R.B. 16/SET/11 ''Simples e objetivo''


R.B.

"Simples e objetivo"

 

São Paulo, 16 de setembro de 2011 (SEXTA-FEIRA).


Mercados:

 

HOJE

-    A BOVESPA deve seguir em alta, diante das ''apostas'' de que (1) a crise mundial entrará em num período de relativa normalização, sem notícias mais graves do velho continente ou da economia norte-americana e (2) a taxa básica de juros seguirá em queda no Brasil.

-    O DÓLAR pode voltar a cair, ainda realizando lucros recentes, acompanhando a provável melhora do ''humor'' nos mercados internacionais e também influenciado pelo fluxo positivo de recursos externos.

 

ONTEM

-    BOVESPA 0,2%, já abriu em alta, para na máxima avançar 1,3% e, sustentada pela melhora do ''humor'' nas demais bolsas mundiais, manteve-se em território positivo ao longo de quase todo pregão, diante da disposição mostrada por Alemanha e França, as mais importantes economias européias, de evitar o ''calote'' da Grécia.

-    DÓLAR -0,9% à R$ 1,70, já abriu em queda e, realizando lucros após 10 pregões consecutivos de alta, manteve a trajetória descendente ao longo de todo pregão, principalmente diante da ausência do BC na ponta compradora.

-    Na ÁSIA, com destaques de alta para as ações de empresas do setor de tecnologia, JAPÃO 1,8%, CORÉIA 1,4% e CHINA 0,2%, beneficiadas por sinais de que as autoridades européias estejam tomando medidas mais decisivas para combater a crise de dívida da zona do euro.

-    Na EUROPA, ainda recuperando perdas recentes, INGLATERRA 2,1%, FRANÇA 3,3% e ALEMANHA 3,1%, diante do anúncio de uma ação coordenada dos grandes bancos centrais mundiais para reforçar o fornecimento de liquidez em dólares ao mercado financeiro.

-    Nos EUA, em alta pelo quarto pregão consecutivo, S&P 1,7%, DJ 1,6% e NASDAQ 1,3%, com destaques positivos para as ações de bancos, diante da redução dos ''temores'' de que o setor financeiro da Europa esteja caminhando para um congelamento do crédito, devido à crise da dívida soberana da região.


Economia:
 
Ontem, ao comentar sobre as condições macroeconômicos do Brasil neste momento de piora da crise econômica global, Dilma ''relembrou'' que, no passado, quando havia qualquer tremor internacional, como as crises da Ásia, da Rússia e da Argentina, o Brasil quebrava, porem, demonstrando otimismo e confiança nas políticas fiscal e monetária adotadas pelo seu governo para enfrentar a atual turbulência externa, ''garantiu'' que agora o Brasil não quebra mais.
 
Como reflexos quase que imediatos da recente redução da taxa básica de juros, (1) em AGO/11 a demanda das empresas por crédito cresceu 6,2% na comparação com JUL/11 e 7,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado e (2) o Banco do Brasil anunciou que reduziu, em média -0,5%, os juros praticados nos empréstimos para pessoas físicas e empresas.
 
''Apostando'' cada dia mais no Brasil, após comprar uma participação na Ecodiesel, a britânica BP, com o objetivo de atender ao déficit na oferta de etanol no país e à futura demanda mundial por biocombustíveis, anunciou um ousado plano de expansão para produzir o combustível no país.
 
Protegendo e beneficiando, pela enésima vez, as montadoras de automóveis com fabricas no Brasil, o governo anunciou aumento médio de 30% no IPI de carros, caminhões e motos importados, o que deve prejudicar principalmente as marcas chinesas.
 
Mais uma vez defendendo seus ineficientes produtores locais, o Serviço Sanitário da Rússia suspendeu temporariamente as importações de carnes de 4 frigoríficos brasileiros, usando a ''desculpa esfarrapada'' de presença de resíduos de infecção bacteriana por listeria e resíduos do antibiótico tetraciclina.
 
''Alertando'' que o IPCA já acumula uma alta de 7,23% nos últimos 12 meses, Salomão Quadros, coordenador de Análises Econômicas da FGV, afirmou que o risco de a inflação ultrapassar o teto da meta em 2011, de 6,5%, é "relevante".
 
-    A Petrobrás subiu 0,1%, após Gabrielli, o presidente da empresa, afirmar que (1) com a descoberta das reservas nacionais do pré-sal, de melhor qualidade que o petróleo venezuelano, a eventual sociedade com a PDVSA, da Venezuela, passou de estratégica para negativa, (2) o preço do petróleo no mercado internacional não tem motivos para recuar e (3) a companhia já sabe "mais ou menos" quais são os possíveis ativos que deverão ser vendidos dentro do plano da empresa de promover desinvestimentos no valor total de US$ 13bi.

Política:
 
1 dia após ser ''obrigada'' a substituir o terceiro ministro do PMDB, Dilma discursou para prefeitos, governadores, parlamentares e militantes do partido, a quem chamou de "aliado fundamental do meu governo".
 
Ontem, ao lado de Fernando Haddad, o petista que é ministro da Educação e candidato de Lula à prefeitura de SP, Dilma anunciou um plano nacional de ampliação da rede de creches e pré-escolas municipais.
 
Podendo frustrar, ou ao menos atrapalhar, as pretensões de Kassab, Sandra Cureau, vice-procuradora-geral Eleitoral, enviou um parecer ao Tribunal Superior Eleitoral dizendo que se não puder investigar o processo de obtenção de registro do PSD ela é contra a criação do partido.

Crítica:
 
''Simples e objetivo'', o dalai-lama Tenzin Gyatso afirmou ontem, durante sua visita à SP, que a especulação e a avareza são causas da crise internacional, defendeu a ética profissional e os princípios morais e acrescentou que existem limites no consumo e nas possibilidades de crescimento de uma economia.

PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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