R.B. 5/OUT/09 ''Abrindo mão de sua principal arma''

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R.B.

"Abrindo mão de sua principal arma"

São Paulo, 5 de outubro de 2009 (SEGUNDA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA deve seguir em alta, com ''boas chances'' de fechar o dia próxima dos 62.000pts, já que, apesar dos ''temores'' por conta do calendário corporativo, diante do cronograma de balanços trimestrais nos EUA, são cada dia mais promissoras as perspectivas para a economia brasileira.
- O DÓLAR pode seguir em queda, agora rumo aos R$ 1,75, já que, além dos juros reais da economia brasileira ainda serem altos, há uma percepção externa de que o Brasil está ausente, ou pelo menos, está menos suscetível em relação à crise global.

SEXTA-FEIRA
- BOVESPA 1,2%, abriu em queda, para na mínima recuar -1,1%, porem, apesar das perdas das bolsas de NY e com bom volume de negócios (R$ 6,9bi), foi recuperando território ao longo do dia, na medida em que ficava mais clara a vitória do RJ, confirmada no início da tarde, na disputa para sediar os jogos Olímpicos de 2009, o que certamente trará mais investimentos ao Brasil.
- DÓLAR -0,6% à R$ 1,77, abriu em alta, para na máxima atingir R$ 1,81, porem, também ''comemorando'' a escolha do RJ como sede dos jogos Olímpicos de 2016, passou a cair ainda na parte da manhã, também influenciado pelo recuo do risco-Brasil (-2,4%).
- Na ÁSIA, JAPÃO -2,5%, no menor nível em mais de 2 meses, influenciada pela queda do dia anterior nas bolsas de NY, que pressionou as ações de montadoras e de siderúrgicas, CHINA e CORÉIA ficaram fechadas devido à feriados locais.
- Na EUROPA, seguindo as perdas das bolsas de NY, INGLATERRA -1,2%, FRANÇA -1,9% e ALEMANHA -1,6%, com destaques de queda para empresas do setor de mídia, como a M6 (-4,4%) e a Aegis (-3,8%) e para os bancos, como Natixis (-5,1%) e Commerzbank (-9,2%).
- Nos EUA, em queda pelo quarto pregão consecutivo, S&P -0,4%, DJ -0,2% e NASDAQ -0,5%, desta vez pressionada por números fracos sobre o mercado de trabalho do país, que aumentam as evidências de que a recuperação econômica será menos robusta que o esperado.
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Economia:

Após prometer apoiar as pretensões brasileiras de ter uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, Herman Van Rompuy, primeiro ministro da Bélgica, corroborou com Lula ao afirmar que a força do sistema bancário brasileiro, a capacidade do seu mercado interno e as medidas que seu governo tomou minimizaram o efeito do tsunami internacional reduzido-o a uma ''marolinha'' no Brasil.

Pressionados principalmente pelo Brasil, que cada dia mais amplia sua ''força'' no cenário internacional, ontem os 186 países membros do FMI manifestaram apoio ao aumento das cotas dos países emergentes em pelo menos 5%, como decidiu o G20 há uma semana na reunião de Pittsburg.

Cumprindo as ordens de Lula de incentivar a criação de grandes empresas brasileiras, apenas nos últimos 18 meses o BNDES já desembolsou R$ 5,1bi para fortalecer e estimular a formação de 5 grandes grupos, que são (1) a fusão entre os frigoríficos JBS-Friboi e Bertin, (2) a compra da Brasil Telecom pela Oi, (3) a compra da Datasul pela Totvs, (4) a fusão da Votorantim Celulose e da Aracruz e (5) a união da Sadia com a Perdigão.

Apresentando mais um importante sinal de recuperação da economia interna, segundo o IBGE em AGO/09 a produção industrial brasileira cresceu 1,2% na comparação com JUL/09, o que representa a oitava alta consecutiva deste indicador.

Diante da melhora nos gastos públicos em saúde, nos investimentos do setor produtivo e no Índice de Desenvolvimento Humano, o Brasil foi um dos 5 países que mais elevaram sua nota no ranking de competitividade da FIESP, com crescimento de 30,2% entre 1997, primeiro ano da pesquisa, e 2008.

- A OGX Petróleo e Gás 10,79% e foi o segundo papel mais negociado na Bovespa, após comunicar a descoberta de indícios de hidrocarboneto em um bloco da bacia de Santos.
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Política:

Com o objetivo de não permitir a polarização entre PT e PSDB nas eleições de 2010, Ciro, do PSB, e Marina, do PV, que atualmente estão ''vitaminados'' pela recente exposição na propaganda partidária, têm se lançado numa intensa agenda de viagens pelo Brasil.

Obviamente com resultados pouco significativos no corte de gastos e sem avanços na reforma administrativa prometidas no auge dos escândalos do Senado, Sarney resiste em implantar a reestruturação proposta pela FGV que, ao custo de R$ 500 mil aos cofres do Senado, propôs cortes de diretorias e de funções comissionadas.

''Abrindo mão de sua principal arma'' em uma democracia, segundo uma pesquisa recente cerca de 17 milhões de eleitores brasileiros, ou cerca de 13% de um universo de 132 milhões, admitiram já ter trocado seu voto por dinheiro, emprego ou presentes.
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Crítica:

Mostrando suas ''garras imperialistas'', os EUA, como não quer perder o poder com a morte do G-7 e o fortalecimento do G-20, estão pressionando pela criação de um grupo menor, que comandaria a política econômica internacional e seria formado por EUA, Europa, Japão e China.
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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