R.B. 15/JUN/11 ''Insatisfação geral''


R.B.

"Insatisfação geral"

 

São Paulo, 15 de junho de 2011 (QUARTA-FEIRA).


Mercados:

 

HOJE

-    A BOVESPA deve cair, seguindo a nova piora do ''humor'' nas demais bolsas mundiais para provavelmente voltar a fechar no menor patamar do ano, porem deve-se ressaltar que este é um bom ponto para compra, principalmente para investidores de longo prazo que ''apostam'' na manutenção do bom desempenho da economia brasileira.

-    O DÓLAR pode subir, também acompanhando a provável piora do ''humor'' nas demais bolsas mundiais, porem deve-se ressaltar que a tendência permanece de baixa, principalmente diante do elevado patamar da taxa real de juros da economia brasileira (cerca de 6,8%).

 

ONTEM

-    BOVESPA 0,3%, já abriu em alta, para na máxima avançar 1,1% e, em um movimento de ''caça de barganhas'' após fechar a sessão anterior no seu menor nível de preços dos últimos 11 meses, manteve-se em território positivo ao longo de todo pregão, também seguindo a melhora do ''humor'' nas demais bolsas mundiais e a valorização das commodities.

-    DÓLAR -0,4% à R$ 1,58, já abriu em queda e, seguindo a melhora do ''humor'' na Bovespa, manteve a trajetória descendente ao longo de todo pregão, também influenciado pelo forte recuo do risco-Brasil (-6,4%).

-    Na ÁSIA, em um dia de recuperação de perdas recentes, JAPÃO 1,1%, diante de uma reação favorável dos investidores à decisão do BC local de expandir seu programa especial de crédito e com destaque de alta para as ações da Tokyo Electric Power (25,1%), diante da aprovação de uma ajuda do governo, CHINA 1,1%, com destaques de alta para ações de imobiliárias e corretoras, após a inflação de MAI/11 vir em linha com as expectativas e os investidores reagirem positivamente ao crescimento acima do esperado das vendas do setor varejista e da produção industrial e CORÉIA 1,4%, acompanhando o otimismo das demais bolsas da região.

-    Na EUROPA, também em um dia de recuperação de perdas recentes, INGLATERRA 0,5%, FRANÇA 1,5% e ALEMANHA 1,7%, impulsionadas por indicadores econômicos da China e dos EUA que estimularam os investidores a comprarem ações que caíram fortemente nos últimos dias, como Deutsche Telekom, (2,9%), Capgemini (3,1%) e ING Groep (3,2%).

-    Nos EUA, com baixa volatilidade, S&P 1,3%, DJ 1,0% e NASDAQ 1,5%, fortalecidas por indicadores econômicos tranqüilizadores, como a queda menor que o esperado das vendas do setor varejista e o avanço menor que o esperado da inflação, e com destaques de alta para os papéis de empresas do setor tecnológico.


Economia:
 
Acreditando na  teoria de que juros nos títulos de curto prazo mais altos do que nos de longo prazo são a indicação de que a economia do país ruma a uma forte desaceleração ou até mesmo uma recessão, segundo uma reportagem do jornal britânico Financial Times alguns analistas financeiros já vêem sinais de problemas em títulos públicos brasileiros, porem uma outra parcela de analistas acredita que a curva de rendimentos invertida no Brasil é mais um efeito técnico de curto prazo do que um indicador confiável de recessão.
 
Indicando que, mesmo com as recentes elevações da Selic, a economia brasileira seguirá crescendo, segundo uma pesquisa da consultoria de recursos humanos Manpower cerca de 41% dos empregadores brasileiros esperam contratar novos funcionários entre JUL/11 e SET/11 e os setores que mais contratarão são finanças, seguro e imobiliário, construção, serviços e transportes.
 
Refletindo a enorme atratividade do setor no Brasil e os desafios tecnológicos impostos pelo pré-sal, já não existe mais espaço para empresas instalarem centros de pesquisa na ilha do Fundão, zona norte do RJ.
 
Como fruto do aumento da renda e da elevação da taxa de juros, as vendas de cotas consórcios cresceram 28,2% no primeiro quadrimestre do ano na comparação com o mesmo período de 2010, com destaque positivo para o consórcio de veículos, cuja venda de cotas cresceu 33,1% na mesma base de comparação.
 
''Apostando'' que o Brasil será cada vez mais o ''celeiro do mundo'', a trading e processadora de commodities francesa Louis Dreyfus adquiriu a produtora e distribuidora de fertilizantes brasileira Macrofértil, por um valor não revelado.
 
Se preparando para ser cada dia mais o ''celeiro do mundo'', segundo projeções do Ministério da Agricultura, até 2021 o Brasil deve expandir a sua produção de grãos em 23% e sua produção de carnes em 27%.
 
Fazendo a sua parte para tentar evitar o embargo imposto pela Rússia a 89 frigoríficos brasileiros, o Ministério da Agricultura do Brasil enviou ontem uma carta às autoridades sanitárias russas afirmando que o país atendeu a todas as exigências fitossanitárias apontadas pelo governo russo.
 
Revelando o que todas já sabem, segundo um artigo  divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, que é um órgão de pesquisa vinculado à Presidência da República, o Brasil, a Rússia, a Índia e China, que formam o grupo chamado Bric, não podem ter consenso em negociações internacionais para diminuição de barreiras comerciais porque isso prejudicaria algum integrante do grupo.
 
Ajudando a aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no comércio exterior, o que é muito oportuno no atual cenário de real valorizado ante o dólar, o governo ''prometeu'' devolver, a partir de SET/11, 100% dos créditos de PIS e Cofins para empresas exportadoras que preencherem a declaração eletrônica do tributo.

Política:
 
Mostrando que a ''insatisfação geral'' dos partidos governistas pela liberação das emendas parlamentares tem fundamento, segundo o Orçamento federal nos 5 primeiros meses do ano, e também do governo Dilma, somente 5 % dos recursos destinados às emendas específicas dos políticos e das bancadas foram executados.
 
Contrariando Sarney, que obviamente deve ter ''rabo preso'', Roberto Gurgel, procurador-geral da República, indicou ontem que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal caso o Senado mantenha o sigilo eterno sobre documentos oficiais.
 
Menos de 1 semana depois de substituir Palocci na Casa Civil, a ex-senadora e agora ministra petista Gleisi Hoffmann já virou alvo de críticas e reclamações da base governista, em especial do PMDB, já que teria começado a avançar sobre temas de interesse político, retomando o processo de nomeações para o segundo e terceiro escalões do governo.

Crítica:
 
Dando um ''ótimo exemplo'' e ajudando na diversificação sustentável da matriz energética norte-americana, ontem o Google anunciou uma aliança com a companhia de energia solar SolarCity para investir US$ 280mi na instalação de painéis solares residenciais nos EUA.

PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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