R.B. 23/JUN/09 ''Mais uma gigante brasileira''

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R.B.

"Mais uma gigante brasileira"

São Paulo, 23 de junho de 2009 (TERÇA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA pode subir, recuperando uma parte das fortes perdas acumuladas nos pregões anteriores, influenciada pela provável ''caça por barganhas'', já que, desde que atingiu o maior patamar do ano (54.486pts em 1/JUN/09), o Ibovespa acumulou baixa de cerca de -10%.
- O DÓLAR deve cair, também em um ''ajuste técnico'' após a forte alta dos pregões anteriores, com ''boas chances'' de voltar a fechar abaixo dos R$ 2,00, caso o ''humor'' melhore na Bovespa e nas demais bolsas mundiais.

ONTEM
- BOVESPA -3,7%, já abriu em queda e, acompanhando o ''humor negativo'' das demais bolsas mundiais, manteve a trajetória descendente ao longo de todo pregão, para fechar abaixo dos 50.000pts (aos 49.494pts) e no menor patamar desde 15/MAI/09, também influenciada pelo recuo dos preços das commodities.
- DÓLAR 2,6% à R$ 2,02, já abriu em alta e, acompanhando a forte piora do ''humor'' nas bolsas mundiais, manteve a trajetória ascendente ao longo de todo pregão, para fechar no maior patamar desde o final de MAI/09, também influenciado pela forte elevação do risco-Brasil (6,2%).
- Na ÁSIA, JAPÃO 0,4%, sustentada pelo entusiasmo dos investidores de varejo com as chamadas ações "verdes", diante da crença de que a realização de lucros se encerrou quando esses papéis afundaram na última sexta-feira, CHINA 0,6%, beneficiada pelo plano do governo local de transferir uma parte das ações estatais de companhias listadas para o Fundo Nacional de Seguridade Social e CORÉIA 1,2%, com destaques de alta para ações de tecnologia, como Samsung (2,3%), Hynix (3,8%) e LG (2,2%).
- Na EUROPA, prejudicadas pela piora nas previsões de crescimento da economia mundial em 2009, INGLATERRA -2,6%, FRANÇA -3,0% e ALEMANHA -3,0%, com destaques de queda para os papéis de petrolíferas, como Total (-3,3%) e BP (-3,8%), já que o preço do petróleo caiu para abaixo de US$ 67 o barril.
- Nos EUA, também prejudicadas pelas perspectivas pouco animadoras para as principais economias mundiais em 2009 divulgadas pelo Banco Mundial, S&P -3,1%, DJ -2,5% e NASDAQ -3,3%, diante da cautela, e principalmente dos ''temores'', antes da divulgação de vários indicadores importantes ainda nesta semana, como (1) os dados sobre as vendas de casas já construídas, (2) a taxa de juros do Fed, (3) as vendas de casas novas, (4) o PIB do primeiro trimestre e (5) o índice de confiança do consumidor.
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Economia:

Enaltecendo o fato de o Brasil ter bons fundamentos econômicos e instituições sólidas, José Cezar Castanhar, professor de finanças da FGV, ''aposta'' que o país está em posição mais favorável que outros países emergentes para atrair investimentos estrangeiros, ressaltando que ''por aqui'' a tendência mundial de queda no fluxo de capital privado será proporcionalmente menor.

Com o objetivo de gerar emprego, renda e conseqüentemente crescimento da economia, Luciano Coutinho, presidente do BNDES, confirmou que o setor produtivo de bens de capital ganhará medidas fiscais e financeiras (desoneração tributária e crédito) já na próxima semana, quando o governo anunciará um pacote de ajuda para a indústria superar a atual falta de investimentos.

Dando novos sinais de recuperação da economia interna, (1) em MAI/09, pelo quarto mês consecutivo apresentando alta, a economia brasileira registrou a criação de 131.557 vagas com carteira assinada, o que representa o melhor resultado desde SET/08 e (2) nos 5 primeiros meses de 2009 os financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança cresceram 8,94% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Piorando suas ''apostas'' (1) o boletim Focus revelou que a maioria dos economistas do setor financeiro piorou, de -0,55 para -0,57%, suas projeções para a queda do PIB brasileiro em 2009 e (2) o Banco Mundial apontou que a economia mundial deve encolher -2,9% neste ano, com destaques negativos para a economia da zona do Euro (-4,5%), os EUA (-3,0%) e o Japão (-6,8%).

Como a queda das importações continua muito maior que a retração das exportações, até o final da semana passada a balança comercial brasileira acumulava no ano um superávit de US$ 12,4bi, resultado 23,6% superior ao registrado em igual intervalo do ano passado.

Fazendo nascer ''mais uma gigante brasileira'' que, assim como a Ambev e a Brasil Foods, certamente ''brigará'' pela liderança mundial do seu setor, Itaúsa e Ligna anunciaram ontem a fusão das operações de suas controladas Duratex e Satipel, o que cria a maior indústria de painéis de madeira industrializada do hemisfério sul.
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Política:

Sentindo-se protegido, já que conforme afirmou Lula não é um ''Zé ninguém'', José Sarney, o atual excelentíssimo presidente do Senado Federal e também ilustríssimo ex-presidente da Republica, subiu ''humildemente'' na tribuna da Casa para ''garantir que ninguém vai acobertar ninguém", que ''as providências estão sendo tomadas" e que inquéritos, auditorias serão concluídas, porem aproveitou a oportunidade de reclamar que não está no cargo para ''procurar nas despensas ou limpar o lixo das cozinhas".

Como Palocci ainda está ''enrolando'' com a justiça e Marta, cansada de perder, já avisou que será candidata à deputada Federal, o PT paulista decidiu montar uma comissão especial para debater a possibilidade de Ciro Gomes, do PSB, ser apoiado pela partido na sucessão ao governo do Estado.

Mostrando que, apesar de sua fama de ''delegado durão'', tem ''medo de Coronel'' ou está precisando de óculos, Romeu Tuma, corregedor do Senado, afirmou que não vê elementos para instaurar uma investigação contra Sarney, ressaltando inclusive que acredita que o presidente da Casa está determinando a apuração dos fatos.
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Crítica:

Mantendo sua política de não interferência nos assuntos internos de outros países, o que para alguns pode ser interpretado como covardia, o governo brasileiro, apesar preocupado com o uso da força contra manifestantes pacíficos, evita opinar sobre a crise política iraniana, ressaltando que não cabe ao Brasil dizer o que o Irã tem que fazer.
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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