R.B. 16/MAR/20 "O gigantesco estrago feito pelo coronavírus na economia chinesa"



"O gigantesco estrago feito pelo coronavírus na economia chinesa"

São Paulo, 16 de março de 2020 (SEGUNDA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve cair, devolvendo parte da forte alta registrada na sexta-feira (13,9%) e assim ampliando as perdas acumuladas no mês (-20,6%) e no ano (-28,5%), seguindo a retração das commodities e as perdas das principais bolsas mundiais, por conta do aumento dos efeitos negativos do coronavírus na economia global e (2) o DÓLAR pode subir, para fechar em alta pelo quinto pregão seguido e novamente no maior patamar da história, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e influenciado pelo redução do fluxo positivo de recursos externos.

Sexta-feira, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 13,9%, reduzindo quase metade das perdas acumuladas na semana (-15,6%) e mostrando que “sexta-feira 13 pode ser um dia bom”, diante do movimento ascendente das principais bolsas mundiais, da valorização das commodities e da redução das tensões políticas e (2) o DÓLAR subiu 1,00% à R$ 4,81, impulsionado pela decisão de Trump de declarar "emergência nacional" nos EUA e pelas “apostas” de corte dos juros no Brasil, após um pregão com bastante volatilidade, já que na mínima atingiu R$ 4,64 e na máxima bateu R$ 4,88.

Também sexta-feira, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão -6,1% e China -1,2%, seguindo as quedas históricas nos mercados acionários dos EUA e da Europa, em meio ao avanço do coronavírus em diversos países, (2) da EUROPA, tentando iniciar um movimento de recuperação de perdas recentes, Inglaterra 2,5%, França 1,8% e Alemanha 0,8%, aliviadas por medidas de estímulos econômicos adotadas pelos BCs chinês e japonês e por uma reunião extraordinária marcada pelos líderes do G7 para discutir respostas econômicas ao coronavírus e (3) dos EUA, recuperando parte das perdas do pregão anterior, S&P 9,3%, DJ 9,4% e NASDAQ 0,3%, após o presidente Trump anunciar emergência nacional em relação ao coronavírus, o que permitiu a liberação de US$ 50bi para lidar com a epidemia e ajudou as empresas dos setores bancário e de tecnologia.

Mais uma vez surpreendendo o “mercado”, na tarde de ontem o FED (“BC” norte-americano) cortou, de forma extraordinária, a taxa básica de juros dos EUA em -1,0%, agora para a faixa de 0% a 0,25% ao ano, ressaltando que a redução visa amenizar os impactos econômicos do coronavírus no curto prazo.

Revelando “o gigantesco estrago feito pelo coronavírus na economia chinesa”, nos 2 primeiros meses deste ano as vendas no varejo do referido país caíram -20,5% e os investimentos em bens de capital perderam -24,5%, ambos na comparação com o mesmo período de 2019.

Dando ao menos uma boa notícia para o mercado financeiro tupiniquim, na noite sexta-feira, após o fechamento do pregão, o Tribunal de Contas da União decidiu acatar um pedido de medida cautelar do Ministério da Economia e suspendeu a ampliação do BPC, aprovada pelos bandidos do Congresso e que teria um impacto negativo de R$ -217bi aos cofres públicos do país nos próximos 10 anos.

Citando os efeitos econômicos do coronavírus e a redução da cotação internacional do barril de petróleo, que já caiu pela metade em 2020, a Federação das Indústrias do RJ reduziu sua expectativa para o crescimento da economia brasileira em 2020 de 1,8% para 1,2%.

Em uma escalada da guerra com Moscou por fatias de mercado, a Arábia Saudita está inundando os mercados de petróleo com preços que chegam a US$ 25 por barril, mirando especificamente nas grandes refinarias que utilizam óleo russo na Europa e na Ásia.

Apesar de alertar que “não dá para dizer que já chegamos em um ponto de virada”, Matheus Soares, analista da Rico Investimentos, afirmou que a experiência mostra que as perdas do Ibovespa em períodos de recessão no Brasil ficam em torno de -35% e de -50% nas recessões globais.

Deixando as reformas momentaneamente de lado, Paulo Guedes, ministro tupiniquim da economia, anunciou mais de 20 ações para que impacto do coronavírus na economia tupiniquim seja minimizado, dentre elas (1) a isenção tributária para importação de equipamentos hospitalares, (2) o reforço da atuação de bancos públicos e (3) o possível adiamento do pagamento de impostos por parte de empresas em dificuldades.

Citando a forte piora da conjuntura global, na sexta-feira o Banco Votorantim cancelou seus pedidos de registro para abertura de capital e distribuição pública de valores mobiliários.

Política:

Mesmo desestimuladas por Bolsonaro, as manifestações populares contra os bandidos do STF e do Congresso Nacional tupiniquim atraíram milhares de pessoas em todo país, deixando a nefasta imprensa socialista tupiniquim atordoada.

Ao participar dos atos populares que havia desincentivado, o presidente Bolsonaro, de forma irresponsável, aproximou-se de manifestantes na calçada do Planalto e ainda ocou na mão de alguns, dando assim um mau exemplo à população, que vem sendo instruída a evitar esses contatos por conta do coronavírus.

Após Rodrigo Maia ter classificado de “atentado à saúde pública” a ida de Bolsonaro às manifestações, Carlos Bolsonaro reagiu e disse que o “povo odeia” o presidente da Câmara e o desafiou a sair às ruas.

Capacho da organização criminosa petista, Felipe Santa Cruz, atual presidente da OAB, quer se encontrar com Lula, o maior bandido da história do Brasil, supostamente para conversar sobre a democracia tupiniquim.

Provando que uma de suas piores características é a ingratidão, Bolsonaro ignorou a morte de Gustavo Bebianno, que por sua vez deixou uma carta para o presidente dizendo que o amava e o aconselhando a romper com o ciclo de ódio que existe em seu governo.

Crítica:

Como o sonho do brasileiro médio, e medíocre, é ser funcionário público para trabalhar pouco e ganhar muito, a concentração de mão de obra muito qualificada no setor público brasileiro é mais do que o triplo da verificada em empresas privadas no país, já que 50,4% dos servidores públicos têm, no mínimo, o ensino superior completo, contra 13,7% no setor privado.

PAZ, amor e bons negócios;

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