R.B. 26/AGO/10 ''Uma política imbecil, preconceituosa e retrograda''

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R.B.

"Uma política imbecil, preconceituosa e retrograda"

São Paulo, 26 de agosto de 2010 (QUINTA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA deve subir, tentando uma recuperação após fechar no menor patamar desde 21/JUL/10, acompanhando a melhora do ''humor'' das demais bolsas mundiais e ''animada'' com os sinais de que pode chegar ao fim a ''novela'' da capitalização da Petrobrás.
- O DÓLAR pode cair, retornando a sua ''trajetória natural'' diante da provável melhora do ''humor'' na Bovespa e nas demais bolsas mundiais e da manutenção do ''crescente e constante'' fluxo positivo de recursos externos.

ONTEM
- BOVESPA -0,5%, já abriu em queda, para na mínima recuar -1,5% e, apesar de recuperar parte das perdas no final do pregão, manteve-se em território negativo ao longo de todo dia, para fechar em baixa pela quinta sessão consecutiva e desta vez abaixo dos 65.000pts (aos 64.803pts), pressionada por fatores externos e cada dia mais ''incomodada'' com a indefinição com relação a capitalização da Petrobrás.
- DÓLAR 0,1% à R$ 1,76, abriu ''de lado'' e, mesmo com a instabilidade na Bovespa e nas demais bolsas mundiais, manteve a trajetória indefinida ao longo de todo pregão, dividida entre o fluxo positivo de recursos externos e os sinais ruins da economia norte-americana.
- Na ÁSIA, com os investidores saindo de ativos mais arriscados após dados ruins divulgados no dia anterior nos EUA, JAPÃO -1,7%, CORÉIA -1,5% e CHINA -2,0%, com destaques de queda para ações de empresas de setores sensíveis aos negócios cíclicos como matérias-primas e tecnologia.
- Na EUROPA, fechando nos menores patamares em 5 semanas, INGLATERRA -0,9%, FRANÇA -1,2% e ALEMANHA -0,6%, prejudicadas por novos dados econômicos que vieram piores do que as previsões nos EUA, que acirraram temores de reversão na retomada econômica do país.
- Nos EUA, revertendo no final do pregão as perdas da abertura, causada pela divulgação de novos indicadores negativos, para finalmente fecharem em alta após 4 quedas consecutivas, S&P 0,3%, DJ 0,2% e NASDAQ 0,8%, em um movimento de ''caça de barganhas'' após os principais índices atingirem suportes técnicos.
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Economia:

Mostrando mais uma vez como é ''fã do Brasil'', segundo o diário britânico Financial Times a Grécia deveria aprender com o Brasil a lição de como um governo de centro-esquerda pode transformar o rigor fiscal em ganho político, ressaltando que Lula assumiu o cargo em meio ao pânico sobre uma iminente bancarrota do governo e está prestes a deixa-lo luxuriando-se em uma antes inimaginável popularidade nas nuvens.

Dando novos sinais positivos da economia interna, (1) em JUL/10 a taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,4%, ante 12,7% em JUN/10 e 14,8% em JUL/09 e (2) em JUL/10 a base de assinantes de TV paga no Brasil era 15,1% maior que em DEZ/09.

Contribuindo, e muito, para aumentar a produção industrial e assim reduzir a pressão da ''temida'' inflação de demanda, nos 7 primeiros meses deste ano as vendas da indústria brasileira de máquinas e equipamentos foram 16,6% maiores que no mesmo período de 2009.

Apesar de não ter como objetivo o lucro, no primeiro semestre deste ano as operações do BC deram um resultado positivo de R$ 10,8bi, decorrente principalmente do resultado líquido de juros das operações em moeda local, e as reservas internacionais brasileiras fecharam JUN/10 em US$ 253bi, ante encerramento do ano passado em US$ 239bi.

- A Petrobrás caiu -0,2%, porem subiu no after market, diante de ''rumores'' de que, depois de 2 reuniões realizadas ontem no Palácio do Planalto, governo e empresa avançaram nas negociações sobre a capitalização e podem fechar o valor do barril de petróleo da União que usará no negócio em torno de US$ 8.
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Política:

Surpreendendo até o mais otimista dentre os petistas, Dilma, no ''colo de Lula'' que tem os recordes de 79% de aprovação e nota 8,1, subiu de 47% para 49%, Serra, com cada vez menos aliados, sem um discurso e cada dia mais perdido, caiu de 30% para 29%, e Marina, que não tem tempo na TV para expor suas idéias, manteve os 9% da pesquisa anterior.

Confirmando que está perdido, Serra, apresentado como um estadista que se preocupa com a população mais pobre, está agora usando seu horário na TV para ''bater forte'' em Dilma ao questionar sua capacidade e sua bagagem política, ao ressaltar que a petista chegou na vida pública ''na sombra de Lula'' e ao insinuar que já existem intrigas entre ela e Lula.

Fazendo mais um dueto com Lula, Dilma usou seu programa na TV para falar de educação, destacando a área como a "prioridade máxima" de um eventual governo seu e listando, como o povo gosta, uma série de promessas, como a construção de mais escolas públicas, creches, pré-escolas e escolas profissionalizantes.

Acreditando na possibilidade de ocupar o lugar de Serra, Marina, sem bater em ninguém e mostrando o apoio de Caetano Veloso, também tratou da área da educação no seu programa na TV reproduzindo uma conversa com moradores de uma comunidade pobre na qual defendeu a criação de unidades de ensino em tempo integral.

Fazendo mais uma ''farra de final de mandato'', ontem Lula assinou um pacote que cria 488 novos cargos de confiança no Ministério da Defesa, ressaltando que os novos postos são os pilares da chamada Estratégia Nacional de Defesa.
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Crítica:

Na terça-feira, durante o debate entre os candidatos ao governo de SP transmitido pela internet, um eleitor questionou se os candidatos teriam ''coragem'' de colocar seus filhos em escolas publicas, o que aliás deveria ser lei.

Podendo começar a livrar o mundo de mais um ditador, no momento em que começa a campanha para as eleições legislativas na Venezuela, uma pesquisa divulgada ontem apontou que Chávez está com a popularidade em 36%, a mais baixa desde 2003, quando o país enfrentava uma severa crise política.

Como fruto de ''uma política imbecil, preconceituosa e retrograda'', que impede homens e mulheres de transitarem livremente pelo mundo, 72 pessoas foram assassinadas ao tentarem entrar ilegalmente nos EUA pelo México.
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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