R.B. 4/AGO/09 ''Quem sabe não querendo acreditar''

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R.B.

"Quem sabe não querendo acreditar"

Valle Nevado, 4 de agosto de 2009 (TERÇA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA pode seguir em alta, influenciada positivamente pelos novos sinais de que a o mundo está saindo da crise e de que o Brasil, apesar dos ''problemas políticos'', está cada dia ''maior e mais forte''.
- O DÓLAR deve seguir em queda, agora rumo aos R$ 1,80, seguindo a constante melhora do ''humor'' nas bolsas mundiais e influenciado pela perspectiva de entrada de recursos externos destinados ao pagamento das recentes ofertas de lançamentos de ações na bolsa brasileira.

ONTEM
- BOVESPA 2,2%, já abriu em alta e, mais uma vez acompanhando a melhora do ''humor'' nas bolsas de NY, manteve a trajetória ascendente ao longo de todo pregão, para finalmente romper a resistência dos 55.000pts e fechar no maior patamar desde 1º/SET/09 (aos 55.997pts), também e novamente beneficiada pela valorização das commodities.
- DÓLAR -1,6% à R$ 1,83, abriu ''de lado'', para na máxima atingir R$ 1,85, porem, acompanhado a nova melhora do ''humor'' na Bovespa, passou a cair ainda na parte da manha, para fechar no menor patamar desde 26/SET/09, apesar dos leilões de compra do BC.
- Na ÁSIA, JAPÃO -0,1%, realizando lucros depois da forte elevação da última sexta-feira, com destaques de queda para ações de empresas exportadoras, Canon (-1,7%), CHINA 1,5%, no maior patamar em 14 meses, impulsionada pelo anuncio de alta do índice de atividade industrial em JUL/09 e CORÉIA 0,5%, no maior patamar do ano, diante das ''apostas'' de uma recuperação rápida da economia local.
- Na EUROPA, seguindo o desempenho positivo das bolsas de NY, INGLATERRA 1,6% (no maior patamar desde 3/OUT/08), FRANÇA 1,5% e ALEMANHA 1,8%, desta vez com destaques de alta para os papéis de bancos, diante da divulgação de resultados acima do previsto, como o do Barclays (6,7%) e do HSBC (5,1%), e de ''rumores'' de que o UBS conseguirá evitar uma multa num acordo com os EUA.
- Nos EUA, nos maiores patamares em 9 meses, S&P 1,5%, DJ 1,2% e NASDAQ 1,5%, desta vez impulsionadas por dados favoráveis sobre o setor manufatureiro, que em JUL/09 encolheu muito menos do que o esperado, pelo crescimento de 0,3% nos gastos na construção em JUL/09 e pelo anuncio da Ford de que suas vendas cresceram 2,3% em JUL/09, o que representa o primeiro ganho mensal em 20 meses.
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Economia:

Mostrando um ''otimismo convincente'', Meirelles, presidente do BC, ''garantiu'' que, após 2 trimestres consecutivos de retração, a economia brasileira começou a avançar no segundo trimestre deste ano, ressaltando que o país chegará ao final do ano em trajetória de crescimento e pronto para reiniciar um processo de expansão sustentada.

Após ''avisar'' que o PIB brasileiro do segundo trimestre deste ano irá surpreender positivamente e superar os 2,0%, Carlos Lupi, ministro do trabalho, afirmou que o emprego industrial, que aliás foi o que mais sofreu com a crise e teve perdas estimadas de 500.000 postos desde OUT/08, terá uma ''vigorosa recuperação'' no segundo semestre, compensando a queda verificada na primeira metade deste ano.

Ainda não acreditando, ou ''quem sabe não querendo acreditar'', na recuperação da economia brasileira, o ''mercado'' reduziu, de -0,34% para -0,38%, suas ''apostas'' para o resultado o PIB do Brasil em 2009 e, diante dos sinais de que o Copom pode parar de cortar a taxa básica de juros, também reduziu, de 4,53% para 4,50%, suas projeções para a inflação este ano.

''Nadando de braçadas'', apesar da desaceleração da economia brasileira, nos 7 primeiros meses do ano as concessionárias de automóveis e de veículos comerciais leves, beneficiadas pela prorrogação dos descontos de IPI, venderam 3,48% mais que no mesmo período de 2008, batendo assim mais um recorde histórico para o referido período.

Apesar do crescimento das vendas de automóveis e de veículos comerciais leves, a redução de -23,6% na produção de veículos automotores, que também inclui ônibus e caminhões, puxou o recuo de -13,4% da indústria no primeiro semestre do ano, no que se configurou no pior semestre desde o início da medição pelo IBGE, em 1975, porem, segundo Abimaq, as medidas do governo para beneficiar o setor de máquinas e equipamentos, um dos mais afetados pela crise econômica, devem melhorar o desempenho do segmento nos próximos meses.

Dando mais um ''importante sinal'' de recuperação da economia interna, diante da substancial melhora no mercado de crédito, em JUL/09 22 grandes empresas entraram com pedido de recuperação judicial, contra 2 em JUN/09.

- O Bradesco subiu 2,0%, já que, enquanto seus pares amargam prejuízos e até quebram nos EUA e na Europa, anunciou que terminou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 2,3bi, resultado 14,7% maior que no mesmo período de 2008.
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Política:

Apesar de ter afirmado a Lula que estava cansado e que iria renunciar à presidência do Senado, Sarney, ''se lixando'' para a opinião publica e para as inúmeras denuncias contra sua pessoa e contra seus familiares, reuniu-se na manhã de ontem com aliados em Brasília e, alem de dizer que não renunciará, mandou que o ''seu'' PMDB fosse para a guerra.

Confirmando, pela enésima vez, que o PMDB é um ''balaio de gatos'', o peemedebista Pedro Simon, defendendo sua biografia, pediu mais uma vez a saída de Sarney da presidência do Senado, porem Renan Calheiros, o líder do PMDB, e seu agora ''cupincha'' Fernando Collor de Mello, fizeram duras críticas a Simon, acusando-o de falar mal do coronel maranhense porque queria ser vice de Tancredo e não conseguiu.

Mostrando que ''se gritar pega ladrão não sobra 1'', o PMDB, retalhando os senadores tucanos, ''avisou'' que fará una representação ao Conselho de Ética contra Arthur Virgílio, líder do PSDB, por (1) o pagamento de salário a um funcionário do seu gabinete enquanto ele fazia um curso no exterior, (2) gastos, colocados na conta do Senado, da mãe do parlamentar com tratamento de saúde e (3) socorro financeiro de cerca de US$ 10.000 concedido por um ex-diretor-geral ao tucano durante viagem ao exterior.
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Crítica:

Apesar de adorar meter seu bedelho em tudo que não é chamado, Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, evitou comentar a decisão do desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, de impedir a publicação de reportagens pelo jornal "O Estado de S. Paulo" que contenham informações da operação Boi Barrica, da PF, que envolve Fernando Sarney, filho de Sarney.
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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