R.B. 28/JUL/09 ''A parceria, e não a concorrência''

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R.B.

"A parceria, e não a concorrência"

São Paulo, 28 de julho de 2009 (TERÇA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA deve seguir em alta, ''sem vontade'' de realizar lucros mesmo após atingir o maior patamar do ano (54.548pts), ainda impulsionada pela valorização das commodities e influenciada pela melhora do ''humor'' nas principais bolsas mundiais.
- O DÓLAR pode voltar a cair, ''sem tempo'' para um ''ajuste técnico'' após recuar -4,5% no mês e -19,7% no ano, já que, apesar da manutenção dos leilões de compra do BC, ainda é muito forte o fluxo positivo de recursos externos.

ONTEM
- BOVESPA 0,2%, abriu ''de lado'', para na mínima recuar -0,9%, porem, apesar do baixo volume de negócios (R$ 4,1bi), recuperou ''terreno'' e passou a subir na parte da tarde, já que os novos sinais de recuperação na economia norte-americana foram mais fortes que a tentativa de realização de lucros.
- DÓLAR -1,1% à R$ 1,87, já abriu em queda e, acompanhando a tendência internacional da moeda norte-americana, manteve a trajetória descendente ao longo de todo pregão, para fechar no menor patamar desde o final de SET/08.
- Na ÁSIA, JAPÃO 1,5%, a nona alta consecutiva, o que completa a mais longa seqüência de fechamentos positivos em 20 anos, desta vez com destaques de alta para ações de corretoras, como Nomura Holdings (3,1%) Daiwa Securities Group (4,1%), CHINA 1,9%, no maior patamar desde JUN/09, com destaques de alta para China Mobile (4,2%) e Aluminum Corp (4,5%) e CORÉIA 1,4%, no maior nível em mais de 11 meses, ''animadas'' após o banco Morgan Stanley elevar, 0,5% para 1,8%, suas estimativas de crescimento para a economia local em 2009.
- Na EUROPA, devolvendo parte da valorização acumulada na abertura, diante da abertura negativa das bolsas de NY, INGLATERRA 0,2%, FRANÇA 0,2% e ALEMANHA 0,4%, com os investidores apoiando-se em balanços relativamente favoráveis divulgados por empresas, como a TNT (2,7%) e a Pearson (12,1%).
- Nos EUA, revertendo uma abertura negativa, porem sem grandes volatilidades ou volume de negócios, S&P 0,3%, DJ 0,2% e NASDAQ 0,1%, já que as boas notícias sobre a venda de casas novas, que cresceram 11% em JUN/09, foram, em parte, enfraquecidas pelos balanços fracos da RadioShack, Aetna e Corning.
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Economia:

Aumentando a lista daqueles que acreditam que ''o pior já passou'', segundo os economistas dos 2 maiores bancos privados do Brasil, Itaú e Bradesco, a recessão brasileira terminou em MAI/09, após 2 trimestres seguidos de retração, e a economia voltou a se expandir exatamente no centro do segundo trimestre, aonde já aponta um crescimento médio de 2,0% em relação aos primeiros 3 meses deste ano, o que confirma que o Brasil foi um dos primeiros países do mundo a sair da crise.

Confirmando a crescente atratividade do Brasil, a conta de transações correntes do Balanço de Pagamentos brasileiro, que abrange dados da balança comercial, da conta de serviços e das transferências unilaterais do país, registrou déficit de US$ -7,0bi, ou 1,3% do PIB, no primeiro semestre de 2009, o que indica uma redução substancial se comparado ao déficit de US$ -16,9bi, ou 2,2% do PIB, registrado no mesmo período do ano passado.

Dando mais um sinal de que, ao menos no Brasil, a crise está acabando, em JUN/09 os gastos de brasileiros com viagens internacionais, estimulados pelo forte recuo do dólar, chegaram a US$ 987mi, o maior valor desde SET/08 (US$ 1,1bi), quando a crise financeira internacional se agravou.

Como fruto e reflexo das recentes reduções na taxa básica de juros, nos 21 primeiros dias de JUL/09 a caderneta de poupança registrou depósitos líquidos de R$ 4,5bi, valor 90 vezes maior do que acumulado no mesmo período de JUN/09 (R$ 49mi) e mais de 2 vezes superior ao acumulado em todo mês de JUL/08 (R$ 2,2bi).

Muito influenciada pela abertura de capital da Visanet, em JUL/09 a entrada de dólares no mercado de ações, como um todo, já está positiva em US$ 5,4bi, o que já é o melhor resultado desde ABR/08, quando o resultado ficou positivo em US$ 5,8bi.

Com uma queda de -28,1% nas exportações e de -35% nas importações, até o final da semana passada a balança comercial brasileira acumulava um superávit de US$ 16,8bi no ano, saldo 14% maior que os US$ 14,7bi registrados no mesmo período de 2008.
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Política:

Ainda com a tese do ''quanto pior melhor'', o DEM já começa a se mobilizar contra o acordo sobre a venda da energia da hidrelétrica binacional Itaipu firmado entre Brasil e Paraguai e, alegando que a pátria está sendo lesada, como primeiro passo fez um pedido de análise técnica ao Tribunal de Contas da União para avaliar o impacto sobre as contas brasileiras.

Seguindo o PSOL, hoje a bancada de senadores do PSDB deve protocolar mais uma representação contra Sarney no Conselho de Ética da Casa, ressaltando que existem provas materiais, como gravações telefônicas autorizadas judicialmente, que confirmam a quebra de decoro e justificam a cassação do mandato do atual presidente do Senado.

Apesar de ser alvo de inúmeras denuncias, Sarney, dando um péssimo exemplo, foi o ''nobre senador'' que mais faltou a sessões no primeiro semestre, deixando de comparecer a 17 das 60 sessões deliberativas, ordinárias ou extraordinárias da Casa.

Como ''condições'' para apoiar a candidatura de Ciro ao governo de SP em 2010 o PT paulista quer (1) que PSB e PDT abandonem a base aliada de Serra, (2) o comando de toda a campanha no estado em 2010 e (3) o fim da oposição do PSB ao governo de Luiz Marinho em São Bernardo do Campo, berço de Lula.
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Crítica:

Diferentemente do que acontecia no século 20, quando EUA rivalizava com a Rússia, chegando a colocar o mundo à beira de uma guerra nuclear, Obama ''avisou'' que agora, no século 21, ''a parceria, e não a concorrência'', irá moldar as relações entre China e EUA, com o objetivo de construir um mundo melhor para todos.
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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