negociado abaixo de R$ 3,20, impulsionado por importadores que aproveitaram a queda recente da moeda para irem às compras.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, sem uma tendência única, Japão 0,3%, seguindo o novo avanço a níveis recordes dos mercados acionários de NY e China -0,5%, realizando lucros após 11 pregões seguidos de alta, em meio a preocupações com o recente aperto da liquidez financeira e após os últimos dados sobre empréstimos bancários, (2) da EUROPA, também com baixos volumes de negócios, Inglaterra -0,1%, França -0,1% e Alemanha -0,3%, realizando lucros recentes influenciadas negativamente pela liquidação da gigante britânica de construção Carillion, que afetou o setor bancário em Londres e nas demais praças e (3) dos EUA, S&P, DJ e NASDAQ permaneceram fechadas em razão do feriado de Martin Luther King.

Provavelmente se preparando para ser a próxima a rebaixar a “nota” do Brasil, ontem a agencia de classificação de risco Moody's advertiu que (1) a flexibilização da regra de ouro pelo governo brasileiro é negativa para o país e (2) o governo Temer fracassou em controlar os gastos obrigatórios.

Tentando passar a imagem de que também ajuda os pequenos, o BNDES anunciou que abrirá, em parceria com o Sebrae, uma linha de crédito de R$ 6bi para empresas enquadradas nas categorias de menor faturamento previstas por lei.

Cada dia um pouquinho mais otimista, o “mercado” elevou, desta vez de 2,69% para 2,70%, suas “apostas” para o crescimento do PIB brasileiro em 2018 e manteve em 3,95% suas previsões para a inflação deste ano, patamar abaixo do centro da meta (4,5%).

Superando as expectativas do “mercado”, nos 11 primeiros meses de 2017 o Índice de Atividade do BC, que é uma espécie de previa do PIB, acumulou alta de 0,97%, o que impulsionou os papéis de empresas dos setores de Varejo e Construção Civil na bolsa brasileira.

Como o dinheiro é pouco, o Tesouro Nacional brasileiro anunciou ontem que não cobrirá um buraco de R$ -18,3bi no caixa do Fundo de Amparo ao Trabalhador, que é responsável pelo pagamento de benefícios sociais como seguro-desemprego e abono salarial e agora a expectativa do Ministério do Planejamento é que a compensação seja feita pelo BNDES.

Reforçando sua presença no Brasil, a petrolífera francesa Total anunciou ontem que pagou US$ 1,9bi para comprar da Petrobrás fatias nas concessões de exploração de petróleo e gás das áreas de Lapa e Iara, ambas na Bacia de Santos.

-    O SoftBank subiu 3,1% na bolsa de Tóquio, após revelar planos de listar sua operadora móvel, numa oferta que pode chegar a cerca de US$ 18bi.
-   A construtora britânica Carillion despencou -28,9% na bolsa de Londres já que, colocando em risco 20 mil empregos diretos no Reino Unido, além de outros milhares de postos terceirizados, a empresa, que administra serviços públicos em prisões, hospitais e escolas, e é um dos principais agentes da construção de uma linha ferroviária de alta velocidade, anunciou que está em liquidação judicial por conta de uma dívida superior a 900 milhões de libras.

Política:

Como precisa dos votos do PTB para aprovar a reforma da Previdência e sabe que quanto mais elevada a esfera judicial maior é sua influência e consequentemente suas chances de vitória, o presidente Temer decidiu que vai recorrer ao STJ para tentar garantir a posse de Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho.

Deixando Serra, Alckmin, FHC e demais tucanos de SP com os nervos à flor da pele, os advogados da Odebrecht agora preparam mais de 30 acordos de cooperação com a justiça de SP para se livrar de processos por ter subornado políticos e agentes públicos para obter contratos do Metrô, da Dersa e da Prefeitura da maior cidade do país.

Mostrando que “não existe ideologia e todos são comparsas na política tupiniquim”, apesar de unidos na sustentação do governo Temer, o PTB, de Roberto Jefferson, prefere Alckmin como candidato à presidente, já o PR, de Valdemar Costa Neto, sonha com Lula na presidência do país, porém ambos não descartam apoiar Rodrigo Maia, do DEM.

“Noiva cobiçada” na disputa presidencial, já que provavelmente não terá candidato próprio e tem um tempo razoável na TV, o PSB consolida candidaturas estaduais em 9 dos principais colégios do país, com destaques para SP, onde disputará o governo do maior Estado do país com Márcio França, e para MG, onde seu candidato ao governo será Márcio Lacerda.

Crítica:

Provando que estão lá para defender interesses de vagabundos e não de trabalhadores, os sindicatos da Eletrobras entraram com ação popular em que pedem à Justiça que o governo federal seja impedido de contratar empresas para realizar estudos de avaliação necessários à privatização da referida estatal.

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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