R.B. 9/SET/20 "Até breve"


"Até breve"

São Paulo, 9 de setembro de 2020 (QUARTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, beneficiada pela recuperação dos preços das commodities, pela redução dos casos, das mortes e dos temores com coronavírus no país e pela crescente entrada de novos investidores na bolsa tupiniquim por conta do baixíssimo patamar da taxa básica de juros do pais (2,0% ao ano) e (2) o DÓLAR pode cair, devolvendo mais uma parte da forte alta acumulada no ano (33,4%), seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana e a esperada melhora do "humor" na B3.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -1,2% (aos 100.050pts), ampliando as perdas acumuladas no ano (-13,5%), prejudicada pelo recuo das commodities e pelas perdas fortes das principais bolsas mundiais, mas "heroicamente" sustentando o patamar dos 100.000pts e (2) o DÓLAR subiu 1,8% à R$ 5,37, acompanhando a esperada piora do "humor" na bolsa tupiniquim e seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 0,8% e China 0,7%, acompanhando o "humor positivo" das bolsas europeias no dia anterior e com destaques de alta para as ações do setor financeiro, (2) da EUROPA, devolvendo uma parte dos ganhos de segunda-feira, Inglaterra -0,1%, França -1,6% e Alemanha -1,0%, seguindo o "humor negativo" das bolsas de NY e também prejudicadas pela indefinição do acordo entre Reino Unido e União Europeia após o Brexit e (3) dos EUA, realizando lucros pelo terceiro pregão consecutivo, S&P -2,8%, DJ -2,2% e NASDAQ -4,1%, novamente com destaques de queda para as ações de tecnologia, prejudicadas pelo aumento das tensões Washington e Pequim.

Citando suas valorizações elevadas e incertezas regulatórias, a Oxford Economics afirmou em relatório que há espaço para mais baixas nas grandes ações do setor de tecnologia, como Apple, Amazon, Alphabet, Microsoft e Facebook, 4,09%. Nesse contexto, o Nasdaq recuou cerca de 10% em três sessões.

Em uma retórica eleitoral, Trump, presidente dos EUA e CPT do mundo, afirmou, em discurso para celebrar o feriado do Dia do Trabalho, que planeja impor restrições de exportação a mais empresas chinesas e quer "desacoplar" a economia dos EUA da economia da China.

Muitíssimo pior que o resultado apresentado pelo Brasil (-9,7%) e registrando a maior retração da história mundial para tempos de paz, no segundo trimestre deste ano o PIB japonês sofreu contração anualizada de -28,1%.

A agência de classificação de risco Moody's elogiou as políticas do governo Bolsonaro para enfrentar os efeitos econômicos da quarentena do coronavírus e se mostrou otimista com o andamento das reformas no Congresso Nacional.

Deixando o liberalismo de lado, caindo na conversa fiada da imprensa e até imitando Sarney, ontem o presidente Bolsonaro afirmou que medidas estão sendo tomadas pelos Ministérios da Economia e da Agricultura para dar uma resposta à alta dos preços dos alimentos, em especial o arroz, e apelou aos supermercados para que diminuam margens de lucro.

Entrando em "mais um modismo socialista", a B3, em parceria com a S&P Dow Jones, anunciou ontem o lançamento do índice S&P/B3 Brasil ESG, indexador que utilizará critérios baseados em práticas ambientais, sociais e de governança, deixando "o perverso lucro de lado", para selecionar empresas brasileiras para sua carteira.

Em mais um ato populista, o presidente Bolsonaro solicitou ao Ministério da Infraestrutura que considere a possibilidade de que motociclistas sejam isentos de pagar pedágios nas novas concessões de rodovias federais.

Piorando suas previsões, após 9 semanas de melhora, o "mercado" (1) elevou, de -5,28% para -5,31%, suas "apostas" para a retração do PIB tupiniquim em 2020 e (2) aumentou, de 1,77% para 1,78%, suas projeções para a inflação medida pelo IPCA neste ano.

-    A Petrobrás caiu -3,5%, acompanhando a baixa do petróleo (-5,3%) no mercado internacional.

-    A AstraZeneca caiu -8,7% no after market da bolsa de NY, após a referida farmacêutica anglo-sueca anunciar que a fase 3 da sua vacina contra o coronavírus foi suspensa por conta de uma reação adversa.


Política:

Cada dia mais "comprando", com dinheiro público, sua governabilidade, o presidente Bolsonaro sancionou ontem o projeto de lei que amplia a área de atuação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, agradando assim o ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, pasta à qual a companhia está atrelada, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, político do Amapá, um dos estados contemplados e autor da proposta.

Em uma nova tentativa de retomar os debates sobre prisão em segunda instância, que obviamente sofrem enormes resistências de Rodrigo Maia, o deputado Fábio Trad, do PSD de MS, entregou uma proposta que prevê a prisão apenas para processos futuros.

Ex-prefeito do RJ e novamente candidato ao cargo, só que desta vez pelo DEM, Eduardo Paz, que é investigado por diversos crimes, ontem foi alvo de buscas e apreensões em sua casa após se tornar réu sob acusação de receber R$ 10,8 milhões de propina da Odebrecht, via caixa dois, na campanha eleitoral de 2012.

Benevolente com seus comparsas, Doria, governador tucano de SP, decidiu conceder mais 30 dias de licença ao seu secretário de Transportes Alexandre Baldy, preso em AGO/20 por fraudes na saúde e soldo dias depois pelo nefasto Gilmar Mendes, ministro do STF.


Crítica:

Como dizem os socialistas "com voz de fala", já que é índio, Mourão, vice-presidente do Brasil, afirmou que o país precisa parar de "tapar o sol com a peneira" e avançar na discussão de exploração de minérios em terras indígenas.

Com razão, já que membros do legislativo não devem fazer ativismo político, o Conselho Nacional do Ministério Público puniu com a pena de censura o brilhante procurador Deltan Dallagnol, ex-coordenador da Operação Lava Jato no Paraná, por ter ofendido publicamente o senador, e bandido, Renan Calheiros.

Acreditando, com uma boa doze de razão, que manda no STF, a defesa de Lula, maior bandido da história do Brasil, estuda pedir que os processos dele no Supremo Tribunal Federal sejam transferidos do ministro Edson Fachin para Ricardo Lewandowski.


De 15/AGO/02 até 9/SET/20 foram mais de 18 anos ininterruptos e hoje, após a publicação da sua edição número 4.500, o R.B. será suspenso para avaliação e quiçá reformulação. "Até breve".

PAZ, amor e bons negócios;


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