R.B. 1/SET/14 "Mais perdida do que cego em tiroteio"


R.B.

"Mais perdida do que cego em tiroteio"

 

São Paulo, 1 de setembro de 2014 (SEGUNDA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, com "boas chances" de fechar o ano acima dos 70.000pts, impulsionada delas "apostas" de que (l) Dilma vai perder as eleições, (ll) a taxa de juros nos EUA não vai subir no curto prazo e (lll) China e Europa devem divulgar novos pacotes de estímulo à economia e (2) o DÓLAR pode seguir em queda, agora com os R$ 2,25 como resistência, diante dos leilões de venda do BC e do aumento do fluxo positivo de recursos externos.

 

Sexta-feira, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 1,6%, para fechar o mês de AGO/14 acumulando uma valorização de 9,8%, o que representa o melhor desempenho mensal desde JAN/12, beneficiada principalmente pela redução substancial das chances de reeleição da presidenta Dilma e (2) o DÓLAR caiu –0,1% à R$ 2,24, para fechar o mês de AGO/14 acumulando uma baixa de -1,4%, diante do aumento do fluxo positivo de recursos externos e da redução das preocupações com um aumento antecipado dos juros norte-americanos.

 

Também sexta-feira, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, sem uma tendência única, Japão –0,5% e China 1,0%, divididas entre o aumento das tensões entre Ucrânia e Rússia e as expectativas de que o governo chinês faça reformas em estatais do setor de defesa do país, (2) da EUROPA, após um pregão marcado pela volatilidade, Inglaterra 0,2%, França 0,3% e Alemanha 0,1%, recuperando as perdas da abertura, causadas pelo clima de instabilidade geopolítica, diante da expectativa de que o BC Europeu adote novas medidas para impulsionar a economia da zona do euro e (3) dos EUA, acumulando no mês de AGO/14 os maiores ganhos desde FEV/14, S&P 0,3%, DJ 0,1% e NASDAQ 0,5%, com baixo volume de negócios, em razão do feriado desta segunda-feira, e impulsionadas pela divulgação de bons resultados corporativos, como da Avango Technologies (7,5%).

 

"Mais perdida do que cego em tiroteio", a presidenta classificou como "momentâneo" o desempenho negativo da economia no segundo trimestre de 2014 (-0,6%), atribuindo o resultado a fatores como Copa do Mundo e queda no preço de commodities e garantindo que o segundo semestre do ano será espetacular.

 

Indicando que acredita na mudança de governo, a agencia de classificação de risco Fitch Ratings ressaltou, em um relatório divulgado na sexta-feira passada, que a capacidade das autoridades brasileiras de combater os desequilíbrios econômicos e fiscais do país será crucial para a avaliação do rating soberano brasileiro.

 

Já nomeado para ser ministro da Fazenda de um eventual governo de Aécio Neves, e segundo "rumores" também de Marina Silva, o economista Armínio Fraga afirmou que (1) a política de aumento real do salário mínimo continua, (2) o Brasil tem que mostrar um crescimento da produtividade, (3) atualmente o país está voando no escuro, em um ambiente de um populismo exacerbado, (4) o BNDES do governo Dilma escolhe alguns privilegiados que recebem crédito e a maioria não recebe e (5) é preciso fazer uma reforma tributária que desonere a exportação, o investimento, simplifique o sistema.

 

Como a equipe econômica de Dilma é muito ruim, as contas do setor público registraram déficit  de R$-4,7bi em JUL/14, o que representou o primeiro resultado negativo para meses de julho das estatísticas do BC, que começaram em DEZ/01.

 

No segundo trimestre deste ano, diante da menor confiança de empresários, do fraco ritmo do consumo, do crédito restrito e dos juros altos, os investimentos recuaram –5,3% na comparação com o primeiro trimestre, o que representa o maior tombo desde o primeiro trimestre de 2009, período em que o país vivia o pico da crise global iniciada em 2008.

 

Concentrando seus esforços diplomáticos em países como Cuba, Rússia e Argentina, segundo um levantamento feito com dados oficiais, o esforço do governo brasileiro para promover as empresas brasileiras no exterior foi bem menor na Presidência de Dilma do que sob Lula.

 

Segundo Armando Castelar, coordenador de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia, o desempenho vergonhoso do PIB brasileiro no primeiro semestre foi causado pelas "barbeiragens" da política econômica da presidenta Dilma e não pela crise mundial e pela Copa do Mundo, conforme argumentos do governo.

 

Segundo a avaliação de 9,9 entre 10 economistas e empresários participantes do Fórum de Exportação, quem está roubando mercado do Brasil no exterior é a perda de eficiência na produção doméstica, e não os culpados citados sempre, como China e outros concorrentes, já que produzir no Brasil está cada dia mais caro, em razão de custos crescentes com mão de obra, burocracia estatal, altos impostos e dificuldades logísticas.

 

Como nada pode subir para sempre, a acentuada inflação nos preços dos imóveis novos e usados deixa de ser realidade na cidade de SP, já que nos 7 primeiros meses deste ano o metro quadrado dos lançamentos avançou apenas 2,31%, contra uma alta de 3,76% da inflação oficial do IPCA no mesmo período.

 

-    A Vale caiu –0,6%, recuperando perdas recentes e também beneficiada pela noticia de que, diante do baixo preço do minério de ferro, a empresa encontrou uma fonte de receita adicional na sucata e nos resíduos, que antes só geravam despesa com depósitos ou com transporte até aterros sanitários.


Política:
 
-    Confirmando que "a onda é uma tsunami", segundo a última pesquisa divulgada, Marina subiu de 21% para 34%, Dilma caiu de 36% para 34% e Aécio caiu de 20% para 15%.

-    Hoje, no SBT, ocorrerá o segundo debate entre os candidatos à presidente e certamente Marina Silva será o principal foco do ataque de Dilma e de Aécio.

 

Agradando os empresários e o mercado, o programe de governo de Marina Silva (1) se compromete a dar independência e a estabelecer um mandato fixo para presidente do BC, (2) promete criar o Conselho de Responsabilidade Fiscal, independente e sem vinculação a nenhuma instância de governo e (3) garante a ampliação do Bolsa Família para mais 10 milhões de famílias.

 

Já ciente de que as chances de vitória de seu candidato Aécio Neves são remotas, o ex-presidente FHC, admitindo que as últimas pesquisas de intenção de voto mostram "uma inegável tendência de crescimento" da candidata Marina Silva, indicou que o PSDB deve apoiar a candidata do PSB em um eventual segundo turno.

 

Atacando sua principal adversária, a presidenta Dilma criticou a ausência de prioridade à exploração do petróleo do pré-sal no programa de governo da presidenciável Marina Silva, que por sua vez fala em "realinhamento" da política energética para priorizar "fontes renováveis e sustentáveis".


Crítica:

 

Desenvolvendo uma ideia sustentável e inovadora, a divisão experimental do Google na Austrália vem discretamente testando um serviço de entregas por aeronaves de pilotagem remota, camadas de drones, como parte de sua corrida contra a Amazon para colocar esse tipo de veículo em uso comercial.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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