R.B. 24/FEV/12 "Não minta para mim, Argentina"


R.B.

"Não minta para mim, Argentina"

 

São Paulo, 24 de fevereiro de 2012 (SEXTA-FEIRA).


Mercados:

 

HOJE

-    A BOVESPA deve subir, recuperando o patamar dos 66.000pts, diante da ligeira melhora do ''humor'' nas demais bolsas mundiais, da valorização das commodities e da manutenção das boas perspectivas para a economia brasileira.

-    O DÓLAR pode subir, ainda influenciado pelas ''bravatas'' de Mantega, que mais uma vez ''garantiu'' que não permitirá a valorização do real, porem deve-se ressaltar que a tendência da moeda norte-americana segue sendo de queda, pois a enxurrada de dólares ao Brasil tem várias fontes, como os investimentos produtivos de multinacionais, as aplicações financeiras de estrangeiros e os empréstimos obtidos por empresas brasileiras no exterior, como o Bradesco que ontem captou US$ 1bi com uma demanda até 7 vezes maior.

 

ONTEM

-    BOVESPA -0,4% (aos 65.819pts), novamente abriu ''de lado'', para na máxima avançar 0,4%, porem, com bom volume de negócios (R$ 6,5bi), mais uma vez perdeu ''forças'' ao longo do pregão, prejudicada pela desvalorização das commodities e pela divulgação de dados econômicos negativos na Europa.

-    DÓLAR 0,2% à R$ 1,71, abriu em queda, para na mínima romper o ''suporte'' dos R$ 1,70, porem passou a subir na parte da tarde, acompanhando a piora do ''humor'' na Bovespa e principalmente pressionado por 2 leilões de compra feitos pelo BC.

-    Na ÁSIA, sem uma tendência única, JAPÃO 0,4%, superando brevemente o patamar dos 9.600pts pela primeira vez em 6,5 meses, já que a recente tendência de desvalorização da moeda local (o iene) continuou alimentando as expectativas de uma recuperação do mercado, CHINA 0,3%, no maior patamar em quase 3 meses, diante das expectativas de que Pequim irá flexibilizar a política econômica e CORÉIA -1,0%, realizando lucros, principalmente em ações do setor de tecnologia, após 4 pregões consecutivos de alta.

-    Na EUROPA, sem uma tendência única, INGLATERRA 0,4%, FRANÇA 0,0% e ALEMANHA -0,5%, mesmo após o anuncio de que a atividade econômica das 17 nações que compartilham o euro terá contração de -0,3% este ano, revertendo a previsão anterior de crescimento de 0,5%.

-    Nos EUA, revertendo uma abertura negativa e recuperando as perdas do pregão anterior, S&P 0,4%, DJ 0,4% (aos 12.984pts) e NASDAQ 0,8%, beneficiadas pelo anuncio de que o mercado de trabalho do país continua em processo de recuperação.


Economia:
 
Ontem, após o BC ampliar a artilharia para tentar conter a queda do dólar, fazendo no mesmo dia 2 leilões de compra da moeda norte-americana, Mantega, ministro da Fazenda, ''avisou'' que o Brasil "não permitirá a apreciação excessiva do real", ressaltando que o país ainda tem "um grande arsenal de instrumentos".
 
Confirmando mais uma vez a crescente confiança do mundo no Brasil e nas empresas brasileiras, ontem, enquanto os bancos europeus sofriam com a aprovação do ''calote organizado'' da Grécia, com uma demanda de US$ 5,4bi o Bradesco concluiu o lançamento de US$ 1,0bi em bônus de 10 anos que irão pagar uma taxa de 5,9% ao ano.
 
''Apostando alto'' no Brasil, ontem Pedro Parente, presidente da Bunge Brasil, anunciou que sua empresa, uma das maiores processadoras de alimentos do país, vai investir R$ 1bi em novos setores no país, como o cultivo da palma, de onde é extraído óleo usado tanto em alimentos como em cosméticos.
 
''Se esbaldando'' com a valorização do real, o bom momento da economia brasileira e principalmente a ''liquidação'' da Europa e dos EUA, em JAN/12 os turistas brasileiros deixaram no exterior US$ 2,0bi, valor que supera em 11,1% o resultado de JAN/11 (US$ 1,8bi).
 
Como ''o Brasil está na moda'', mesmo com a crise nos países do ''primeiro mundo'' em JAN/12 os turistas estrangeiros deixaram no país US$ 661mi, valor 10,1% maior que os US$ 600mi registrados em JAN/12.
 
Com destaque positivo para o sudeste, que criou 45.763 novos postos de emprego, e para o setor de serviços, que foi responsável por 61.000 vagas, em JAN/12 o Brasil registrou a criação de 118.895 vagas com carteira assinada, resultado que veio ligeiramente acima das estimativas do mercado de criação de 100 mil vagas.
 
Apresentando uma matriz energética limpa e diversificada, principalmente se comparada com os maiores países do mundo, o Brasil fechou 2011 com uma capacidade instalada para geração de energia elétrica de 117.134 megawatts, sendo que a energia das hidrelétricas corresponde a 66,91% da capacidade instalada do país, as termelétricas representam 26,67%, as pequenas centrais hidrelétricas são responsáveis por 3,3%  e as usinas nucleares representam 1,71%.
 
Dando mais um sinal positivo de queda da inflação, em FEV/12 o Índice Nacional de Custo da Construção no Brasil cresceu 0,42%, o que mostra uma desaceleração na comparação com JAN/12, quando este índice cresceu 0,67%.

Política:
 
Pressionados pelos ambientalistas, que informaram que até completar 2 anos de idade uma criança acumula a média de cinco mil fraldas descartadas no lixo, material que demora cerca de 450 anos para se decompor, o ''nobres deputados'' discutem na Câmara uma proposta que propõe que se torne obrigatório o uso de material biodegradável em fraldas.
 
Uma mobilização conjunta de 8 partidos, que reúnem 265 deputados federais, foi desencadeada para impedir que o recém-criado PSD tenha acesso ao fundo partidário e ao horário eleitoral gratuito de rádio e TV em tamanho proporcional a sua bancada na Câmara, hoje de 47 parlamentares em atividade.
 
Diante da denúncia de envolvimento com trabalho escravo, ontem o Supremo Tribunal Federal decidiu abrir um processo criminal contra o senador João Ribeiro, do PR de Tocantins, que agora passa da condição de investigado para a de réu.
 
Ontem, enquanto 99,9% dos brasileiros já estavam de volta ao batente, apenas 35 dos 594 ''nobres'' congressistas, ou seja cerca de 5% do total, compareceram ao Senado e Câmara para trabalhar.

Crítica:
 
''Revelando'' o que todos os economistas do mundo já sabiam e o que qualquer argentino sente no bolso toda vez que vai às compras, ontem a prestigiada revista britânica The Economist anunciou, em uma matéria intitulada "não minta para mim, Argentina", que vai parar de publicar dados oficias do governo argentino por não confiar na veracidade dos mesmos.
 
Mostrando o mesmo tipo de ignorância e de intolerância religiosa, (1) militares norte-americanos queimaram exemplares do livro sagrado dos muçulmanos, o Alcorão, na maior base militar dos EUA no Afeganistão e (2) a ''justiça'' do Irã condenou à morte um homem que se converteu ao cristianismo.

PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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