R.B. 22/NOV/13 ‘’De bom tamanho’’


R.B.

"De bom tamanho"

 

São Paulo, 22 de novembro de 2013 (SEXTA-FEIRA).


Mercados:

 

HOJE

-    A BOVESPA deve subir, acompanhando a melhora do ''humor'' nas demais bolsas mundiais para recuperar as perdas acumuladas no pregão anterior e também tentar recomeçar o ''rally'' de final de ano, diante da divulgação de boas noticias corporativas.

-    O DÓLAR pode cair, em um ''ajuste técnico'' após a forte alta do pregão anterior, acompanhando a esperada melhora do ''humor'' na Bovespa, seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana e também influenciado pelo fluxo positivo de recursos externos.

 

ONTEM

-    BOVESPA –0,6%, já abriu em queda, para na mínima recuar –1,6%, e manteve-se em território negativo ao longo de todo pregão, prejudicada pela divulgação de dados piores do que o esperado da economia chinesa e também por decisões do governo Dilma, como adiar a reunião para definição do reajuste dos combustíveis e aprovar um projeto de lei que desobriga a União de cobrir na conta do superávit primário as parcelas de responsabilidade dos Estados e municípios que deixarem de economizar para pagar os juros da dívida.

-    DÓLAR 1,7% à R$ 2,30, já abriu em alta e manteve a trajetória ascendente ao longo de todo pregão, acompanhando os mesmos motivos que levaram à piora do ''humor'' na Bovespa e também seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana.

-    Na ÁSIA, devolvendo os ganhos do pregão anterior e realizando lucros recentes, JAPÃO –1,9%, CORÉIA –1,2% e CHINA –0,5%, diante da divulgação de que o Índice de Gerentes de Compras do setor manufatureiro da China mostrou ligeira piora nas condições de negócios em NOV/13 e dos ''temores'' de redução dos estímulos monetários nos EUA.

-    Na EUROPA, sem um tendência única, INGLATERRA 0,1%, FRANÇA –0,3% e ALEMANHA –0,1%, reagindo de forma diferente a diferentes fatores, como a fraqueza dos índices de atividade industrial da zona do euro e as declarações mais otimistas de Mario Draghi, presidente do BC Europeu.

-    Nos EUA, recuperando as perdas da abertura para fecharem em alta, S&P 0,8%, DJ 0,7% e NASDAQ 1,2%, com o DJ fechando acima dos 16.000pts pela primeira vez na história, após dados econômicos sinalizarem uma melhora gradual no mercado de trabalho e uma inflação contida.


Economia:

 

Apesar de Dilma ter crescido nas pesquisas de intenção de voto para presidente, inclusive com boas chances de se reeleger no primeiro turno, segundo uma pesquisa divulgada ontem pela Bloomberg 51% os investidores estão pessimistas sobre as políticas do governo brasileiro, o que representa o maior patamar desde que a referida presidenta assumiu, em JAN/11, quando aliás apenas 22% dos investidores estavam pessimistas.

 

Mesmo com mais gastos, metas descumpridas e ''truques'' de contabilidade, que agora se somam ao ''temor'' de que a Fazenda perdeu capacidade de prever e coordenar receitas e despesas, a presidenta Dilma afirmou nas redes sociais que considera que o controle fiscal está ''de bom tamanho'' e também ressaltou que apenas seis economias do G-20 (Arábia, Itália, Brasil, Turquia, Alemanha e Coreia do Sul) terão superávit primário em 2013.

 

Conforme amplamente esperado, ontem o Comitê Bancário do Senado dos EUA aprovou a indicação de Janet Yellen para comandar o Fed (''BC'' dos EUA) e agora os investidores de todo o mundo aguardam atentamente indicações sobre quando, e quanto, o Fed vai começar a reduzir seu ritmo de compra de títulos, atualmente em US$ 85bi ao mês.

 

Dando 2 sinais positivos da economia brasileira, em OUT/13 (1) foram criados 94,9 mil postos de trabalho formais no país, o que representa uma alta de 41,6% ante OUT/12 e (2) a taxa de desemprego ficou em 5,2%, abaixo dos 5,4% de SET/13 e no menor patamar registrado neste ano.

 

Podendo ajudar a economia brasileira, segundo Jan Du Plessis, presidente da mineradora Rio Tinto, a nova agenda política chinesa proposta pela última reunião do Comitê Central do Partido Comunista Chinês vai incentivar uma demanda robusta por commodities nos próximos anos.


Política:

 

Infelizmente com uma boa dose de razão, Michel Temer, vice-presidente de Dilma, afirmou ontem que acredita que o julgamento do mensalão e a condenação dos envolvidos será tema da campanha de 2014 sem, no entanto, interferir nos resultados eleitorais.

 

A denúncia feita pelo ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer sobre caixa 2 durante os governos tucanos de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra envolve os nomes de políticos do PSDB, do DEM, do PPS, do PTB, do PSB e do PMDB.

 

Receosos de serem afetados com possível corte dos supersalários por parte da Câmara dos Deputados, ministros do Tribunal de Contas da União, que deveriam fiscalizar os gastos dos políticos, procuraram ontem integrantes da cúpula da Casa para discutir o tema.


Crítica:

 

Segundo um alerta divulgado ontem pela França, a República Centro-Africana está "à beira do genocídio", porem mesmo assim como neste país não existe petróleo ou algum recurso que interessa aos EUA, a ONU ainda não concedeu ao governo francês e à União Africana permissão para intervir.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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