R.B. 24/FEV/11 ''No centro do radar''

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R.B.

"No centro do radar"

São Paulo, 24 de fevereiro de 2011 (QUINTA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA pode seguir em alta, com ''boas chances'' de recuperar o patamar dos 67.000pts, ainda influenciada positivamente pela valorização das commodities e pelas boas perspectivas para os resultados corporativos de empresas brasileiras.
- O DÓLAR deve cair, após 4 pregões consecutivos de leves altas, acompanhando o provável ''humor positivo'' na Bovespa e já influenciado pelas ''apostas'' de nova elevação da Selic na próxima reunião do Copom.

ONTEM
- BOVESPA 0,7%, abriu ''de lado'', para na mínima recuar -0,3%, porem, na contra-mão das demais bolsas mundiais e com ótimo volume de negócios (R$ 9,4bi), passou a subir ainda na parte da manhã, impulsionada principalmente pelo bom desempenho das ações da Petrobrás (3,4%), que por sua vez foi beneficiada pela disparada do preços do petróleo.
- DÓLAR 0,1% à R$ 1,67, já abriu ''de lado'' e, novamente após um pregão com pouca volatilidade, manteve a trajetória indefinida ao longo de toda sessão, dividido entre o fluxo positivo de recursos externos para a Bovespa e os leilões de compra do BC.
- Na ÁSIA, sem uma tendência única, JAPÃO -0,8%, a segunda queda consecutiva, desta vez com destaques negativos para as exportadoras, como Sony (-1,9%) e Toyota (-1,7%), diante da valorização da moeda local (o iene) frente ao dólar, CHINA 0,3%, sustentada pelo bom desempenho das mineradoras de ouro, após a alta do preço do metal, e pelos caçadores de ofertas no setor imobiliário e CORÉIA -0,4%, novamente pressionada por vendas de investidores estrangeiros.
- Na EUROPA, ainda pressionadas por receios com os potenciais impactos da violência crescente na Líbia sobre o fornecimento de petróleo e a economia de forma geral, INGLATERRA -1,2%, FRANÇA -0,9% e ALEMANHA -1,7%, com destaques de queda para as ações de empresas do setor automobilístico, como Volkswagen (-4,0%), BMW (-3,5%) e Daimler (-3,3%).
- Nos EUA, também afetadas pelos acontecimentos na Líbia e pela conseqüente disparada dos preços da energia, S&P -0,6%, DJ -0,9% e NASDAQ -1,2%, diante dos ''temores'' de que o crescimento econômico fique mais lento, já que um estudo revelou que um aumento de US$ 10,00 nos preços do petróleo representa -0,5% de crescimento do PIB local.
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Economia:

Confirmando mais uma vez que o Brasil está ''no centro do radar'' dos principais investidores do mundo, segundo dados do BC, nos últimos 12 meses encerrados em JAN/11 os investimentos estrangeiros diretos, que são aqueles destinados ao setor produtivo, alcançaram o valor recorde de US$ 51bi.

Com o objetivo de estimular uma maior industrialização do setor, o governo federal estuda reduzir os royalties cobrados das empresas de mineração que investirem na transformação e no beneficiamento do minério bruto, já que o setor atualmente é fortemente concentrado na exportação de produtos sem valor agregado.

Dando mais um ''sólido sinal'' do bom desempenho da economia brasileira, em JAN/11 a arrecadação de tributos federais cresceu 15,34% a comparação com o mesmo período do ano passado, o que representa o maior valor já registrado em um mês de janeiro.

Como fruto do aumento da renda e da queda do dólar frente ao real, em JAN/11 os gastos dos brasileiros com viagens internacionais e compras com cartão de crédito em lojas no exterior atingiram R$ 1,7bi, o que representa o segundo recorde histórico consecutivo.

- A Usiminas caiu -5,2%, mesmo após anunciar que em 2010 seu lucro líquido foi 24% maior que em 2009, já que os analistas estão pessimistas com o desempenho das siderúrgicas para os próximos trimestres, devido às projeções de aumento do custo do principal insumo, o minério de ferro.
- A Gol caiu -4,8%, prejudicada pela disparada do petróleo e após anunciar que seu lucro liquido do quarto trimestre de 2010 foi -66,8% menor que no mesmo período de 2009.
- A Natura subiu 1,1% e, após o fechamento do pregão, divulgou que no quarto trimestre de 2010 seu lucro liquido foi 17,6% maior que no mesmo período de 2009.
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Política:

Mostrando mais uma vez a ''força'' do governo Dilma no Congresso Nacional, ontem o Senado, dando apenas um pouco mais de trabalho para o governo que a Câmara, aprovou o salário mínimo de R$ 545, mantendo integralmente o texto encaminhado pelo Executivo.

Em clima de revanche e sem nenhuma força política para aprovar o que está propondo, o PT de SP apresentou ontem na Assembléia Legislativa uma proposta para reajustar o salarial paulista para R$ 660,00.

Tocando novamente em uma ''ferida que dói'' na oposição, hoje a Justiça de MG realizará uma audiência para ouvir testemunhas do esquema que ficou conhecido como "mensalão mineiro" e que desviou R$ 3,5mi de estatais mineiras para financiar a campanha à reeleição do então governador tucano e atual deputado federal Eduardo Azeredo.
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Crítica:

Voto em lista fechada ou voto no candidato, reeleição ou não, voto obrigatório ou facultativo, fidelidade partidária ou liberdade para mudança de partido, financiamento publico ou privado das campanhas, estas são apenas algumas das questões para serem discutidas na reforma política que, de tão importante que é, não deveria ser feita por políticos e sim por uma Assembléia Constituinte eleita exclusivamente para este fim e com prazo de tempo de 1 ano para a conclusão dos trabalhos.
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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