R.B. 4/AGO/17 "Tungar R$ 3,5bi"



"Tungar R$ 3,5bi"

São Paulo, 4 de agosto de 2017 (SEXTA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, retomando sua trajetória de alta, acompanhando o movimento ascendente das principais bolsas mundiais e com os investidores amentando suas “apostas” de que o governo conseguirá aprovar a Reforma da previdência  e (2) o DÓLAR pode cair tentando testar o “suporte” dos R$ 3,10, seguindo a esperada melhora do “humor” na bolsa e influenciado pelo fluxo positivo de recursos externos.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -0,5%, reduzindo uma parte dos lucros acumulados no ano (-10,8%), influenciada pela “vitória minguada” de Temer, que ao que tudo indica terá enormes dificuldades para aprovar as reformas e para seguir governando, já que novas denúncias devem aparecer e votos dos deputados ficarão cada dia mais “caros” e (2) o DÓLAR caiu -0,2% à R$ 3,11, revertendo a trajetória de alta do final do pregão, seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana e com os investidores à espera do relatório de emprego nos EUA.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão -0,2% e China -0,4%, realizando lucros recentes, principalmente nas ações do setor de tecnologia, após o anúncio de que o BC retirou 20 bilhões de yuans líquidos do sistema bancário, (2) da EUROPA, sem uma tendência única, Inglaterra 0,8%, França 0,4% e Alemanha -0,2%, divididas entre a decisão de política monetária do BC inglês, que manteve os juros na mínima histórica (0,25% ao ano), e o anúncio de que o índice de gerentes de comparas da zona do euro caiu em JUL/17 para o menor nível em 6 meses e (3) dos EUA, também sem uma tendência única, S&P -0,2%, DJ 0,1% e NASDAQ -0,3%, influenciadas por balanços corporativos mistos, com as seguradoras, como a Prudential (-4,3%),  na ponta negativa e as empresas de consumo, como a Kellog (4,3%), do lado positivo.

Mostrando um “otimismo moderado”, ontem, em entrevista para a rádio Jovem Pan, Ilan Goldfajn, presidente do BC, afirmou que, (1) apensar de ainda estar “fraca”, a economia brasileira já está em processo de recuperação, (2) em 2018 o PIB vai crescer 2%, ou até mais e (3) a Reforma da Previdência é fundamental para o país conviver com juros mais baixos de forma sustentável.

Bastante preocupado com o rombo das contas públicas, Meirelles, ministro da Fazenda, afirmou que a reforma da Previdência deve ser votada na Câmara e no Senado até OUT/17 e ressaltou que a previsão é que a reforma tributária seja votada logo em seguida.

Com os tucanos “finalmente sem medo do tema”, ontem foi divulgado o edital de privatização da elétrica paulista Cesp, que prevê um preço de R$ 16,80 por ação e que trará cerca de R$ 1,95bi para os cofres do governo do Estado de SP.

Escancarando, pela enésima vez, a enorme insegurança jurídica do Brasil, um “juizinho” de Macaé, que fica no norte do RJ, suspendeu ontem o aumento de impostos sobre os combustíveis anunciado pelo governo no dia 20/JUL/17.

Mesmo com os cortes na taxa básica de juros, em JUL/17, após 2 meses seguidos de queda, o número de famílias endividadas na cidade de SP voltou a crescer, já que atualmente cerca de 50,6% dos lares paulistanos têm algum tipo de dívida, contra 49,7% em JUN/17 e 49,2% em JUL/16.

Bem abaixo do previsto inicialmente (R$ 12,7bi), segundo a Receita Federal a arrecadação com multas e impostos decorrente da segunda fase da repatriação de recursos ilegais no exterior foi de R$ 1,6bi, o equivalente a 3,4% da receita da primeira etapa do programa.

Apesar da operação Carne Fraca e dos questionamentos quanto à qualidade do produto tupiniquim, em JUL/17 as exportações brasileira de carne, cujos principais destinos foram Hong Kong, China e Egito, somaram US$ 540mi, o que representa um crescimento de 31% na comparação com JUN/16.

Com potencial para elevar os preços dos produtos e assim ajudar o setor agrícola brasileiro, a União Europeia entra na safra 2017/18, que vai de JUN/17 até JUN/18, em condições piores de produção e com estoques de 39,1 milhões de toneladas, o que representa o menor patamar em 3 anos.

Recuperando cada dia mais rápido a confiança do “mercado”, a Petrobrás anunciou a emissão de R$ 5bi em debêntures, retomando assim uma operação cancelada em 2015, no furacão da Operação Lava Jato e de rebaixamentos da classificação de risco do País.

Confirmando que a bolha imobiliária tupiniquim segue desinflando, em JUL/17 o preço médio de venda de imóveis residenciais no País recuou -14% em termo reais, quando é descontada a inflação, na comparação com JAN/15.

Política:

O placar da vitória de Temer na Câmara (263 X 227 votos) ficou aquém das estimativas mais otimistas, que previam perto de 300 votos a seu favor, mostrando uma enorme divisão da base governista, porem mesmo assim o Palácio do Planalto quer colocar em votação já no começo de SET/17 a Reforma da Previdência, que precisa do apoio de 2/3 da Congresso para ser aprovada.

Referendando as declarações de membros do governo, Rodrigo Maia, presidente da Câmara, “avisou” que pautará a votação da reforma da Previdência já no início de SET/17 e ressaltou que vai a retomar imediatamente as conversas com deputados e com setor privado sobre o tema.

Voltando atrás na decisão de reconduzir o picareta do Aécio ao cargo, o PSDB, depois de mais de 1 mês de indefinições, decidiu manter o senador Tasso Jereissati como presidente interino do partido e confirmar a sua convenção nacional, que deve ocorrer até o fim do ano.

Segundo a delação premiada do peemedebista Silval Barbosa, que é ex-governador de Mato Grosso, o atual ministro da Agricultura, Blairo “moto-serra” Maggi, que é do PP, participou da montagem de um esquema para liberar dinheiro de precatórios estaduais em troca do apoio de parlamentares do Estado.

Com a derrota do grupo que pregava o desembarque do governo Temer, capitaneado por Tasso Jereissati, a cúpula do PSDB vai interditar, ao menos neste momento, novos embates sobre o abandono de cargos.

Deputados que trabalham para encorpar o DEM pediram que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que também é democrata, acelere a tramitação da reforma política, cujo principal objetivo é “tungar R$ 3,5bi” dos pagadores de impostos e, assim, financiar campanhas eleitorais com dinheiro público.

Crítica:

Com o bloco finalmente se movimentando, o Brasil receberá neste final de semana os chanceleres do Mercosul para uma reunião, em SP, cujo o objetivo é discutir a situação da Venezuela e avaliar eventuais medidas a serem adotadas em relação ao referido país, governado pelo ditador Nicolás Maduro e que vive uma turbulência social, com protestos nas ruas, assassinatos de manifestantes e prisões de políticos de oposição ao governo.

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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