R.B. 3/ABR/09 "O cara"

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R.B.

"O cara"

São Paulo, 3 de abril de 2009 (SEXTA-FEIRA).
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Mercados:

HOJE
- A BOVESPA deve subir, agora rumo aos 45.000pts, ainda animada com os resultados positivos da reunião do G-20 e sem ''tempo'' para realizar lucros já que os vendedores de ontem provavelmente serão os compradores de hoje.
- O DÓLAR pode voltar a cair, mesmo após acumular uma desvalorização de -4,2% nos 3 últimos pregões, seguindo a melhora do ''humor'' nas bolsas mundiais e diante da expectativa de que as decisões do G-20 causem um considerável aumento do fluxo positivo de recursos externos.

ONTEM
- BOVESPA 4,2%, já abriu em alta e, com bom volume de negócios (R$ 5,9bi), manteve a trajetória ascendente ao longo de todo pregão, para fechar no maior patamar desde OUT/08 (aos 43.736pts), com os investidores animados com os resultados práticos da reunião do G-20.
- DÓLAR -2,0% à R$ 2,23, já abriu em queda e, seguindo a substancial melhora do ''humor'' nas bolsas mundiais, manteve a trajetória negativa ao longo de todo pregão, para fechar no menor patamar desde o início de JAN/09.
- Na ÁSIA, seguindo o fechamento positivo das bolsas de NY no dia anterior, JAPÃO 4,4%, o terceiro maior ganho em pontos no ano, com destaques de alta para as ações de grandes montadoras, como Honda (11,0%) e Toyota (5,5%), impulsionadas por um forte volume de compras por parte de um fundo de pensão europeu, CHINA 0,7%, no maior patamar em 7 meses, diante das expectativas de fortes balanços trimestrais a serem anunciados por empresas do setor financeiro e CORÉIA 3,5%, no maior patamar desde 15/OUT/08, diante do aumento das ''apostas'' de que a economia pode começar em breve a se recuperar.
- Na EUROPA, em alta pelo terceiro pregão consecutivo, desta vez ''animadas'' com as decisões tomadas pelo G-20, INGLATERRA 4,3%, FRANÇA 5,4% e ALEMANHA 6,1%, novamente com destaques de alta para os papéis do setor financeiro, como HSBC (11,7%) e Allied Irish Banks (22,2%), diante das expectativas de que o pior momento para a economia mundial já passou.
- Nos EUA, ''comemorando'' o desfecho positivo da reunião do G-20, S&P 2,9%, DJ 2,8% e NASDAQ 3,3%, nos maiores patamares desde FEV/09, também beneficiadas pelo anuncio de que, após 6 meses consecutivos de retração, o volume de pedidos à indústria teve um crescimento de 1,8% em FEV/09.
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Economia:

Com resultados melhores do que o esperado e uma certeza de que os problemas devem ser resolvidos de forma conjunta e coordenada, ontem terminou a reunião do G-20 que decidiu que (1) será criado um fundo da ordem de US$ 1,1tri para socorrer as economias em dificuldades, (2) aumentará o controle dos paraísos fiscais, (3) os países farão um esforço fiscal de US$ 5tri até 2010 para salvar e criar novos empregos e (4) o protecionismo deve ser combatido e a Rodada Doha de liberalização do comércio mundial deve ser "urgentemente'' concluída.

Após receber um elogio de Obama, que lhe classificou como ''o cara'' e o político mais popular da Terra, Lula, deixando até os seus críticos mais ferrenhos sem argumentos e mostrando que sob seu governo o Brasil realmente mudou de patamar e ''começou a ser levado à sério'', afirmou que quer entrar para a história como primeiro presidente brasileiro a emprestar dinheiro ao FMI, lembrando que nos seus tempos de líder sindical e de presidente do PT já carregou faixas de "fora FMI".

Afirmando algo que poderia ser considerado uma insanidade durante o governo FHC, Meirelles, presidente do BC, ''avisou'' que o Brasil, como tem elevadas reservas internacionais, vai participar do esforço de diversos países para aumentar o caixa do FMI.

''Garantindo'' que a crise não afetará os projetos de infraestrutura, já que eles apresentam boa rentabilidade, ambiente regulatório seguro e perspectiva econômica boa, Wagner Bittencourt, diretor do BNDES, afirmou que na ultima quarta-feira se reuniu com empresários interessados em um grande projeto na área de energia.

Beneficiadas pela redução do IPI e mostrando que, quando devidamente incentivada, a economia brasileira tem ainda muito potencial para seguir crescendo, no primeiro trimestre de 2009 as vendas de automóveis no Brasil bateram mais um recorde histórico, atingindo a marca recorde de 668.314 veículos novos foram emplacados, o que representa um aumento de 3,14% na comparação com o mesmo período de 2008.
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Política:

Interpretando os fatos de uma forma diferente, o deputado goiano Ronaldo Caiado, líder do DEM na Câmara, afirmou que as declarações de Obama sobre Lula ratificam a tese de que o petista já entrou no tema do ''anedotário internacional", ressaltando que o presidente do Brasil não se comporta de acordo com a liturgia do cargo e que por isto perdeu a respeitabilidade dos demais.

Esquecendo-se de que Serra, em seu obstinado desejo de ser presidente do Brasil, já torrou mais de R$ 300mi dos cofres de SP em propaganda do seu governo na TV e na Internet, o Senador Sergio Guerra, presidente do PSDB, afirmou que Dilma usa roupa de campanha, tem cara de campanha, cabelo de campanha, discurso de campanha mas fala que não está em campanha.

Confiando na memória curta dos eleitores brasileiros, o ex-senador e ex-governador peemedebista Joaquim Roriz, que renunciou ao cargo de senador apenas dois meses depois de ter assumido a vaga, abandonou o "exílio" e, num grande comício, inaugurou ontem um escritório político em Brasília, formalizando sua intenção de disputar o governo do Distrito Federal, ano que vem, contra o governador democrata José Roberto Arruda, o que pode criar dificuldade para a ''sonhada'' aproximação do PSDB com o PMDB na esfera nacional.
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Crítica:

A oposição, como certamente não faria nada diferente, não apresenta um modelo novo ou uma sugestão construtiva para os problemas brasileiros e, como sempre fez para impedir as vitórias de Lula até a ''fatídica'' eleição de 2002, está ''batendo sem dó e abaixo da linha da cintura'' em Dilma, a provável candidata petista em 2010, mostrando que não aprendeu que o efeito disto é contrário, já que a ministra da Casa Civil, que até outro dia era considerada um ''azarão'' na disputa, cresce nas pesquisas e pode impedir a volta dos tucanos ao poder.
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PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho
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