R.B. 13/FEV/14 ‘’O que pode, o que não precisa e o que não deve’’


R.B.

"O que pode, o que não precisa e o que não deve"

 

São Paulo, 13 de fevereiro de 2014 (QUINTA-FEIRA).


Mercados:

 

HOJE

-    A BOVESPA deve cair, ''tentando o suporte'' dos 48.000pts e acompanhando as perdas das demais bolsas mundiais, também já pressionada pela aproximação do vencimento de opções, porem é importante ressaltar que o patamar atual é atraente para investimentos de médio e longo prazo.

-    O DÓLAR pode subir, acompanhando o movimento internacional da moeda norte-americana e também pressionado pela esperada piora do ''humor'' na Bovespa, porem deve-se ressaltar que, para evitar maiores pressões inflacionárias, o BC seguirá atuando na ponta vendedora.

 

ONTEM

-    BOVESPA –0,5%, abriu em alta, para na maxima avançar 0,4%, porem foi perdendo ''forças'' ao longo do pregão e fechou em queda, com baixo volume de negócios (R$ 5,5bi) para um dia de vencimento de opções sobre o Ibovespa e prejudicada pelos ''temores'' de que a meta de superávit primário deste ano seja ainda menor do que preveem os especialistas em razão dos problemas de energia e seca.

-    DÓLAR 0,8% à R$ 2,42, abriu em queda, para na mínima recuar –0,2%, porem passou a subir na parte da tarde, acompanhando a piora do ''humor'' na Bovespa e também influenciado negativamente pela divulgação de um relatório do Fed (''BC'' dos EUA) apontando o Brasil como o segundo país emergente mais vulnerável.

-    Na ÁSIA, acompanhando o fechamento positivo das bolsas de NY no dia anterior, JAPÃO %, com destaques de alta para as ações de exportadoras, como Tokyo Electron (4,6%) e a Honda Motor (3,3%) e CHINA 0,3%, a quarta alta consecutiva, desta vez beneficiada pelo anuncio de um resultado mais forte que o esperado do saldo comercial do país, cujas exportações subiram 10,6% em JAN/14 frente ao mesmo período do ano passado.

-    Na EUROPA, acompanhando a abertura positiva das bolsas de NY, INGLATERRA 0,1%, FRANÇA 0,5% e ALEMANHA 0,6%, diante de um clima otimista gerado por balanços corporativos bons, como dos bancos ING Groep (3,6%) e Société Générale (4,7%), e dados fortes sobre a balança comercial da China.

-    Nos EUA, com poucos negócios, revertendo uma abertura positiva e sem uma tendência única, S&P –0,1%, DJ –0,2% e NASDAQ 0,2%, com o DJ realizando lucros após ter fechado em alta nas 4 sessões anteriores e com destaque de queda para as ações da Amazon (-3,5%), após rebaixamento de sua ''nota'' de recomendação pelo UBS.


Economia:

 

Certamente afugentando ainda mais os investidores externos, a necessidade de elevar a previsão de gastos com o setor de energia elétrica, afetado por um período de seca atípico neste início de ano, deve inviabilizar a fixação da meta de superávit primário, que é a economia de gastos para pagamento da dívida pública, em 2% do PIB em 2014 e a tendência, segundo assessores presidenciais, é fixar uma nova meta entre 1,8% e 1,9% do PIB.

 

Como os empresários não tem estímulos e nem confiança para investir no Brasil, o governo Dilma, fazendo ''o que pode, o que não precisa e o que não deve'' para segurar o crescimento da economia brasileira, determinou no ano passado que as estatais tupiniquins investissem R$ 113,5bi, o que é o maior valor já registrado desde o início da série histórica, em 2000, e representa um crescimento de 15,9% ante o recorde anterior auferido em 2012.

 

Ontem, diante de uma plateia de investidores norte-americanos e de empresários brasileiro, o ex-presidente Lula, como se fosse um ''garoto propaganda'', tentou convencer os ''gringos'' de que não é preciso ter medo de colocar dinheiro no Brasil, justamente 1 dia depois do FED (''BC'' dos EUA) ter colocado a economia brasileira como a segunda mais frágil  e vulnerável a choques externos.

 

Apesar do governo Dilma seguir garantindo que a situação está controlada e que não vai faltar nem água e nem energia elétrica, como as chuvas estão muito abaixo da média histórica, a vazão dos rios que alimentam os reservatórios das usinas da regiões Sudeste e Centro-Oeste está -53,4% abaixo do normal e assim atingiu o menor patamar da história.

 

O documento que do BC dos EUA que colocou o Brasil como o segundo país emergente com a economia mais vulnerável a choques externos, ficando atrás apenas na Turquia, causou desdém da equipe econômica de Dilma, que ressaltou que o período avaliado pela autoridade monetária norte-americana é muito restrito e que o corte de estímulos à economia dos EUA não terá impacto significativo na economia brasileira.

 

Acreditando, de forma ''no mínimo inocente'', que para resolver os problemas do Brasil é só dar uma ordem e fazer cara feia, o governo Dilma determinou que quer, até no máximo JUN/14, reduzir de 150 para 5 dias o prazo para a abertura de uma empresa no país.

 

-    A Natura caiu –1,1%, porem após o fechamento do pregão a empresa anunciou que no quarto trimestre de 2013 seu lucro líquido foi 8,7% maior que no mesmo período de 2012.


Política:

 

99% fora da disputa pela presidência do Brasil este ano, já que os tucanos preferiram lançar Aécio Neves, o ex-governador de SP José Serra ''avisou'' que pode atender às demandas da cúpula nacional do seu partido, o PSDB, e se lançar candidato à uma vaga na Câmara dos Deputados, o que segundo previsões do partido angariaria mais de um milhão de votos, o que por sua vez representa no mínimo quatro deputados com um coeficiente eleitoral de 300 mil votos por deputado.

 

Mostrando, ou ao menos tentando mostrar, que o PT perdeu o controle do MST, ontem um protesto com mais de 20 mil integrantes do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem-Terra complicou o trânsito na Região Central de Brasília, levou caos à Praça dos Três Poderes e terminou com saldo de 33 feridos, sendo que 30 destes feridos são policiais militares.

 

Ontem, cerca de 6 meses depois da desgastante sessão em que absolveu, pelo voto secreto, o deputado presidiário Natan Donadon, a Câmara estreou a nova regra do voto aberto com o plenário cheio e, desta vez, aprovou sua cassação por 467 votos, 210 a mais do que o necessário.

 

Como nenhum empresário sério e competente aceitou assumir esta ''bomba'', ontem Mauro Borges, o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, foi convidado pela presidenta Dilma para a assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no lugar de Fernando Pimentel, que deixará o cargo para se candidatar, pelo PT, ao governo de MG.


Crítica:

 

Usando a mesma retorica de governos populistas como o do Brasil e o da Venezuela, ontem Cristina Kirchner, a presidenta da Argentina, usou a cadeia Nacional de Rádio e TV para acusar o mercado financeiro e a mídia de quererem acabar com seu governo após a desvalorização do peso no fim do mês passado.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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