R.B. 4/ABR/13 ‘’Discursos hipócritas’’


R.B.

"Discursos hipócritas"

 

São Paulo, 4 de abril de 2013 (QUINTA-FEIRA).


Mercados:

 

HOJE

-    A BOVESPA deve seguir em alta, tentando recuperar o patamar dos 56.000pts, acompanhando a provável recuperação das bolsas dos EUA e da Europa e também influenciada positivamente por boas noticias corporativas de empresas brasileiras.

-    O DÓLAR pode cair, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e também a cautela do mercado em relação a uma possível nova intervenção do BC na ponta vendedora, principalmente para ajudar no controle da inflação.

 

ONTEM

-    BOVESPA 1,2%, abriu em queda, para na mínima recuar –0,2%, porem passou a subir ainda na primeira hora do pregão e, mesmo com as perdas nas bolsas dos EUA, fechou em alta interrompendo uma sequência de 2 baixas seguidas, beneficiada pelo anuncio de deflação no IPC de MAR/13 e com destaque de alta para as ações da Vale (5,8%).

-    DÓLAR 0,1% à R$ 2,02. abriu em queda, para na mínima recuar –0,2%, porem passou a subir na parte da tarde, para fechar o dia no maior patamar desde 25/JAN/13, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana.

-    Na ÁSIA, sem uma tendência única, CORÉIA –0,3% e CHINA –0,1%, com os investidores aguardando notícias da economia norte-americana, porem JAPÃO 3,0%, em meio a expectativas de medidas de afrouxamento monetário na reunião do BC local.

-    Na EUROPA, realizando lucros recentes, INGLATERRA –1,1%, FRANÇA –1,3% e ALEMANHA –0,9%, com dados econômicos fracos nos EUA aumentando as preocupações no curto prazo de que o crescimento econômico global poderia não justificar os recentes ganhos no mercado acionário.

-    Nos EUA, também realizando lucros recentes, com o S&P registrando a maior queda diária em mais de 1 mês, S&P –1,0%, DJ –0,8% e NASDAQ –1,1%, após dados mostrarem que o setor privado do país abriu menos vagas de emprego do que o esperado em MAR/13, o que levantou dúvidas sobre a recuperação da economia.


Economia:

 

Contrariando a opinião da maioria do ''mercado'', segundo o economista Samuel Pessôa, do Instituto Brasileiro de Economia, não há aumento da taxa básica de juros em 2013 que possa trazer a inflação para perto da meta e o melhor caminho para isto é é deixar o real se valorizar e/ou fazer mais desonerações em setores específicos.

 

Indicando que o brasileiro está com ''dinheiro no bolso'', (1) em JAN/13 as vendas de seguro de vida individual e em grupo cresceram 10,17% na comparação cm JAN/12 e (2) em MAR/13 os fundos de investimento registraram captação líquida de R$ 8,3bi, com destaque positivo para os fundos de previdência (R$ 2,8bi).

 

Com o objetivo de estimular novas contratações, ontem Dilma sancionou a lei que desonera a folha de pagamento de vários setores da economia, o que fará as empresas deixarem de recolher os 20% da contribuição previdenciária e passarem a pagar de 1% a 2% sobre o faturamento.

 

Finalmente percebendo que precisa de recursos privados para impulsionar o crescimento da economia brasileira, Mantega ''avisou'' ontem que o governo Dilma cedeu e não vai mais limitar a 5,5% ao ano a taxa interna de retorno dos investimentos nos projetos de concessão de rodovias ao setor privado.

 

Trabalhando ''no talo'' da sua capacidade e apesar dos problemas operacionais, nos 2 primeiros meses deste ano o porto de Santos movimentou 15,5 milhões de toneladas, o que representa um novo recorde histórico e um crescimento de 15% na comparação com o mesmo período de 2012.

 

-    A Vale subiu 5,8%, diante da expectativa positiva para a divulgação do novo marco regulatório da mineração.

-    A Gafisa subiu 6,7%, refletindo a notícia de que a empresa recebeu quatro propostas firmes pela Alphaville Urbanismo, que é um dos principais projetos da companhia.

-    A OGX caiu –0,4% e após o fechamento do pregão a agência de classificação de risco Standard & Poor's anunciou que rebaixou sua ''nota'' para a empresa, com perspectiva negativa, ressaltando que isto ocorreu principalmente por conta da baixa  performance operacional da companhia.


Política:

 

Acreditando que existem projetos de interesse do país que não são viáveis para a iniciativa privada, o governo Dilma prepara a criação de mais uma estatal (a quinta do seu governo), que será a Hidrobrás e que terá a tarefa de cuidar dos portos fluviais, hidrovias e eclusas do País.

 

Possivelmente irritado com as criticas e acreditando que direitos humanos devem ser discutidos secretamente, o deputado e pastor Marco Feliciano decidiu, e conseguiu o apoio de seus ''colegas deputados'' que as as sessões e audiências da Comissão de Direitos Humanos da Câmara serão feitas com as portas fechadas e sem a participação da população. Será apenas permitida a entrada na comissão de pessoas relacionadas aos temas em discussão.

 

Apesar de elogiar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do SPB, dizendo que "um dia ele ainda será presidente da República", e de confessar gratidão eterna ao ex-governador tucano Serra, reafirmando sua admiração por ele, o ex-prefeito Gilberto Kassab, presidente do PSD, afirmou ontem que seu partido deverá apoiar a reeleição da presidenta Dilma.

 

Com Sarney e Renan emplacando mais um ''comparsa'' em um posto importante, ontem, em uma sessão esvaziada, o senador peemedebista João Alberto Souza foi eleito presidente do Conselho de Ética do Senado.


Crítica:

 

Segundo a  Organização Internacional do Trabalho, em função do projeto de emenda constitucional conhecido como PEC das domésticas, em vigor a partir de hoje, o Brasil se tornou uma referência internacional em relação aos direitos dos trabalhadores domésticos e encontra-se agora na pequena lista de países que possuem as legislações consideradas mais avançadas nessa área.

 

Enquanto prefeitos, governadores e presidentes seguem com seus ''discursos hipócritas'' de que a educação é importante. Ganhando pouco, sem preparo, sem motivação e muitas vezes desrespeitado pelos alunos, cada um dos 230 mil professores da rede estadual de ensino de SP faltou, em média, a 27 dias de aulas no ano passado, número que representa mais de 10% do total de 200 dias letivos que cada escola é obrigada a cumprir por lei.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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