R.B. 11/JUL/13 ‘'Greve geral chapa branca’’


R.B.

"Greve geral chapa branca"

 

São Paulo, 11 de julho de 2013 (QUINTA-FEIRA).


Mercados:

 

HOJE

-    A BOVESPA pode voltar a subir, tentando dar sequencia ao movimento de recuperação iniciado no pregão de ontem, porem com baixo volume de negócios devido a ''greve geral chapa branca'' que deve paralisar as principais cidades e estradas brasileiras.

-    O DÓLAR deve cair, realizando lucros após fechar o pregão anterior no maior patamar desde 1/ABR/09, seguindo a provável melhora do ''humor'' na Bovespa e influenciado pelo provável aumento do fluxo de recursos externos para ''investimentos'' na taxa real de juros da economia brasileira, que com o aumento de 0,5% da Selic agora está em 2,5% ao ano.

 

ONTEM

-    BOVESPA %, já abriu em alta e, tentando iniciar um movimento de recuperação, manteve a trajetória ascendente ao longo de todo pregão, também refletindo um ajuste ao avanço dos índices de ações no exterior durante o feriado em SP.

-    DÓLAR 0,7% à R$ 2,28, já abriu em alta e, mesmo com a melhora do ''humor'' na Bovespa, manteve a trajetória ascendente ao longo de ''quase'' todo pregão, acompanhando a valorização internacional da moeda norte-americana e influenciado pela fraca atuação do BC na ponta vendedora.

-    Na ÁSIA, em mias um dia de fortes ganhos, JAPÃO 0,4%, CORÉIA 0,5% e CHINA 2,8%, desta vez beneficiadas pelos ''rumores'' de que o BC da China pode adotar um maior afrouxamento monetário para impulsionar o crescimento em resposta à queda nas exportações do país, que por sua vez recuaram -3,1% em JUN/13 ante JUN/12.

-    Na EUROPA, recuperando ''quase'' todas as perdas registradas na abertura, INGLATERRA -0,1%, FRANÇA –0,1% e ALEMANHA –0,1%, com destaques de alta para as ações da marca de luxo Burberry (4,8%), que anunciou uma alta de 18% na receita das vendas no varejo no primeiro trimestre, porem com baixo volume de negócios, o que reflete a relutância de investidores em se envolver demais nos mercados conforme aguardam por uma nova indicação sobre os planos de política monetária do FED (''BC'' dos EUA).

-    Nos EUA, sem uma tendência única e em uma ''parada técnica'' após uma sequencia de 4 pregões consecutivos de alta, S&P 0,1%, DJ –0,1% e NASDAQ 0,5%, com os investidores tentando avaliar quando o FED (''BC'' local) irá desacelerar sua política de estímulos econômicos.


Economia:

 

Ontem, após o fechamento do pregão e conforme esperado pelo ''mercado'', o Copom elevou a Selic em 0,5%, de 8,0% para 8,5% ao ano, ressaltando que a decisão foi unanime e que ela contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano, o que pode ser interpretado como um sinal de que, após 3 altas consecutivas, a taxa básica de juros da economia brasileira deve parar de subir.

 

Reduzindo os ''temores do mercado'', ontem o FED (''BC'' dos EUA) indicou que já é consenso entre seus membros que, antes de começar a reduzir suas medidas de estímulo econômico, o mercado de trabalho deve dar sinais claros de que a recuperação do emprego no país está sólida.

 

Ontem, logo após o anuncio de elevação de 0,5% da Selic, duas entidades ligadas ao comércio varejista reduziram, de 5,0% pra 4,5%, suas previsões de crescimento das vendas do varejo este ano e ressaltaram que a política de aumento dos juros básicos sem contenção de gastos públicos está diminuindo os patamares de crescimento do país.

 

Dando 2 noticias positivas da economia brasileira, (1) no primeiro semestre deste ano o número de consumidores com parcelas de dívidas atrasadas caiu -2,4% na comparação com o mesmo período de 2012 e (2) o IPC da primeira quadrissemana de JUL/13 ficou em 0,16%, metade o resultado auferido no final de JUN/13 (0,32%).

 

Segundo um levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, com o juro básico da economia brasileira em 8,5% ao ano, a poupança continua mais atraente que a maioria dos fundos de renda fixa considerando o ganho líquido mensal, que desconta taxas cobradas e impostos.

 

-    A OGX subiu 13,5%, diante de ''rumores'' de que o grupo EBX reestruturou seu acordo com o Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi, reduzindo a dívida da petroleira com o investidor.

-    A Copel subiu 7,8%, após a Aneel anunciar que aprovou que a companhia efetue um reajuste imediato de 9,55% na tarifa cobrada pelos seu serviço.


Política:

 

Por conta de uma disputa interna do PT, apesar da ''urgência'' que a presidenta Dilma colocou no projeto, o grupo criado para elaborar uma reforma política nem sequer foi instalado pela Câmara e os partidos que rejeitaram a proposta de plebiscito já sinalizam não haver entendimento possível para mudanças na legislação sobre os dois principais pontos (sistema de votação e financiamento de campanhas).

 

Em um fato inexplicável, hoje, convocadas por Lula, as centrais sindicais do país iniciaram uma ''greve geral chapa branca'', que provavelmente não terá apoio popular e que, por ordem dos dirigentes sindicais, não fará criticas ao governo da presidenta Dilma.

 

Caminhando na direção da democracia participativa, ontem, por 55 votos a favor e nenhum contrário, o plenário do Senado aprovou, em segundo turno, uma proposta de emenda à Constituição que reduz para a metade o número de adesões de eleitores necessárias à apresentação de um projeto de lei de iniciativa popular (de 1,4 milhão para cerca de 700 mil pessoas), abrindo também a possibilidade de se coletar assinaturas pela internet.

 

Para tentar diminuir o déficit habitacional, a senadora tucana Lúcia Vânia criou um projeto de lei, aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado ontem, que prevê que as despesas com aluguel ou financiamento da casa própria de até R$ 20 mil por ano sejam deduzidas do Imposto de Renda.


Crítica:

 

Inovando no caminho da sustentabilidade, ontem a BMW divulgou detalhes do i3, seu primeiro compacto elétrico, que é construído em alumínio e plástico reforçado com fibra de carbono, pesa 1195 kg, acelera de zero a 100 km/h em 7,2s, tem velocidade máxima está limitada a 150 km/h e usa uma bateria de íon-lítio que tem garantia de 8 anos ou 100 mil quilômetros.

 

Mais uma vez desenhando das leis e da ordem publica, bandidos que se dizem índios bloquearam novamente a Estrada de Ferro Carajás, que é a única rota para o escoamento do minério de ferro da principal mina da Vale, pedindo melhorias nas condições de saúde e educação na região, algo que seria impensável caso estes criminosos fossem realmente índios.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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