R.B. 30/OUT/14 ''Sinal de austeridade para o mercado''


R.B.

"Sinal de austeridade para o mercado"

 

São Paulo, 30 de outubro de 2014 (QUINTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, para recuperar uma parte da baixa acumulada no mês (-5, 7%) e no ano (-0,9%), acompanhando o desempenho positivo das demais bolsas mundiais e com o mercado interno avaliando positivamente a inesperada elevação da Selic e (2) o DÓLAR pode seguir em queda, influenciado pelo inesperado aumento da Selic, que torna mais atrativo ainda ''investimentos'' na ''apetitosa'' taxa real de juros da economia brasileira.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -2,5%, acompanhando as perdas das demais bolsas mundiais, enquanto aguarda a divulgação da nova equipe econômica de Dilma, com destaques de queda para as ações da Petrobrás (-6,7%) e da Vale (-5,2%), que tiveram suas ''notas'' reduzidas respectivamente pelos bancos Goldman e Credit Suisse e (2) o DÓLAR caiu -0,2% à R$ 2,47, em ainda um ''ajuste técnico'' após a forte alta causada pela vitória de Dilma nas eleições e aguardando o resultado da reunião do Copom.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 1,5% e China 1,5%, impulsionadas pela divulgação de bons resultados corporativos, como da Nomura (4,4%) e da Hitachi (3,9%), e por uma perspectiva mais positiva para a demanda doméstica chinesa, (2) da EUROPA, Inglaterra 0,8%, França 0,1% e Alemanha 0,2%, com poucos negócios e baixa volatilidade, enquanto os investidores aguardavam pela decisão de política monetária do Fed e (3) dos EUA, devolvendo os ganhos da abertura, S&P -0,1%, DJ -0,2% e NASDAQ -0,3%, depois de o comunicado divulgado pelo Fed (''BC'' local) ao fim de sua reunião de política monetária mostrar (a) mais otimismo quanto às condições do mercado de trabalho, (b) fim do programa de compra de bônus e (c) manutenção das taxas de juro nos níveis atuais ''excepcionalmente baixos''.

 

Para passar um ''sinal de austeridade para o mercado'' e ao mesmo tempo contrariando o discurso da campanha à reeleição de Dilma, ontem o BC brasileiro anunciou, surpreendendo uma boa parte do ''mercado'', a elevação da taxa básica de juros da economia de 11,00% para 11,25%, ressaltando que a intensificação dos ajustes de preços relativos na economia tornou o balanço de riscos para a inflação menos favorável.

 

Dando sequência ao ''pacote de maldades'' da reeleição de Dilma, ontem a Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou reajustes de 16% a até 14%, a serem aplicados a partir de 1º de novembro, nas tarifas da Amazonas Energia, Boa Vista Energia e Companhia Energética de Roraima, todas do grupo Eletrobrás.

 

Mostrando que a União realmente enfrenta sérias dificuldades para cumprir as metas fiscais estipuladas para o ano, em SET/14 a arrecadação de impostos e contribuições federais teve mais um resultado fraco, atingindo R$ 90,7bni e assim registrando uma alta (sem descontar a inflação) de apenas 0,9% em relação ao período correspondente de 2013.

 

Com o Estado buscando fontes de recursos entre os caloteiros, ontem (1) o Senado aprovou a medida provisória que reabre o prazo de adesão ao Refis e (2) a Fazenda Paulista notificou donos de 310.282 veículos com placas final 7 que apresentam débitos do IPVA dos exercícios de 2009 a 2014 e que totalizam R$ 246,2mi.

 

-    Desinflando a bolha, no primeiro semestre deste ano as vendas de imóveis usados em SP caíram -28,8% na comparação com o mesmo período de 2013 e os preços recuaram -10,3% na mesma base de comparação.

-    Otimistas, porém não tanto quando em 2013, os supermercados brasileiros esperam um crescimento de 14,1% de produtos típicos de fim de ano na comparação com o mesmo período em 2013.

 

-    A Usiminas caiu --8,1%, depois de anunciar balanço do terceiro trimestre, período no qual registrou prejuízo líquido consolidado de R$ -24,4mi, revertendo resultado positivo de R$ 114,6mi apurado no mesmo trimestre do ano passado.


Política:

 

Atuando como uma linha auxiliar do PT, apesar de se rotular como um partido de oposição, ontem o PSOL apresentou um projeto de lei que retoma pontos centrais do decreto da presidenta Dilma que foi derrubado no dia anterior por uma rebelião de partidos da base aliada na Câmara vinculando decisões governamentais de interesse social à opinião de conselhos e outras formas de participação popular.

 

''Valorizando seu passe'' para cobrar mais caro pelo seu apoio, Renan Calheiros, presidente do Senado, afirmou ontem que os senadores vão derrubar o decreto da presidenta Dilma que regulamenta o funcionamento dos conselhos populares, a exemplo do que ocorreu na Câmara.

 

Ontem o Senado aprovou a medida provisória desonera permanentemente a folha de pagamento de 56 setores já beneficiados atualmente e ainda amplia o beneficio para firmas de engenharia e de arquitetura e empresas de transporte de passageiros sob regime de afretamento.


Crítica:

 

A modelo María Belén Rodríguez entrou com uma ação na justiça argentina que pedia indenização do Google e do Yahoo por ter seu nome e imagem vinculados a páginas de oferta de sexo, porem a Suprema Corte do país entendeu que os buscadores não têm obrigação de vigiar o conteúdo dos sites que são indexados e que por isso não têm responsabilidade civil, ressaltando entretanto que a referida ''celebridade'' poderia pedir o "direito ao esquecimento", ou seja, que seu nome pare de aparecer em todos resultados, o que obviamente foi recusado pela ''hermana argentina''.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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