R.B. 22/ABR/10 "Bela desculpa"

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R.B.

"Bela desculpa"

São Paulo, 22 de abril de 2010 (QUINTA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA pode seguir em alta, ainda com ''algumas chances'' de fechar a semana acima dos 70.000pts, beneficiadas por ''boas novas'' de empresas locais, como a Vale que fechou um aumento de 100% para o minério de ferro.
- O DÓLAR deve voltar a cair, mais uma vez ''testando o suporte'' dos R$ 1,75, seguindo a provável valorização da Bovespa, o ''crescente e constante'' fluxo positivo de recursos externos e as ''apostas'' de elevação da Selic na semana que vem.

TERÇA-FEIRA
- BOVESPA 0,3%, já abriu em alta, para na máxima avançar 0,9% e, sustentada pela recuperação das ações da Petrobrás (2,2%), manteve a trajetória ascendente ao longo de todo pregão, também beneficiada por algumas notícias um pouco mais positivas sobre Europa e pela valorização das ações do banco Goldman Sachs nos EUA.
- DÓLAR -0,1% à R$ 1,75, já abriu em queda e, mesmo com os leilões de compra do BC, manteve a trajetória descendente ao longo de todo pregão, porem ainda respeitando o "suporte'' dos R$ 1,75.

ONTEM
- Na ÁSIA, seguindo a alta das bolsas mundiais no dia anterior, JAPÃO 1,7%, com destaques de alta para as exportadoras do setor de tecnologia, CHINA 1,8%, o maior ganho percentual em 3 semanas, impulsionada por expectativas de que a recuperação da economia possa puxar a demanda do consumidor e CORÉIA 1,7%, beneficiada pelo bom desempenho das montadoras.
- Na EUROPA, devolvendo os ganhos de terça-feira, INGLATERRA -1,0%, FRANÇA -1,2% e ALEMANHA -0,5%, pressionadas pelo desempenho dos papéis dos bancos, com investidores preocupados sobre como a Grécia vai financiar seus débitos diante das discussões de um pacote de ajuda.
- Nos EUA, após um pregão volátil e com os investidores atentos aos resultados trimestrais de grandes empresas locais, S&P -0,1%, DJ 0,1% e NASDAQ 0,2%, com destaque positivo para o setor de empresas de equipamento e maquinaria e destaque negativo para as companhias relacionadas a atendimento de saúde.
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Economia:

Aumentando a lista daqueles que ''apostam'' no Brasil, ontem o FMI divulgou projeções que apontam que a economia brasileira terá este ano um dos crescimentos mais vigorosos entre os países na região da América Latina e Caribe, ressaltando inclusive que o País já precisa se preocupar com o risco de um potencial "superaquecimento" da demanda doméstica e está mais próximo, portanto, de um "ponto de virada" em suas políticas de estímulo.

Confundindo o ''mercado'', Meirelles negou, 1 semana antes da reunião do Copom, que um eventual aumento na taxa Selic signifique uma reversão da trajetória de queda nos juros dos últimos anos.

Dando novos sinais positivos da economia interna, em MAR/10 (1) a procura das empresas por crédito cresceu 17,9% no confronto com o mês anterior, batendo um recorde histórico, (2) as vendas deflacionadas de materiais de construção avançaram 25,87% na comparação com o mesmo mês do ano passado e (3) o governo federal arrecadou R$ 59,4bi em impostos e contribuições, o que representa uma alta de 6,1% ante MAR/09 e o melhor resultado para um mês de março da série histórica.

Mostrando mais uma vez que a inflação está controlada, (1) o IPCA-15 de ABR/10 ficou em 0,48%, patamar abaixo do apurado em MAR/10 (0,55%) e (2) a segunda prévia do IGP-M de ABR/10 ficou em 0,50%, contra uma alta de 0,91% vista um mês antes.

Arrumando uma ''bela desculpa'' para elevar as taxas de juros que cobra de seus empréstimos, o Itaú Unibanco, segundo maior banco do país, prevê um aumento da inadimplência no segundo semestre por causa da alta esperada da taxa básica de juros, que atualmente está me 8,75% e que, segundo projeções do ''mercado'', fechará o ano 11,5%.

Em defesa dos seus ineficientes produtores agrícolas, o Senado norte-americano estuda a aprovação de um novo projeto de lei que pode aumentar a pressão pela manutenção da sobretaxa imposta ao álcool brasileiro.

- O Banco do Brasil caiu -0,7%, diante de rumores, confirmados no feriado, de que compraria o Banco da Patagônia por aproximadamente US$ 480mi.
- A Vale caiu -1,6%, porem anunciou ontem que 100% de seus clientes aceitaram o aumento de cerca de 100% para seu minério de ferro.
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Política:

Entre 1963 e 1964 Serra, hoje candidato tucano à presidência, foi presidente da UNE que, como atualmente é ''funcionária'' do governo Lula, recebendo a ''bagatela'' de R$ 10 milhões por ano do governo Federal, tenta conter a forte pressão para declarar apoio formal à Dilma.

Aparecendo, para crescerem nas pesquisas, enquanto Dilma alfinetava Serra em uma maratona de entrevistas às emissoras da Rede Bandeirantes, o tucano preferiu evitar o confronto em uma série de entrevistas ao SBT.

Polarizando ainda mais a eleição presidencial deste ano e mostrando que o tucano está crescendo após assumir a candidatura, amanhã sairá uma pesquisa Ibope que mostrará que Serra subiu de 35% para 36% e que Dilma caiu de 30% para 29%.

Batendo cada vez mais no seu principal adversário, Dilma disse que obras como a do Rodoanel, de Heliópolis, de Paraisópolis, das represas Billings e Guarapiranga, vitrines da publicidade do governo do Estado de SP recentemente inauguradas, faziam parte do PAC, que segundo o tucano ''não existe''.
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Crítica:

Defendendo a democracia e mostrando que, caso eleito, não vai negociar com bandido, terrorista e anarquista, Serra criticou veementemente as recentes invasões do MST, ressaltando que o movimento ganha muito dinheiro do governo petista.
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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