R.B. 13/AGO/10 ''Está no papo''

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R.B.

"Está no papo"

São Paulo, 13 de agosto de 2010 (SEXTA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA deve seguir em alta, com ''boas chances'' de fechar a semana acima dos 66.000pts, impulsionada por bons resultados divulgados por empresas brasileiras e pelos sinais, melhores que o esperado, de recuperação da economia européia.
- O DÓLAR pode cair, retornando à sua ''trajetória natural'' após 3 pregões consecutivos de alta, ainda com ''boas chances'' de fechar o mês abaixo dos R$ 1,75, já que o bom desempenho da economia brasileira deve continuar a atrair recursos externos.

ONTEM
- BOVESPA 0,3%, abriu em queda, para na mínima recuar -0,8%, porem, tentando uma recuperação após 4 pregões consecutivos de perdas, passou a subir na parte da tarde, em um dia de muita volatilidade e agenda fraca aqui e no exterior, ajudada pela valorização das "blue chips" Petrobras e Vale e de mineradoras e siderúrgicas.
- DÓLAR 0,2% à R$ 1,77, já abriu em alta e, em um pregão com alguma volatilidade (mínima de R$ 1,76 e máxima de R$ 1,78), manteve-se em território positivo pelo terceiro pregão consecutivo, diante da continuidade das incertezas a respeito da recuperação da economia norte-americana.
- Na ÁSIA, seguindo as perdas das bolsas de NY no dia anterior, JAPÃO -0,9%, a quinta baixa consecutiva e no menor patamar dos últimos 13 meses, já que a persistente valorização da moeda local (o iene) e as preocupações com a desaceleração da economia global prejudicaram ações sensíveis ao câmbio, como Sony (-1,6%), Advantest (-1,1%) e Nintendo (-3,3%), CHINA -1,2%, no menor patamar em 2 semanas, por conta das incertezas sobre os próximos movimentos da política econômica local e CORÉIA -2,1%, o terceiro dia consecutivo de perdas, desta vez principalmente em ações de empresas com exposição à China, como Posco (-3,8%) e Doosan Infracore (-2,3%).
- Na EUROPA, sem uma tendência única, porem tentando uma recuperação após as perdas dos dias anteriores, INGLATERRA 0,4%, com destaque positivo para as ações da companhia energética Centrica (3,2%), após notícias de que ela chegou a um acordo para comprar ativos de gás natural da Suncor Energy no Canadá, ALEMANHA -0,3%, pressionada pelas ações da siderúrgica Salzgitter (-2,6%), após divulgar seu balanço do segundo trimestre e FRANÇA -0,2%, com destaque de queda para a Unibail (-1,1%), após uma corretora rebaixar sua recomendação.
- Nos EUA, no terceiro dia consecutivo de perdas, S&P -0,5%, DJ -0,6% e NASDAQ -0,8%, desta vez diante de um inesperado aumento nos pedidos de auxílio-desemprego, que atingiram o maior patamar em quase 6 meses, e de notícias negativas da Cisco, cujas ações desabaram -9,6%.
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Economia:

Diante da opção por investimentos em títulos da dívida de países considerados mais seguros, como os EUA, que têm rentabilidade menor e está com os juros próximos de 0%, em 2009 as reservas internacionais do Brasil tiveram a pior rentabilidade verificada desde 2005, acumulando uma valorização de apenas 0,83% no período.

Dando mais um claro sinal positivo da economia interna, em JUL/10 o número de consultas feitas pelo varejo aos serviços de proteção ao crédito aumentou 8,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado, incentivado principalmente pela disponibilidade de crédito e prazos mais longos de financiamento.

''Coincidentemente'' em ano eleitoral, porem como já havia acontecido nos últimos 3 anos, ontem Lula anunciou a antecipação do pagamento de parte do 13º salário a aposentados e pensionistas do INSS para os últimos 5 dias úteis de AGO/10 e os primeiros 5 dias úteis de SET/10.

Segundo Wagner Rossi, ministro da Agricultura, o Brasil enfrenta dificuldades para ampliar suas exportações agrícolas para a UE devido a pressões dos produtores nos países do bloco, que segundo ele se intensificaram com a crise econômica mundial e que só serão superadas com um acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a UE.

- A Ambev subiu 0,6%, após a empresa confirmar aportes de R$ 2 bilhões no país em 2010, no teto de sua previsão, em um esforço para fazer frente à alta esperada no volume de vendas de cerveja e refrigerantes.
- A BM&FBovespa caiu -1,3%, após anunciar um líquido contábil de R$ 305,7mi no segundo trimestre, ante lucro de R$ 188,1mi 1 ano antes, resultado que ficou em linha com as estimativas.
- O UOL subiu 1,2%, após anunciar que, principalmente diante do forte aumento das suas receitas com publicidade, que avançaram 43%, no segundo trimestre deste ano seu lucro liquido foi 31% maior que no mesmo período do ano passado.
- A TAM caiu -0,4% e, após o fechamento do pregão anunciou que teve um prejuízo líquido de R$ -154,1mi no segundo trimestre, o que se compara ao ganho de R$ 555,1mi um ano antes.
- A OGX subiu 2,5%, após Eike Batista afirmar que o potencial das reservas da empresa no Maranhão pode chegar a 15 milhões de metros cúbicos por dia, o que representa ''meia Bolívia''.
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Política:

Como acredita que sua vitória ''está no papo'', Alckmin, candidato do PSDB ao governo de SP, ''bateu forte'' em Lula ontem durante o debate da Band, já que acredita que assim pode ajudar seu ''companheiro'' Serra na disputa presidencial.

Tentando desconstruir fala de Serra de que o governo do PT tenta "dividir o Brasil" entre pobres e ricos, já no primeiro programa do horário eleitoral dos petistas Lula estará no Oiapoque, extremo norte do país, Já Dilma estará no Chuí, no extremo sul.

Após reclamar que é tratado como candidato de ''segunda classe'', Plínio afirmou, durante entrevista ao JN, que (1) apóia ocupação de terras produtivas no campo, (2) fará uma auditoria para posteriormente dar um calote na dívida externa e (3) a desigualdade social do país é um "escândalo".

Podendo elevar ainda mais a arrecadação de dinheiro para a campanha de Dilma, segundo uma reportagem da revista "The Economist" a petista está caminhando para herdar a Presidência Lula enquanto Serra luta para permanecer na corrida eleitoral.
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Crítica:

Mostrando como a burocracia impede o crescimento econômico do Brasil e de suas empresas, segundo Luiz Fernando Furlan, copresidente do Conselho de Administração da Brasil Foods, a demora na aprovação da fusão entre Perdigão e Sadia pelo Cade está atrapalhando a estratégia de expansão internacional da empresa, ao mesmo tempo em que favorece a concorrência.
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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