R.B. 4/OUT/13 ‘’Em nome da coerência de seu discurso’’


R.B.

"Em nome da coerência de seu discurso"

 

São Paulo, 4 de outubro de 2013 (SEXTA-FEIRA).


Mercados:

 

HOJE

-    A BOVESPA deve cair, desta vez prejudicada pela redução da ''nota'' da Petrobrás, porem deve-se ressaltar que o patamar deve ficar interessante para compras, pois no Brasil a candidatura de Aécio Neves, que tem a preferencia do ''mercado'', deve ganhar força com a saída de Marina Silva da disputa presidencial.

-    O DÓLAR pode subir, acompanhando a provável piora do ''humor'' na Bovespa, porem a trajetória de médio e longo prazo será de queda caso se confirme o fortalecimento da candidatura de Aécio Neves com a saída de Marina Sila da disputa pela presidência do Brasil em 2014.

 

ONTEM

-    BOVESPA –1,1%, abriu em alta, para na máxima avançar 0,4%, porem passou a cair ainda na parte da manhã, acompanhando o ''mau humor'' externo diante da paralisação do governo norte-americano e também afetada negativamente pelo rebaixamento da perspectiva da agencia de classificação de risco Moody's para a ''nota'' do Brasil.

-    DÓLAR –0,1% à R$ 2,20 abriu em alta, para na máxima avançar 0,3%, porem inverteu a tendência ainda na parte da manhã e fechou em leve queda, acompanhando o aumento do fluxo positivo de recursos e influenciado pelos leilões de venda do BC.

-    Na ÁSIA, apesar da divulgação do melhor resultado em 6 meses para o PMI oficial de serviços da Chinas, JAPÃO –0,1%, com pouca volatilidade, baixo volume de negócios e aguardando os desdobramentos da paralização do governo norte-americano, já CORÉIA e CHINA permaneceram fechadas devido a feriado local.

-    Na EUROPA, em queda pelo segundo pregão consecutivo, INGLATERRA –0,4%, FRANÇA –0,7% e ALEMANHA –0,4%, com os investidores cautelosos e analisando o fechamento de setores do governo dos EUA e também influenciadas negativamente pelo PMI de serviços da Espanha e da Alemanha que se contraíram em SET/13 ante AGO/13.

-    Nos EUA, diante da a falta de indícios de que a paralisação parcial do governo do país possa ser revertida em breve, S&P –0,9%, DJ –0,9% e NASDAQ –1,1%, também prejudicadas pela divulgação de um dado fraco do setor de serviços norte-americano.


Economia:

 

Trabalhando apenas na retórica, Alexandre Tombini, presidente do BC, ''garantiu'', desta vez em uma palestra para investidores em Londres, que no terceiro trimestre deste ano a economia brasileira terá um desempenho mais favorável do que esperado pelo ''mercado'' e que a inflação está recuando em direção ao centro da meta.

 

Segundo Julio Hegedus, economista-chefe da Lopes Filho, é natural que a Moody's tenha rebaixado a sua perspectiva para a ''nota'' do Brasil, pois no país o crescimento está fraco, a inflação segue elevada, as medidas do governo não têm se mostrado eficazes e a questão fiscal está ruim.

 

Cada dia mais critico ao governo Dilma, Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda, afirmou que a decisão da Moody's de reduzir a perspectiva do Brasil de positiva para neutra foi motivada basicamente por insegurança quanto à trajetória da dívida bruta no longo prazo, ressaltando que o que mais prejudica é a falta de ações do governo para combater o crônico déficit da Previdência Social.

 

Ressaltando que Brasil voltou a ser um país "frágil" por causa do expressivo déficit em conta-corrente, José Roberto Mendonça de Barros, que é um dos economistas mais conectados com o dia a dia das empresas, lembrou ontem a frase do ex-ministro Mario Henrique Simonsen, que afirmava que "a inflação incomoda, mas o câmbio mata".

 

Ajudando os brasileiros a realizarem o ''sonho da casa própria'', a Caixa Econômica Federal concedeu R$ 100,1bi em crédito imobiliário nos 9 primeiros meses deste ano, o que representa uma alta de 35,4% sobre igual período de 2012 e já corresponde a 94% do total do crédito imobiliário executado pela instituição em todo ano passado.

 

Segundo ex-diretores da Petrobras, representantes de entidades do setor de petróleo e a diretoria da Coppe/UFRJ, que se reuniram ontem no RJ para comemorar os 60 anos da petrolífera brasileira, o campo de Libra, na bacia de Santos, deveria ser explorado apenas pela Petrobrás, pois é a maior descoberta do país.

 

-    A Oi caiu –13,3%, já que a agência de classificação de risco Standard & Poor's colocou sua ''nota'' para a empresa em observação negativa depois da fusão anunciada entre a empresa brasileira e a Portugal Telecom.

-    A Petrobrás caiu –1,6% e ontem, após o fechamento do pregão, a agência de classificação de risco Moody's rebaixou sua ''nota'' para a empresa citando preocupações com a alta alavancagem financeira e o fluxo de caixa negativo da estatal.


Política:

 

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral de impedir a criação do partido Rede Sustentabilidade ajuda principalmente a reeleição presidenta Dilma, pois ao polarizar as eleições com o tucano Aécio Neves o PT é beneficiado por comparações entre o governo FHC e o seu governo.

 

-    Contrariando os prognósticos dos ''especialistas'' é bem provável que Marina Silva, ''em nome da coerência de seu discurso'', não se filie a outro partido apenas para se candidatar à presidência do Brasil no próximo ano.

-    Com o objetivo de atrair os eleitores da oposição, Aécio Neves, senador e presidente nacional do PSDB, afirmou que houve "truculência do PT" para impedir a criação da Rede Sustentabilidade, o que aliás é uma séria acusação.

-    Usando verbas publicas para fazer campanha política pela sua reeleição, a presidenta Dilma lançou uma ofensiva para apresentar na TV vídeos regionais com propagandas específicas das ações do seu governo em cada Estado do Brasil.

-    Ressaltando que há uma crise política no Estado, Eduardo Campos, governador de Pernambuco e pré-candidato do PSB à Presidência da República, disse que o partido busca independência ao deixar o governo Sérgio Cabral, no RJ.


Crítica:

 

Sem investimentos e como as instituições de ensino federais, estaduais e municipais são repartições públicas onde a estabilidade no emprego está garantida independentemente do desempenho, a USP (Universidade de São Paulo) acaba de perder pelo menos 68 colocações no principal ranking universitário internacional.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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