R.B. 22/JUN/09 "Mais um tucano na vala dos comuns"

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R.B.

"Mais um tucano na vala dos comuns"

São Paulo, 22 de junho de 2009 (SEGUNDA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA deve subir, iniciando um movimento de recuperação das perdas da semana passada (-4,1%), acompanhando a melhora do ''humor'' nas demais bolsas mundiais e novamente influenciada pelas ''apostas'' de que o Brasil, beneficiado por queda dos juros, crescimento do consumo interno e aumento das vendas para a China, pode se recuperar da crise global mais rápido que as economias centrais.
- O DÓLAR pode cair, também com o objetivo de devolver a alta acumulada na semana passada (2,6%), diante do crescente fluxo positivo de recursos externos (1) destinados a investimentos na Bolsa de Valores, (2) oriundos do superávit da balança comercial e (3) cujo objetivo é aproveitar um dos maiores juros do mundo.

SEXTA-FEIRA
- BOVESPA 0,9%, já abriu em alta, para na máxima avançar 1,5% e, apesar da instabilidade das bolsas de NY e do baixo volume de negócios (R$ 3,8bi), manteve a trajetória ascendente ao longo de todo pregão, já que após 4 dias consecutivos de queda algumas ações estavam com preços atrativos.
- DÓLAR 0,1% à R$ 1,97, abriu em queda, para na mínima atingir R$ 1,95, porem, pressionado pelos leilões de compra do BC e pela elevação do risco-Brasil (3,9%), devolveu todas as perdas da abertura na parte da tarde, para fechar na máxima do dia.
- Na ÁSIA, recuperando perdas recentes, JAPÃO 0,9%, sustentada por ações do setor financeiro e de processadoras de petróleo, como Mitsubishi UFJ Financial Group (4,1%) e Inpex (3,4%), CHINA 0,9%, a terceira alta consecutiva, desta vez impulsionada pelo bom desempenho das ações de corretoras, diante das ''apostas'' de que o forte desempenho do mercado este ano irá alavancar os lucros destas empresas e CORÉIA 0,6%, sustentada pelos ganhos em ações de montadoras, como Hyundai Motor (3,1%) e Kia Motors (4,8%), diante das expectativas de melhora dos seus resultados no segundo semestre.
- Na EUROPA, recuperando parte das perdas acumuladas na semana, após o anuncio de que a União Européia decidiu reformar a regulamentação do sistema financeiro, aperfeiçoando os mecanismos de controle fiscalização, INGLATERRA 1,5%, FRANÇA 0,8% e ALEMANHA 0,1%, com investidores aproveitando o valor relativamente baixo dos papéis de bancos e mineradoras para ''compras de pechincha".
- Nos EUA, sem uma tendência definida, após uma sessão volátil e marcada pela boa performance dos papéis de tecnologia, S&P 0,3%, DJ -0,2% e NASDAQ 1,1%, porem com os principais indicadores fechando a semana no vermelho, respectivamente -2,6%, -3,0% e -1,7%, pela primeira vez desde 1/MAI/09.
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Economia:

Contrariando a opinião do governo Lula, que ainda espera um desempenho positivo para a economia brasileira neste ano, o Banco Mundial reduziu, de 0,5% para -1,1%, suas ''apostas'' para o PIB do Brasil em 2009, citando como principal premissa que o fluxo líquido de capitais para os países em desenvolvimento cair, porem ressaltando que a economia brasileira é mais resistente aos choques externos de demanda do que muitas outras economias da América Latina, dada a fatia menor do comércio no PIB, e tem mais espaço para a promoção de políticas monetárias expansionistas.

Corroborando com a opinião do governo Lula, segundo uma reportagem da revista britânica "The Economist", os grandes países emergentes, mais precisamente Brasil, Rússia, Índia e China, já demonstram sinais de recuperação econômica enquanto os países ricos permanecem em recessão, ressaltando que a cúpula dos BRICs, realizada no início da semana passada na Rússia, reflete a crescente autoconfiança desses países.

Embolsando os lucros, nos 19 primeiros dias de JUN/09 os ''investidores'' estrangeiros começaram a vender as ações compradas ao longo de 4 meses na Bovespa e com isto o saldo dos investimentos por não-residentes ficou negativo em R$ -886,2mi neste período.

Dando mais um passo para atingir o objetivo de tornar o Brasil o ''celeiro do mundo'', o governo Lula criará um fundo garantidor para o agronegócio com recursos que oscilam entre R$ 7bi e R$ 10bi e que será gerido pelo Banco do Brasil.

A renda fixa foi o melhor investimento dos últimos 15 anos no Brasil, já que um fundo DI, que tem risco baixíssimo, rendeu quase 500% em termos reais neste período, porem, com a taxa básica de juros abaixo dos 10%, atualmente em 9,25%, esse cenário começou a mudar e tudo indica que os próximos 15 anos serão bem diferentes do passado, fazendo com que as alternativas mais atraentes sejam aumentar os investimentos em ações, fundos de ações ou multimercados arriscados.
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Política:

Prensando Sarney contra a parede, o Senado já descobriu por conta própria irregularidades, como nepotismo, pagamentos por serviços nunca prestados e perpetuação de empresas por aditivos, em todos os 16 contratos para o fornecimento de mão de obra analisados por uma comissão de servidores.

Colocando ''mais um tucano na vala dos comuns'', gravações mostram que ex-candidatos do PRTB, que na ocasião apoiava formalmente o candidato do PTB, receberam dinheiro que não foi declarado à Justiça Eleitoral para fazer a campanha do prefeito de Curitiba Beto Richa, do PSDB.

Tentando fazer ''barulho'' para se afastar da crise do Senado, segundo ''rumores'' Sarney pode demitir amanhã o diretor-geral da Casa, Alexandre Gazineo, e até 60% dos 10 mil funcionários da Casa que, segundo um estudo da FGV, são totalmente dispensáveis ao bom andamento dos ''trabalhos'' legislativos.
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Crítica:

Mostrando que ''as mamatas continuam'', executivos de 14 bancos norte-americanos, que já demitiram milhares de empregados e receberam ajuda do governo federal para não quebrarem em meio à crise financeira que abalou a economia mundial, ainda mantêm o uso de jatos corporativos para uso pessoal, como viagens de férias a lugares como Europa, México, Caribe, sul da Flórida e Aspen.

Apesar de admitir que, na eleição de 12/JUN/09, houveram irregularidades nas votações, o Conselho de Guardiães do Irã, máxima instância constitucional do país, não vê a necessidade de anulação do pleito e de realização de novas eleições.
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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