R.B. 29/MAI/13 ‘’Cutucando com cuidado’’


R.B.

"Cutucando com cuidado"

 

São Paulo, 29 de maio de 2013 (QUARTA-FEIRA).


Mercados:

 

HOJE

-    A BOVESPA pode subir, recuperando as perdas do pregão anterior, acompanhando a valorização das commodities nos mercados internacionais e também atenta ao crescimento do PIB brasileiro no primeiro trimestre, que será divulgado na parte da manhã, e a reunião do Copom, que após o fechamento do pregão deve anunciar um aumento de 0,25% na Selic.

-    O DÓLAR deve cair, devolvendo parte da forte alta registrada no pregão anterior, diante da avaliação de que a provável elevação da Selic tornará mais atrativa a taxa real de juros da economia brasileira e atrairá mais recursos externos.

 

ONTEM

-    BOVESPA –0,6%, abriu em alta, para logo atingir a máxima avançando 1,1%, porem foi perdendo ''forças'' ao longo do dia e passou a cair nas duas últimas horas do pregão, mesmo com o bom desempenho das bolsas dos EUA, prejudicada pelo recuo (1) das ações da Vale (-1,3%), diante de uma ligeira queda no preço do minério de ferro no exterior e da ampliação da produção de minério na China e (2) das ações da OGX (-5,1%).

-    DÓLAR 1,0% à R$ 2,07, já abriu em alta e, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana, manteve-se em território positivo ao longo de todo pregão, para fechar o dia no maior patamar desde 18/DEZ/12, diante da ausência do BC na ponta vendedora.

-    Na ÁSIA, apresentando alguma volatilidade, porem ainda com baixos volumes de negócios, JAPÃO 1,2%, CORÉIA 0,3% e CHINA 1,2%, com destaques de alta para as ações das empresas exportadoras, diante da valorização do dólar frente às moedas locais.

-    Na EUROPA, aproximando-se novamente de pontuações recordes em vários anos, INGLATERRA 1,6%, FRANÇA 1,4% e ALEMANHA 1,2%, ''animadas'' pelas promessas de BCs do Japão e da Europa de apoio contínuo à política monetária de estímulos econômicos.

-    Nos EUA, retornado ''com vigor'' do feriado do dia anterior, S&P 0,6%, DJ 0,7% e NASDAQ 0,9%, desta vez beneficiadas por uma série de dados positivos da economia do país, com destaque para o aumento do índice de confiança do consumidor norte-americano, que em MAI/13 atingiu 76,2pts, o que representa o nível mais alto desde FEV/08.


Economia:

 

Hoje termina a reunião do Copom e o BC brasileiro deve elevar a Selic em 0,25%, dos atuais 7,50% para 7,75% ao ano, movimento este que está na contra-mão das principais economias do mundo, que seguem incentivando a recuperação de seus mercados, e também desagrada os banqueiros brasileiros, que queriam uma elevação de 0,50%, e os empresários do país, que obviamente irão reclamar de mais uma alta dos juros básicos da economia.

 

''Cutucando com cuidado'' o tigre asiático, David Lipton, vice-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, afirmou ontem que o yuan chinês está "moderadamente desvalorizado" ante um conjunto de moedas, uma frase que o FMI já havia usado no passado.

 

Na manhã de hoje, ajudando o Copom a decidir sobre a Selic, será divulgado desempenho do PIB brasileiro no primeiro trimestre deste ano e, caso se confirme a expectativa da equipe da presidenta Dilma de uma alta de 0,9%, este será o melhor resultado trimestral do governo da referida petista e sinalizará uma aceleração um pouco mais forte da economia brasileira.

 

Dando 2 sinais positivos da economia brasileira, (1) em ABR/13 a demanda do consumidor brasileiro por crédito foi 0,4% maior na comparação com MAR/13 e 2,0% superior na comparação com ABR/12 e (2) em MAI/13 o Índice de Confiança da Indústria brasileira, se recuperando após duas quedas consecutivas, cresceu 0,8% em relação a ABR/13.

 

Ajudando a reduzir as pressões inflacionárias, este ano o Brasil deve consolidar uma safrinha de milho acima de 40 milhões de toneladas, porem com este ano o cenário é de recuperação da produção nos EUA, os produtores do setor temem pela perda da rentabilidade.


Política:

 

Ao mesmo tempo em que líderes governistas no Senado tentavam acordo para encaminhar a votação de medidas provisórias em vias de perder a validade, a ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, afirmou que o governo "lamenta muito" a negativa dos parlamentares de analisar as matérias.

 

Em um ataque direto ao péssimo trabalho da ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, ontem o PT, em uma reunião no Palácio do Planalto, criticou a articulação política do governo e pediu mudanças para evitar danos à campanha à reeleição da presidente em 2014.

 

Mostrando que nomear políticos e empresários sem capacitação ou conhecimento para cargos técnicos é um outro defeito que o PT copio do PSDB, ontem, ao tomar posse ontem como secretário do Desenvolvimento Social do Estado de SP, o empresário Rogério Hamam, do PRB, admitiu em discurso não ter "profundo conhecimento" da área.

 

Mesmo com a ameaça do Senado de não analisar a matéria, a Câmara dos Deputados aprovou ontem uma medida provisória que estende os benefícios fiscais da desoneração da folha de pagamento a diversos segmentos da economia.

 

Se aproximando das 500 mil assinaturas necessárias para a formação de um novo partido, o grupo da ex-presidenciável Marina Silva divulgou um novo balanço sobre a coleta de assinaturas informando que 403 mil pessoas já apoiaram a criação da sigla.


Crítica:

 

Apesar dos avanços na distribuição de renda ocorridos nos últimos 10 anos, o Brasil ainda possui uma das dez maiores diferenças salariais do mundo entre o nível operacional e o alto escalão das empresas, chegando a quase 14 vezes, isto de acordo com um estudo da consultoria Mercer, que analisou salários em 75 países.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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