R.B. 12/NOV/15 "Vitória dos traficantes, dos sonegadores e de todos os corruptos do Brasil"


R.B.

"Vitória dos traficantes, dos sonegadores e de todos os corruptos do Brasil"

 

São Paulo, 12 de novembro de 2015 (QUINTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em alta, ampliando os ganhos registrados no mês (2,6%) e reduzindo a desvalorização acumulada no ano (-5,9%), dando sequencia ao rali de final de ano diante da valorização das commodities e da redução das tensões políticas no Brasil e (2) o DÓLAR pode cair, influenciado pela vergonhosa aprovação do projeto de repatriação de recursos não declarados no exterior, porem deve-se ressaltar que o patamar é muito interessante para compras, diante das "apostas" de alta de juros nos EUA até o final do ano.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 1,9%, acompanhando o viés positivo em bolsas externas, influenciada por ''rumores'' de que Henrique Meirelles, que é mais articulado politicamente, vai substituir Joaquim Levy no ministério da Fazenda e impulsionada pelo anúncio de que o PSDB vai negociar com o governo pontos do ajuste fiscal e (2) o DÓLAR -0,4% à R$ 3,76, para fechar em território negativo pelo segundo pregão consecutivo, influenciado pelos leilões de venda do BC e seguindo a melhora do "humor" na bolsa brasileira.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 0,1%, desta vez sustentada pela divulgação de bons resultados corporativos, como a exploradora de petróleo Inpex (4,2%) e China 0,3%, já que a divulgação de dados econômicos ruins, como a alta de 5,6% da produção industrial em OUT/15, menor do que o aumento esperado de 5,8%, elevou as ''apostas'' de que o governo local vai anunciar novas medias de estímulo, (2) da EUROPA, Inglaterra 0,4%, França 0,8% e Alemanha 0,7%, com os investidores se concentrando em uma onda de aquisições e de boas notícias corporativas, como a cervejaria InBev (2,2%) que anunciou o fechamento de um acordo formal para a compra da SABMiller (1,9%) e a farmacêutica alemã Bayer que subiu 1,3% após divulgar resultados melhores do que o esperado e (3) dos EUA, S&P, DJ e NASDAQ permaneceram fechadas por conta do feriado do Dia dos Veteranos.

 

Humilhando publicamente Dilma mesmo antes de assumir, contra a vontade dela, o ministério da Fazenda, Henrique Meirelles, ex-presidente do BC e "queridinho" de Lula, afirmou ontem que tem disposição em aceitar o cargo dependendo das "condições" de trabalho, como liberdade para definir a política econômica e toda sua equipe, inclusive o presidente do BC, porem ressaltou que, até o momento, não recebeu nenhum convite nem mesmo sondagem da presidenta, de quem aliás também admitiu que tem divergências sobre economia.

 

Para mostrar que faria as coisas de forma diferente, ontem, durante um evento da Confederação Nacional da Indústria, Henrique Meirelles criticou a proposta de retomada da CPMF, ressaltando que existem diversas formas de tributação que são mais produtivas para a economia, e também fez críticas com relação à atual carga tributária brasileira, o que obviamente foi bem recebido pelo público.

 

Batendo no ministro da Fazenda, obviamente à pedido de Lula, ontem, em um evento da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Neto, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, afirmou que Joaquim Levy precisa aumentar sua interlocução política, ressaltando que o Brasil precisa de alguém que mostre que o país tem uma política econômica suficiente e boa para poder criar desenvolvimento.

 

Com o setor cada dia mais concentrado, já que pagando bem o CADE aprova qualquer fusão e compra entre grandes empresas, o que obviamente prejudica o consumidor, o Brasil é o segundo país latino com maior inflação médica prevista para 2015, registrando uma alta de 17% na comparação com 2014 e ficando atrás apenas da Argentina (29%).

 

Dando mais uma amostra da burocracia e da ineficiência tupiniquim, que prejudica o desempenho econômico, Michael Evans, presidente da gigante de comercio on-line Alibabá, afirmou ontem que superar os problemas de infraestrutura e logística no Brasil é o grande desafio para as operações da empresa no país.

Política:

 

Representando uma "vitória dos traficantes, dos sonegadores e de todos os corruptos do Brasil", ontem a Câmara dos Deputados aprovou, por 230 votos a favor e 213 contra, o de lei que projeto que cria um programa para a regularização de recursos de origem lícita mantidos por brasileiros no exterior e não declarados à Receita, que é uma proposta que faz parte do pacote de ajuste fiscal do governo Dilma.

 

Complicando cada dia mais a situação do presidente da Câmara, documentos enviados pelas autoridades da Suíça à Procuradoria-Geral da República contrariam a versão do deputado Eduardo Cunha de que ele nunca movimentou o dinheiro depositado em uma de suas contas na Suíça por um lobista investigado na Operação Lava Jato.

 

Até pouquíssimo tempo atrás "amigos de infância" do presidente da Câmara, o PSDB e setores do PMDB já torcem pelo rápido afastamento de Eduardo Cunha para que o pedido de impeachment de Dilma possa ser conduzido por alguém que, nas palavras de integrantes dos dois grupos, não "desmoralize" o processo de deposição da petista.

 

Pressionado por setores do mercado financeiro e por parte de seu eleitorado, o PSDB, além de anunciar o rompimento com Eduardo Cunha, também vai "abrir uma janela de negociação" com o governo federal em torno de projetos considerados vitais pelo Planalto para evitar o aprofundamento da crise econômica.

 

Ampliando a censura no Brasil, ontem a presidenta Dilma sancionou o projeto de lei que regulamenta direito de resposta na imprensa, estabelecendo que empresas jornalísticas devem divulgar a resposta de pessoa ou empresa que se sentir ofendida de forma "gratuita e proporcional" ao conteúdo considerado ofensivo.

 

Comandado por raposas velhas da política, que agora tem também a companhia do "deputado de aluguel" Paulinho da Força, ontem o Conselho de Ética da Câmara, que fica protelando as investigações contra Eduardo Cunha, instaurou um processo de cassação de mandato do deputado Chico Alencar, líder do PSOL e um dos mais ativos adversários do referido presidente da Casa. 


Crítica:

 

Mostrando e provando, pela enésima vez, que só deveriam existir empresas e serviços públicos em setores onde a iniciativa privada não tem interesse, ontem a secretária de educação de Goiás, que é governada pelo tucano Marconi Perillo, formata desde o início deste ano um sistema que vai entregar a gestão de até 25% das cerca de mil escolas estaduais para Organizações Sociais já no ano que vem.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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